Eclipsados e polícronos

Por esta hora, 19:20, em 2017, houve um eclipse parcial do sol. O Fernando fotografou-o em Moledo do Minho.
O anúncio “Piano”, para o Windows 8, mostra como os orientais descobrem maneiras de fazer várias coisas ao mesmo tempo, tais como trabalhar e jogar.
Imagem: Eclipse parcial do sol. Moledo. 22.08.2017. Fotografia: Fernando Gonçalves
Lua, Estrela, Vénus, Gaivotas e Teslas

A lua
La LunaUm dia, ao improviso
Un giorno all’improvisoA lua se cansou
la luna si stancòDe olhar para o mundo, la de cima
di guardare il mondo di lassùEla pegou um cometa,
prese una cometa,Seu rosto, escondeu
il volto si velòE até o fim do céu, caminhou.
e fino in fondo al cielo camminò(Angelo Branduardi, La Luna, 1975)
Um satélite, uma estrela e um planeta, três luzinhas solitárias e quase alinhadas. Falta um cometa, mas esses parecem estar do outro lado do mar. Curiosamente, nas recentes dezenas de vezes que tenho ido à varanda, afigura-se-me ver, nesta praia minhota, poucas gaivotas e muitos Teslas.
Continuo, obstinadamente, a escutar música italiana, hoje, La Luna de Angelo Branduardi
A balada do arco-íris
Até os fenómenos naturais mais efémeros se conjugam para unir o Minho e a Galiza.


Está bom tempo para dormitar, embalados, por exemplo, pela “Berceuse” (1879) de Gabriel Fauré.
Sentinela. Vista sobre Santa Tecla

Do cume do monte de Santa Tecla tiram-se fotografias magníficas: em baixo, de Moledo, ao monte, também. Só é preciso ter bom olho e boa câmara. Associar uma fotografia a uma música é um entretenimento desafiante. Cismei, um pouco desbussolado, que devia ser música eletrónica. Da discografia dos Tangerine Dream, do Klaus Schulze e do Mike Oldfield, retive três canções: Song of the Whale, Pt. 1: From Dawn…; Wellgunde; e Sentinel. Qual valoriza e resulta mais valorizada? Se obtiver respostas, coloco a eleita em primeiro lugar.
Pelas alturas
Por mais alto que algo seja lançado é à terra que regressa (provérbio africano)

Ando saído, surpreendendo-me atraído pelas alturas. O que dá que pensar… Depois do planalto de Castro Laboreiro, a subida ao cume do Monte de Santa Tecla. Seja qual for o ponto cardeal, surpreendem-nos paisagens fantásticas sobre o vale e o estuário do rio Minho e a orla marítima a perder de vista, tanto para o lado de Moledo como de Laguardia. Acompanhado pela Rosa, pelo Agostinho e pelo Daniel Noversa, as fotografias são da autoria deste último.
Aproveito para acrescentar uma dezena de fotografias da viagem a Castro Laboreiro, desta vez da autoria do Américo Rodrigues e do José Domingues.
Imagem: Monte de Santa Tecla visto de Moledo
Galeria 1: Vistas a partir do Monte de Santa Tecla




Galeria 2: Castro Laboreiro












Para sempre jovem

Há ano e meio que não ia a Moledo, não via o mar, não apanhava tanto sol, não bebia um sumo de laranja numa esplanada, não esperava encontros inesperados, não almoçava um arroz de tamboril tão saboroso e não dava tantos passos. Afinal, ainda pareço um hospedeiro e um peregrino da vida.
Morrinha

Em Moledo, sinto-me galego. Quando a chuva é miudinha, há quem lhe chame morrinha. Na Galiza, a morriña é um sentimento de melancolia com enxerto de saudade. Seguem dois cantos a Galiza distintos: Romeiro Ao Lonxe, dos Luar Na Lubre, e Un Canto a Galicia, de Júlio Iglesias, ao vivo com Amália Rodrigues.
Festival para Gente Sentada
As férias terminaram, mas Moledo continua. Não me lembro de ver tantos carrinhos de bebé, tantas mulheres grávidas, tantas pessoas com cão e, sobretudo, tamanha afluência de carros a banhos. Moledo, no verão, está a mudar, a mudar no sentido inverso. Não estranhava ver nas redondezas de Moledo o Sufjan Stevens, cantor e compositor norte-americano, nascido em 1975. Tenho dois cd de Sufjan Stevens: Seven Swans (2004) e Illinoise (2005). Adquiri-os por altura da sua participação no Festival para Gente Sentada, em Braga, em 2004, no mesmo ano que Devendra Banhart. As três músicas seleccionadas pertencem ao disco Seven Swans.
Sufjan Stevens. We Won’t Need Legs to Stand. Seven Swans. 2004.
Sufjan Stevens. A good man is hard to find. Seven Swans. 2004.
Sufjan Stevens. Seven Swans. Seven Swans. 2004.




