Discursos de identidade
Aposta-se, cada vez mais, na identidade cultural para promoção turística. É o caso do excelente anúncio The Nigerian Spirit. O valor e o sentido dos discursos de identidade dependem da sua proveniência.Neste caso, revelam a riqueza de uma identidade nacional. Fossem outros os enunciadores e poderiam padecer de folclorização. Carregar na seguinte imagem para aceder ao anúncio.

O Público de ontem, 6 de outubro, tem um artigo sobre os sapeurs, figura típica do Congo. Aconselho a leitura: https://www.publico.pt/2020/10/06/p3/fotogaleria/sapeurs-dandies-congo-enfrentam-pobreza-guarda-roupa-luxo-402903?utm_term=Os+%22sapeurs%22+do+Congo%2C++a+hashtag+ProudBoys+a+celebrar+o+amor+gay+e+as+baleias+do+Rui&utm_campaign=P%3FBLICO&utm_source=e-goi&utm_medium=email.
No Tendências do Imaginário, existe um anúncio magnífico com sapeurs: https://tendimag.com/2014/01/26/uma-questao-de-estilo/.
Perdido

The Moody Blues
Conhece uma ilha de sonho? Esta é mais fantástica! Umas férias do outro mundo. Só, com a sua sombra! Sem que ninguém se aperceba. Mar, praia, palmeiras, caranguejos, coelhos… Tudo gratuito, ao seu alcance por um gesto: mandar o telemóvel às urtigas! Não é bem esta a mensagem do anúncio nigeriano Lost, da Airtel. Sem telemóvel, um indígena do século XXI não é nada. Um Robinson Crusoe descompensado. E a festa ali tão perto! Não vá o diabo tecê-las, acrescento uma canção dos Moody Blues para, caso disso, ouvir na ilha.
The Moody Blues. Lost in a lost world. Seventh Sojourn. 1972
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Marca: Airtel. Título: Lost. Agência: Noha’s Ark Lagos Nigeria. Direcção: Bruce Paynter. Nigéria, Novembro 2016.

