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Leveza e turbulência na pintura de Goya

 

Goya. Bruxos no Ar. 1797-8

Goya. Bruxos no Ar. 1797-8

“O teu voo é uma libertação, ou é um rapto?” (Bachelard, Gaston, 1943, L’air et les songes, Livre de Poche, Paris, p. 29).

A leveza e a turbulência sempre perseguiram a humanidade. Sonhamos, com frequência, que voamos ou levitamos (Duvignaud, Jean et al, 1979, La Banque des Rêves, Payot, Paris). O tema  aparece nos frescos de Pompeia, nas iluminuras medievais, nos painéis dos juízos finais, nos quadros de Bosch, Pieter Bruegel, Jacques Callot, Marc Chagall ou Max Ernst. Insinuam-se nos pesadelos e nas telas de Goya. Principalmente nas mais sombrias (CaprichosDesastres da Guerra e fase negra), voam e levitam bruxas e bruxos, parcas, demónios, touros, pessoas e seres híbridos, homens corujas e homens morcegos.

Pompeia. Fresco. Pormenor. Séc. I.

Pompeia. Fresco. Pormenor. Séc. I.

A leveza turbulenta não é exclusiva de Goya. A turbulência é, por exemplo, uma característica das pinturas da Tentação de Santo Antão, de Michelangelo a Marten de Vos, passando por Hieronymus Bosch. Vertiginosos, são também os voos nos juízos finais e nos infernos. Iludem-nos as turbulências nos tectos e nas cúpulas das igrejas barrocas. Goya é, e não é, diferente.

 

Tentação de Sto Antão por Michelangelo, Hieronymus Bosch e Marten de Vos

Touros rodopiam nas alturas, híbridos, demónios e bruxas sulcam os ares, com ou sem vassoura, sós ou acompanhados. Não são temas sagrados, nem consagrados, mas inquietam os seres humanos. Não integram a catequese, mas o mundo. Mas não radica nesta fantasmagoria a originalidade de Goya. Os voos de Goya parecem fadados a aterrar no túmulo, convocam a morte.

Goya. Chuva de Touros, circa 1815

Goya. Chuva de Touros, ca 1815

As parcas são divindades da mitologia grega que decidem a “hora da nossa morte” . Um casal de bruxos, ou o demónio Asmodeus e uma mulher, consoante as leituras, sobrevoam a mortandade de uma cena de guerra. Os morcegos, nocturnos, duplos, nem rato, nem ave, são animais de mau agouro, associados à morte e ao inferno. Os touros, esses, são touros de morte, das touradas a que Goya tanto se dedicou. No quadro Voo de bruxos (1797-8), três bruxos seguram, no ar, uma vítima (?), abocanhando o seu corpo, segundo uns, para lhe soprar ar, segundo outros, para lhe dar bicadas como os corvos ou, acrescentaria, para lhe sugar o sangue.

Goya. Disparate n.º 13. Modo de volar. 1815-1823.

Goya. Disparate nº 13. Modo de volar. 1815-1823.

O voo e a levitação estão no vento. Mas a versão preponderante não se inspira em Goya. Tópicos de eleição, por exemplo, da publicidade, o voo e a levitação são desejados, libertam, soltam as amarras da condição humana. Impõem-se como a quintessência da vontade e do movimento. Atente-se no clássico Odissey (2002), da Levi’s (ver https://wordpress.com/post/tendimag.com/297).

Goya. Asmodea. 1820-1823.

Goya. Asmodea. 1820-1823.

Esta tendência não obsta à forte presença dos voos à Goya no panorama contemporâneo. Recorde-se, por exemplo, os vídeos musicais The Otherside, dos Red Hot Chili Peppers (Californication, 1999), ou o vídeo Frozen, da Madonna (Ray of Light, 1998).

Goya. Atropos ou As Parcas. 1820-1823

Goya. Atropos ou As Parcas. 1820-1823

Goya não é um missionário da morte. Tampouco a advoga ou recomenda. É um profeta da desgraça, um visionário disfórico. Pressente, testemunha, teme e, segundo Lisón Tolosana, exorciza o mal:

“A través de los Caprichos y la pintura negra Goya descubre e ilumina las presencias horripilantes y repulsivas que anidan en el interior de cada uno de nosotros y hacen patente la desolación y el frenesí humanos. […] Descubre la bruja oculta en lo más primario y volcánico de nuestro ser y lucha contra ella. Al exorcizar a la bruja con la potencia de su pintura reveladora y purificadora, Goya exorciza el Mal” (Lisón Tolosana, Carmelo, 1992, Las brujas en la historia de España, Madrid, Temas de Hoy, pp. 267-268).

Goya não receia o monstro mas o homem. Onde estão os monstros? Estão dentro de nós. Nós somos os monstros.

 

Goya. Gravuras da série Caprichos.

Os gordos não voam

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Fiodor Dostoievski

“Acabo de me lembrar, a propósito, de uma anedota espanhola. Coisa de dois séculos e meio passados dizia-se em Espanha, quando os Franceses construíram o primeiro manicómio: «Fecharam num lugar à parte todos os seus doidos para nos fazerem acreditar que têm juízo». Os Espanhóis têm razão: quando fechamos os outros num manicómio, pretendemos demonstrar que estamos em nosso perfeito juízo” . (Dostoievski, Fiodor, Diário de um escritor, 1873).

“Descubra a história comovente de um menino que realizou o seu sonho de voar. Uma curta-metragem excitante que transmite simbolicamente os benefícios de uma dieta consciente e equilibrada” (https://www.edeka.de/homepage.jsp).

Agora, são os obesos. No anúncio Eatkarus (uma combinação de eat, comer, e Ícaro), todas as pessoas são obesas excepto o herói que, entretanto, emagreceu. Presumia que o anunciante fosse uma empresa de elevadores ou afim, mas não, trata-se da Edeka, a maior marca de estabelecimentos comerciais da Alemanha.

Ao ver o anúncio, acudiu-me o título do filme Feios, porcos e maus (1976), do Ettore Scola (tenho que aprender a controlar as lembranças). Uma tríade do subterrâneo (Fiodor Dostoievski). Como os gordos, os fumadores e os bêbados. Caricaturas disfóricas da publicidade de sensibilização, os fumadores morrem, os bêbados matam e os gordos não voam. Valha-nos a robustez infalível da profilaxia do vício e do desvio. Trata-se, admita-se, de uma espécie de jogo semiótico. E símbolos são símbolos! Mas pelos símbolos, se morre e pelos símbolos, se mata.

O anúncio Eatkarus é notável. Primorosamente concebido, com som e imagem a preceito. A caracterização das personagens é impecável. A estética da obesidade lembra Fernando Botero. Para quem se interessa pelo tópico da leveza, este anúncio é um achado. Faculta um quadrado com os seguintes vértices: peso / leveza; imobilidade / voo.

Marca: Edeka. Título: Eatkarus. Agência: Jung von Matt. Direcção: Alex Feil. Alemanha, Fevereiro 2017.

Planar

Plastic 2“Ça plane pour moi” é o título de uma canção de Plastic Bertrand (1977). Foi um sucesso surpreendente em França, mas também no estrangeiro. Foi adoptada por vários anúncios publicitários e foi alvo de vários covers (Leila K., Sonic Youth, Nouvelle Vague). Representou uma lufada de ar punk. A letra lembra uma fatrasia medieval, uma poesia cujas palavras e frases não têm nexo nem sentido, subordinando-se à sonoridade e a eventuais alusões subentendidas.

Plastic Bertrand. Ça plane pour moi. 1978.

Ça plane pour moi (letra)

(Wham! Bam!)
(Mon chat ‘Splash’)
Gît sur mon lit
A bouffé sa langue

En buvant
(Tronc)
Mon whisky
Quand moi

Peu dormi, vidé, et brimé
J’ai du dormir dans la gouttière
Où j’ai eu un flash
Hou! Hou! Hou! Hou!
En quatre couleurs

Allez hop!
Un matin
Une
(Louloute)
Est venue chez-moi

Poupée de Cellophane
Cheveux chinois
Un sparadrap
Une gueule de bois

A bu ma bière
Dans un grand verre
En caoutchouc
Hou! Hou! Hou! Hou!
Comme un indien dans son igloo

Ca plane pour moi
Ca plane pour moi
Ca plane pour moi, moi, moi, moi, moi
Ca plane pour moi
Hou! Hou! Hou! Hou!
Ca plane pour moi

Allez hop! La nana
Quel panard!
Quelle vibration!
De s’envoyer

Sur le paillasson
Limé, ruiné, vidé, comblé
“You are the king of the divan!”
Qu’elle me dit en passant
Hou! Hou! Hou! Hou!
I am the king of the divan

Ca plane pour moi
Ca plane pour moi
Ca plane pour moi, moi, moi, moi, moi
Ca plane pour moi
Hou! Hou! Hou! Hou!
Ca plane pour moi

Allez hop!
T’occupe, t’inquite
Touche pas ma plante
It’s not today

Quel le ciel me tombera sur la tte
Et que l’alcool me manquera
Hou! Hou! Hou! Hou!
Ca plane pour moi

Allez hop! Ma nana
S’est tirée
S’est barrée
Enfin c’est
(Marre)
tout casser

L’vier, le bar me laissant seul
Comme un grand connard
Hou! Hou! Hou! Hou!
Le pied dans le plat

Ca plane pour moi
Ca plane pour moi
Ca plane pour moi, moi, moi, moi, moi
Ca plane pour moi
Hou! Hou! Hou! Hou!
Ca plane pour moi

Ca plane pour moi
Ca plane pour moi
Ca plane pour moi, moi, moi, moi, moi
Ca plane pour moi.

 

Máquinas de sonhos

Samsung

O sonho é de todos os tempos. Nosso é o “admirável mundo novo” das máquinas oníricas. A Samsung e a Wieder + Kennedy resgatam o sonho do inconsciente para o tornar refém de uma extensão do corpo: a realidade virtual propiciada pelo Smartphone Galazy S7 Edge: “Dreams are awesome. And if you could experience anything in a dream just by putting a phone on your face, why wouldn’t you get that phone?” Outrora, sonhávamos com máquinas, hoje, sonhamo-nos em máquinas. Nos sonhos, voa-se e levita-se. Este anúncio não é excepção. “Quando um homem sonha” é uma quimera; quando muitos homens partilham o mesmo sonho é uma realidade, uma realidade colectiva.

O sonho é tema de inúmeras canções. Retenho duas: All I Have To do Is Dream (1958), dos Everly Brothers; e Dreamer (1974), dos Supertramp.

Marca: Samsung. Título: Dreams. Agência: Wieden + Kennedy (Portlland). Direcção: Adam Berg. USA, Abril 2016.

Everly Brothers. All I Have To Do Is Dream. 1958.

Supertramp. Dreamer. 1974.

 

Cabecinha pensadora

“Procuramos sempre o peso das responsabilidades, quando o que na verdade almejamos é a leveza da liberdade” (Milan Kundera, A Insustentável Leveza do Ser, 1984)

Fig 10. Chiu-i Wu

Chiu-i Wu

Os pensamentos têm peso. Existem pensamentos elevados e leves, mas no nosso imaginário gravitam, sobretudo, pensamentos sólidos e profundos. Quando alguém pensa arrisca-se a ficar com a cabeça pesada. E para sustentar a cabeça não basta o pescoço, é necessária a ajuda das mãos, bem apoiadas. Com o olhar fixo, entre o umbigo e o infinito, esta é a imagem predominante do pensador. Desde há milénios! Ilustra-o a seguinte amostra de esculturas e pinturas.

Um conselho: não pense enquanto salta, chocalha as ideias; nem enquanto nada, o pensamento mete água; não pense na cama, as ideias tornam-se soporíferas; nem na montanha russa, as ideias ficam para trás…

Fig 06. Saint Joseph ca. 1475-1500. Terracotta, polychrome Tuscany, Italy

São José. Ca. 1475-1500. Itália.

Afortunadamente, um consórcio internacional envolvendo 89 centros de investigação, entre os quais um português com sede em Boston, está a trabalhar num dispositivo capaz de maximizar a posição da cabeça enquanto saltamos, nadamos, dormimos e nos divertimos.

Brincadeira à parte, devo este artigo ao Fernando Sousa Ribeiro que me chamou a atenção para os pensadores de Angola, estatuetas que são um ícone nacional.

 

Galeria de imagens

Voar em Aveiro

C’è un nuovo mondo solare e fantasioso, fatto di buonumore,
colori e soprattutto leggerezza: il Pavesini Village.
Basta un morso e via che si spicca il volo…

Pavesini Village

Este anúncio foi filmado em Aveiro e na Costa Nova, coloridos ao jeito da Rua Sésamo. O anúncio irradia luz, fantasia, “bom humor, cor e, sobretudo, leveza”. Sem esquecer o movimento e a juventude. A leveza, potencialmente libertadora, é uma tentação do homem contemporâneo. Volare (1959) é a primeira palavra da canção O Marenariello (Serenata Napoletana) de Dean Martin. Vamos ouvir, enquanto se voa no ecrã!

Marca: Pavesi. Título: Pavesini Village. Produção: BRW Filmland. Direcção: Eli Sverdlof. Itália, Maio 2014.

Dean Martin / Nicoli Lucchesi, O Marenariello (Serenata Napoletana), 1959.

Chá dançante

Quando cismo com uma ideia, sou maçador. Será que o chá também pode inspirar anúncios marcados pela leveza e pela turbulência? Repare-se na máquina de chá Lipton, com a participação do Cirque du Soleil! E o chá Kusmi! Nada, porém, que a Água das Pedras ou a Expo 98 não tenham borbulhado…

Carregar nas imagens para aceder aos respectivos vídeos.

T.O Lipton

Marca: T.O Lipton. Título: Cirque du Soleil / Revolution des saveurs. Agência: Adam&Eve DDB London. Direcção: Saam Farahmand. Reino Unido, Novembro 2015.

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Marca: Kusmi Tea. Título: La Beauté des Mélanges. Agência : Quai des Orfèvres. Direcção: Robert Cohen. Janeiro 2014.

Água das Pedras imagem

Marca: Água das Pedras. Título: Mergulha. Agência: Euro RSCG. Direcção: Augusto Fraga. Portugal, 2012.

Surf motorizado

Misturar alhos com bugalhos em caldeirão grotesco e revolver com uma colher formista, eis a minha tentação, inspirada, por sinal, em Heinrich Wolfflin, Erwin Panofsky, Georg Simmel e Mikhail Bakhtin.

01. Max Ernst. Pleiades. 1920.

Max Ernst. Pleiades. 1920.

O binómio leveza/turbulência não se confina à arte (junto, mesmo assim, algumas obras de Max Ernst). Hoje, proponho um atalho pelo desporto. As modalidades desportivas de equilíbrio e deslize constam entre aquelas que mais cresceram nas últimas décadas: surf, asa delta, parapente, bodyboard, esqui, skate, patinagem. Destacam-se como as mais características do nosso tempo. Atente-se, por exemplo, no surf e na asa delta. São actividades de movimento, equilíbrio, destreza, leveza e deslize; o surf, na turbulência das ondas, a asa delta, na turbulência do ar. Pertencem, segundo Roger Caillois, à categoria Ilinx (busca da vertigem).

Nada como os anúncios a automóveis para ilustrar estes atributos. Fui ao arquivo desencantar duas relíquias: um anúncio do Opel Astra, que creio ser de 2006, e um anúncio da Citroen, de 2007. Carregar em HD.

Marca: Citroen C3. Título: Dolphins. Agência: Euro RSCG London. Direcção criativa: Justin Hooper. Reino Unido, 2007.

Leveza e turbulência: obras de Max Ernst.

 

Francisco de Goya. Leveza e Turbulência

“A estupidez é um peso no espírito que carregamos connosco nas acções e nos discursos” (Blaise Pascal).

Leveza e turbulência, eis uma associação que sempre acompanhou a humanidade. Neste capítulo, a reivindicação de originalidade aproxima-se da sublimação da ignorância. Somos biliões de seres humanos e temos centenas de milhares de anos. Tanta gente criativa! Aspirar a uma ideia original é como procurar uma agulha num palheiro e enfiar-lhe, em seguida, um camelo pelo fundo. Como diria Pascal, demasiada inteligência estupidifica.

Goya. Bruxas no Ar. 1797-8

Goya. Bruxas no ar. 1797-8.

A leveza e a turbulência estão patentes nos frescos de Pompeia e da Domus Aurea, nas esculturas e nas iluminuras medievais, nos tormentos dos juízos finais, nas artes da bruxaria, nas pinturas de Hieronymus Bosch, Pieter Bruegel, Jacques Callot, Francisco Goya, Marc Chagall ou Max Ernst.

07. Goya. Folly of the Bulls, circa 1815.

Goya. Folly of the Bulls, circa 1815.

A originalidade plagiada exalta pequenos e grandes “mestres pensadores”. Convém, no entanto, não invocar o nome da originalidade em vão! Nem sequer a tirada de Isaac Newton convence: “se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombros de gigantes”. Gigantes, só nos contos de fadas, nos filmes e nos videojogos. Só não somos anões porque nos fizeram aos saltos. Importa pagar tributo aos credores. Começo por Francisco de Goya.

10. Goya. Atropos o Las Parcas. 1820-1823

Goya. Atropos o Las Parcas. 1820-1823.

É difícil encontrar autor que tão bem conjugue leveza e turbulência. Principalmente nos Caprichos e durante a “fase negra”. Leveza e turbulência no tema e no traço, testemunhos de uma vida e de uma obra conturbadas, senão trágicas. Figuras e pessoas erguem-se nos ares desassossegadas e ameaçadoras: bruxas, monstros, parcas, bestas e seres humanos, ou seja, “os fantasmas de Goya”, título de um filme de Milos Forman, de 2007, menos sobre o pintor e mais sobre a relação entre uma jovem vítima e o seu agressor, um inquisidor, um caso de síndrome de Estocolmo.

Francisco de Goya. Leveza e Turbulência. Uma selecção.

 

Leveza e Turbulência

Hojas y viento

“O seu drama não era o drama do peso, mas o da leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser” (Milan Kundera).

A leveza não se reduz à ausência de gravidade. Agradece turbulência. Exterior e, caso disso, interior. Turbulência interior dos santos levitantes, turbulência exterior nos anúncios de Pucho Mentasti. A leveza não emerge de águas pasmadas com rochedos sonolentos. Pendura-se nas asas do vento.

No anúncio “Hojas y viento”, para a Ford, o vento eleva as pessoas. No anúncio “viento”, também para a Ford, tudo se desprende graças ao vento. Predomina, em ambos os anúncios, a sensação de libertação.

Marca: Ford S-Max. Título: Hojas Y viento. Agência: J. Walter Tompson Buenos Aires. Direcção: Pucho Mentasti. Argentina, 2009

Marca: Ford. Título: Wind. Argentina, 2007.