Bom Dia, Tristeza
“Somos poucos a pensar demasiado, demasiados a pensar pouco” (Françoise Sagan, Le Cheval évanoui, Paris : René Julliard, c1966)

Quando desejo música a preceito, costumo pesquisar neste blogue. Do compositor polaco Zbigniew Preisner, encontrei uma dúzia de obras repartidas por 4 artigos: Tristeza pasmada, Purgatório eterno, Zbigniew Preisner e Amor e lamentação. O mais antigo, Tristeza pasmada, encontrava-se desformatado e amputado. Retomo-o como lembrete da existência de fases em que a desolação, embora acompanhada por lindas palavras e boa música, se arrasta até secar a esperança.
Não me apetece dormir como o gato, nem pensar como a Françoise Sagan
Tristeza pasmada


Zbigniew Preisner é um compositor polaco. A sua música integra mais de 40 filmes. As composições não primam por ser heroicas ou alegres. O certo é que hoje acordei triste. Os sonhos devem ter sido tão bons que fiquei triste ao acordar. Uma tristeza não amargurada, de estimação, de embalar ao colo. Nunca fixaste, à beira mar, um navio que nunca mais desaparece? É isso mesmo, uma tristeza pasmada. Uma tristeza que vicia.
Seguem quatro músicas de Zbigniew Preisner. São curtas. Não dá para o navio passar.
Tristeza pasmada


Zbigniew Preisner é um compositor polaco. A sua música integra mais de 40 filmes. As composições não primam por ser heroicas ou alegres. O certo é que hoje acordei triste. Os sonhos devem ter sido tão bons que fiquei triste ao acordar. Uma tristeza não amargurada, de estimação, de embalar ao colo. Nunca fixaste, à beira mar, um navio que nunca mais desaparece? É isso mesmo, uma tristeza pasmada. Uma tristeza que vicia.
Seguem quatro músicas de Zbigniew Preisner. São curtas. Não dá para o navio passar.
Memória
A imaginação é a memória fermentada. Quando se perde a memória, perde–se a faculdade de imaginar (António Lobo Antunes).
A memória não é reacionária. A memória é o principal recurso de que dispomos para aprender que o futuro é imprevisível. O futuro é imprevisível não obstante as prospetivas, os projetos, os programas e as medidas inadiáveis. O futuro é imprevisível apesar das ciências, das técnicas e dos peritos. Relancem o olhar para trás! O que aconteceu às previsões e aos projetos mais robustos? Erraram, felizmente. Que vai ser da Europa daqui a dez anos? A memória não é reaccionária, “lembra” que o presente e o futuro são relativos e incertos. Recordar e imaginar faz bem à sabedoria e à capacidade de decisão.
Segue uma canção grega de Mikis Theodorakis, Asma Asmaton (Mauthausen), interpretda por Maria Farantouri. Com imagens do Holocausto.
