Música refrescante
Em Melgaço, estava um calor insuportável. No regresso a Braga, ainda foi pior: vinte minutos a torrar para percorrer 1 km. Em casa, apeteceu arejar. As janelas não bastavam. Recostei-me, imaginei-me na Irlanda enquanto ouvia as bandas sonoras de três filmes dos anos oitenta, todas compostas por Mark Knopfler. Segue uma amostra.
Ao Estilo de Mark Knopfler e David Gilmour

“E se Mark Knopfler e David Gilmour protagonizassem um pequeno jam? Laszlo Buring concebeu e simulou este “diálogo improvisado” entre ambos, concretizando-o com uma interpretação soberba. Seguem dois vídeos: If Mark Knopfler & David Gilmour had a little jam… I e II, por ordem inversa.
Imagem: Laszlo Buring
Sempre me tentou tocar guitarra, acústica ou elétrica. Adquiri uma acústica. Isolado em casa, sobrava motivação e tempo para dedilhar cordas. Cometi dois erros de perspetiva. Todas as manhãs pico um dedo da mão esquerda para medir a glicémia, a parte do corpo mais sacrificada pela guitarra. Por outro lado, não fiz uma boa opção: a acústica exige mais esforço ao nível dos dedos do que a elétrica. Tocar o Samba Pa Ti tornou-se um desejo impraticável. Mais ou menos conformado, acabei por reciclar a guitarra atribuindo-lhe uma função para que se presta: meramente decorativa.
Irmãos de armas

Existem interpretações que propiciam um suplemento de alma a músicas que outrora nos tocaram. É o caso da canção Brothers In Arms, por Mark Knopfler, magistralmente filmada pelo canal alemão de televisão RBB ao vivo no Meistersaal, sala histórica de concertos de Berlim, no dia 10 de setembro de 2007. Perfeita para preceder a sesta.
A princesa noiva e a velha grávida

Estou a escrever sobre velhas grávidas impúdicas, de preferência, risonhas [pertence a um conjunto de textos que não dá para publicar no Tendências]. Para compensar a carga grotesca e a penúria de escrita, recorro à músicas, sobretudo, músicas harmoniosas como as compostas por Mark knopfler para filmes dos anos oitenta.
