Esqueletos vampiros
Na Polónia, na Bulgária, na Irlanda e na Itália foram descobertos túmulos medievais com esqueletos de corpos brutalizados: pedras e tijolos enfiados na boca, cabeça entre as pernas, corpos cravados com estacas… São “esqueletos de vampiros”. Pertenciam a cadáveres passíveis de se tornar vampiros. Impunha-se evitar a saída do túmulo. Macabro? Sem dúvida, mas “somos homens: nada do que é humano nos é estranho” (Terêncio). Aliás, esqueletos vampiros soa-me algo familiar, soa-me a vampiros sem esqueleto. Seguem o documentário Vampire Skeletons Mystery, da National Geographic, mais os “Vampiros” de José Afonso.
José Afonso. Vampiros. Álbum República. 1975.
E depois do ajustamento
Depois do ajustamento, vamos ficar todos assim, como neste anúncio, sobrenaturais. Como burros a quem se aumenta a carga e diminui a ração e descobrem finalmente que podem voar. Com as asas dos vampiros… (ver José Afonso: http://tendimag.com/?s=jos%C3%A9+afonso).
Marca: Virgin Atlantic. Título: Fly in the Face of Ordinary. Agência: Y & R. Direção: Antoine Bardou / Jacquet. Reino Unido, Dezembro 2012.
Portugal fora de si
Soa estranha a actualidade de algumas canções anteriores ao 25 de Abril. Até parece que o País troca as tintas e repete o quadro: “mães sem filhos” atoladas nas águas da amargura (Adriano Correia de Oliveira, Cantar da emigração, 1971) e “vampiros” empoleirados na fatalidade alheia (José Afonso, 1963).
Adriano Correia de Oliveira, Cantar da emigração, 1971 / Albertino Gonçalves, “Portugal fora de si. A experiência da emigração na segunda metade do séc. XX”, Agrupamento Vertical de Escolas de Briteiros, 21 de Maio de 2010.
José Afonso, Vampiros, 1963.

