Lua, Estrela, Vénus, Gaivotas e Teslas

A lua
La LunaUm dia, ao improviso
Un giorno all’improvisoA lua se cansou
la luna si stancòDe olhar para o mundo, la de cima
di guardare il mondo di lassùEla pegou um cometa,
prese una cometa,Seu rosto, escondeu
il volto si velòE até o fim do céu, caminhou.
e fino in fondo al cielo camminò(Angelo Branduardi, La Luna, 1975)
Um satélite, uma estrela e um planeta, três luzinhas solitárias e quase alinhadas. Falta um cometa, mas esses parecem estar do outro lado do mar. Curiosamente, nas recentes dezenas de vezes que tenho ido à varanda, afigura-se-me ver, nesta praia minhota, poucas gaivotas e muitos Teslas.
Continuo, obstinadamente, a escutar música italiana, hoje, La Luna de Angelo Branduardi
A vespa e a lua
Sem comentários! É um alívio parar de dar cabeçadas na lua, não é?
Não vale a pena uivar à lua
Creio que devíamos salivar menos perante os símbolos. A distância e o tempo ajudam o entendimento. Convém reflectir em vez de sobre-reagir. Não vale a pena uivar à lua (Albertino Gonçalves).
Realizador: John Bashyan. Título: The night the moon fell. Produção: Tom Leach. 2016.
Jejuemos de anúncios. É a vez de uma curta-metragem e de três vídeos musicais. Tudo lunar. O vídeo é amoroso, como costumam ser as animações com crianças, mas a lua entendeu ser desmancha-prazeres. Moral: não faças cócegas à lua a não ser que estejas por cima. As três canções são tesourinhos de vinil. Na canção do Zeca Afonso, 400 bruxas esperam a lua cheia. Em Portugal, Angelo Branduardi sempre foi o meu segredo isolado. Bob Dylan publicou o álbum Self Portrait em 1970. Um insucesso muito criticado. A maioria das canções são covers e Bob Dylan canta de um modo inesperado. É esse modo inesperado que me cativa no cover Blue Moon.
José Afonso. A Ronda das Mafarricas. Cantigas de Maio. 1971.
Angelo Branduardi. La Luna. La Luna. 1975.
Bob Dylan. Blue Moon. Self Portrait. 1970.
O Homem na Lua

Todos os anos, a John Lewis estreia um anúncio na quadra natalícia. É uma tradição. Fantásticos e ternurentos, os anúncios da John Lewis são contos infantis. Neste anúncio, uma menina, na terra, e um idoso, na lua, têm dificuldade em comunicar. Mas tudo se resolve… Um anúncio polémico, sobretudo, para quem gosta de interpretações literais. Por exemplo, como chegou o idoso à lua?
Marca: John Lewis. Título: Man on the Moon. Agência: Adam & Eve DDB (London). Reino Unido, Novembro 2015.
Beleza lunar
Os anúncios de Giorgio Armani são exímios no culto da beleza feminina (ver, por exemplo, http://tendimag.com/?s=armani). Este Code Luna confronta-nos com um rosto lunar em corpo de feiticeira. Dionísio pálido.
Marca: Giorgio Armani. Título: Code Luna. Agência: Betc luxe. Direção: Paolo ROVERSI. França, 2012.
Fada electrónica
Os contos da carochinha são tão giros, não são? Com um cheirinho a Principezinho são o máximo, não são? E quando envolvem as novas tecnologias, essas fadas do nosso tempo? Fica tudo tão pueril… Este anúncio da M tel é mais ou menos assim.
Marca: M tel. Título: Soleil et Lune. Montenegro (?), 2003.


