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Para a minha dama

Amadeo Modigliani. Woman in black dress. Detalhe. 1918.

Para a minha dama! Sem ela, não sou eu.

The Moody Blues. For My Lady. Seventh Sojourn. 1972.
Supertramp . Lady. Crisis what crisis. 1975.

A ligação à Internet

“A última diligência da razão é reconhecer que há uma infinidade de coisas que a ultrapassam. Revelar-se-á fraca se não chegar a conhecer isso” (Blaise Pascal, Pensamentos).

Há quem acredite que a Internet começa no ecrã. O gesto inicial do utilizador seria a ligação, seguida pela imersão. A minha ideia é outra, o utilizador faz parte da Internet. Nem ponto de partida, nem ponto de chegada, mas ponto de passagem. Não vamos à Internet, reencontramo-nos na Internet: no correio electrónico, nas redes sociais, no blogue… Mesmo quando não estamos na Internet, estamos na Internet.

Maurits C. Escher, Convex and Concave, lithograph, 1955

Maurits C. Escher, Convex and Concave, lithograph, 1955

Apesar do entusiasmo pelo fenómeno da imersão, não se vislumbra sombra de luto pela emersão. A emersão enche-nos os olhos e os ouvidos, mais o corpo do que a mente. Entre a imersão e a emersão, as fronteiras são frágeis e porosas. Há filmes, vídeos musicais e anúncios publicitários que, nesse capítulo, lembram as gravuras do E. C. Escher.

Nestes anúncios da Terra Zoo, a imersão e a emersão intrincam-se. Num gesto, conjugam-se, num ápice, imersão e emersão. É raro um anúncio ser, simultaneamente, tão expedito e tão sedutor. Um piscar de olhos perfeito para promover uma empresa comercial online.

“A razão nunca se sobrepõe totalmente à imaginação, o contrário é corrente” (Blaise Pascal, Pensamentos).

Marca: Terra Zoo. Título: Dog Food. Agência: Quadrante Advertising, São Luís. Brasil, Junho 2015.

Marca: Terra Zoo. Título: Coleira. Agência: Quadrante Advertising, São Luís. Brasil, Junho 2015.

Marca: Terra Zoo. Título: Osso. Agência: Quadrante Advertising, São Luís. Brasil, Junho 2015.

Com cinco letras apenas

Bob Dylan. Self Portrait. 1970Com cinco letras apenas se escreve a palavra ponte, que de todas as palavras pequenas é aquela que mais mundos aproxima. As palavras, mesmo parcas, podem funcionar como pontes. São capazes de unir até o que o diabo separou! Por exemplo, a Guerra de Secessão americana, do século XIX, e a condução de um automóvel no século XXI: Don’t risk your life for a trivial message.

Anunciante: SAAQ – Société de l’Assurance Automobile du Quebec. Título: Message. Agência: Lg2. Direção: Nicolas Monette. Canadá, Setembro 2014.

Por falar em mensagem, Bob Dylan editou em 1970 um dos ábuns menos bem sucedidos da sua carreira: Self Portrait. Entre outros motivos porque o álbum incluía muitos covers. Um deles foi este Take a Message to Mary, dos The Everly Brothers.

Bob Dylan. Take a message to Mary. Self Portrait. 1970.