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Inicia no dia 28 de julho, até 3 de agosto, a 11ª edição do MDOC  – Festival Internacional de Documentário de Melgaço, uma iniciativa a vários títulos única e notável. Acerca do programa deste ano, João Martinho publicou no jornal Voz de Melgaço uma apresentação ao mesmo tempo atenta e concisa: “MDOC 2025: Novos olhares e reflexões sobre o território regressam de 28 de julho a 3 de agosto”.

Insetos amorosos

Sem entomofobias (ou insetofobias), ousemos voar, com besouros e libelinhas, automobilizados, telecomandados ou pela imaginação, rumo a recantos e momentos paradisíacos, tais como, eventualmente, aqui ao perto, o Couraíso, Festival Vodafone Paredes de Coura.

Marca: Skoda. Título: Honeyed Love. Agência: FCB London. Direção:   Nicolai Fuglsig. UK, junho 2024
Marca: Vodafone. Título: Couraíso. Agência: J. Walter Thompson Lisboa. Direção: Francisco Neffe Durão. Portugal, 2020
Marca: Vodafone. Título: Mayfly. Agência: BBH (London). Direção: Peter Thwaites & Darren Walsh. UK, 2005

Premonição

O Serão dos Medos, dedicado aos prenúncios de morte, já lá vai. O ano passado, “a casa encheu”. Nesta sexta, a assistência duplicou. Permanecemos, aliás, no auditório. Na “cozinha” não cabíamos. Numa atmosfera de confiança, partilha e participação, testemunho após testemunho, cresceu o fascínio, o interesse e a dúvida. A estranheza e a familiaridade deram as mãos perante casos “difíceis de entender”. Proporcionou-se a maioria dos participantes residir nas freguesias da ribeira. Todas as terras possuem tradição e cultura.

Costumo preceder as conversas com um pequeno vídeo. Para este serão, optei por Premonition, uma curta-metragem, de dezembro de 2022,  associada à saga da Guerra das Estrelas. Um desvio pelo futuro antes do foco no passado.

Star Wars: Premonition, de Max Jordan. 2022

Serão e Noite dos Medos em Melgaço – 20 e 28 de outubro

No mês de outubro, em Melgaço, a noite é dos medos. Na próxima sexta, dia 20, ocorre uma nova sessão, a segunda, dos Serões dos Medos, numa cozinha antiga de uma casa incrível mas acolhedora de que sou uma espécie de anfitrião. No sábado, dia 28, será a noite propriamente dita dos medos: uma dramatização coletiva fabulosa pelas ruas e no castelo. É de aproveitar, que só acontece uma vez por ano, num tempo de comunhão entre mortos e vivos. Para ver o programa, carregar na imagem do cartaz ou no seguinte link: https://www.cm-melgaco.pt/noite-dos-medos/.

A principal referência de comunhão entre os vivos e os mortos é a celebração mexicana da Santa Muerte e do Día de Muertos, em que os falecidos regressam para visitar os familiares e os amigos vivos. Entre as muitas canções relacionadas, selecionei três , todas de 2022, para pré-aquecimento das noites de Melgaço: La Bruja, La Martiniana; e La Sandunga.

Rosy Arango. La Bruja. México Inmortal. 2022
Tempus Quartet. La Martiniana. Canción de día de muertos. 2022
Tempus Quartet. La Sandunga. Música de día de muertos. 2022

Programa da Noite dos Medos em Melgaço

La peur est la soeur de l’imagination / O medo é o irmão da imaginação (Roseline Cardinal).

Junto o programa da Noite dos Medos, em Melgaço que inicia as “atividades complementares” no dia 15 de outubro e culmina na noite do dia 29 de outubro.

(En)canto

Há quem não aprecie os Pink Floyd, embora o grupo tenha passado por fases e criado canções para quase todos os gostos. No que me respeita, representam uma banda presente em momentos marcantes, inaugurais. Juntos pela última vez durante o Live 8, no Hyde Park, em 2005, abriram o pequeno concerto com Speak to me / Breath. Um (en)canto biográfico.

Pink Floyd. Speak To Me / Breathe. Dark Side of the Moon, 1973. Ao vivo: Live 8. Hyde Park. Julho 2005.

MDOC – 01-07 agosto: O Mundo em Melgaço

Participo e recomendo.

” Encontro com foco no cinema de não-ficção, o MDOC Festival Internacional de Documentário de Melgaço vai trazer-nos, de 1 a 7 de agosto, o ponto de vista de criadores sobre diferentes realidades e preocupações que atravessam o mundo contemporâneo. O festival pretende promover e divulgar o filme documentário e contribuir para um arquivo audiovisual do território” (http://mdocfestival.pt/pt/mdoc) /

“Organizado pela Câmara Municipal de Melgaço e pela Associação AO NORTE, pretende promover e divulgar o cinema etnográfico e social, refletir com os filmes sobre identidade, memória e fronteira, e contribuir para um arquivo audiovisual sobre o território” (http://mdocfestival.pt/pt/apresentacao).

Carregar na imagem para aceder ao vídeo. Ligar o som.

MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço – 01 a 07 agosto 2022

GUIMARÃES JAZZ 2020

GUIMARÃES JAZZ 2020

Apesar da pandemia, ocorreu, de 12 a 22 de novembro de 2020, a 29ª Edição do Guimarães Jazz. Os obstáculos requerem engenho e inovação. Recorrendo sobretudo a músicos portugueses e estrangeiros a residir em Portugal, o Festival assumiu

um olhar mais alargado do que o habitual sobre o panorama musical nacional, catalisando novas colaborações e suscitando diferentes aproximações artísticas. Apesar das limitações impostas pelas contingências, o Guimarães Jazz mantém-se fiel à sua identidade, sustentada no ecletismo e numa grande abertura estilística e geracional” (Ivo Martins).

A proximidade de um festival com a qualidade e a originalidade do Guimarães Jazz é uma bênção. Apetece acreditar que a cultura está ao nosso alcance. “Pula e avança como uma bola colorida ” (António Gedeão, Pedra Filosofal).

GUIMARAES JAZZ 2020 | Aftermovie. A Oficina. 2020.

MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço. Prémio

MDOC-Cartaz da edição de 2019

“Deixem escorrer o crepitar do pensamento” (Álvaro Domingues, Viste aquela galinha gigante?, Público, 29 de Dezembro de 2019.

Mencionei, repetidamente, no Tendências do Imaginário, o festival Filmes do Homem, entretanto, rebatizado, por censura feminista, MDOC – Melgaço International Documentary Film Festival. Procuro fazer o que me apetece e discorrer sobre aquilo que me interessa. Designação à parte, gosto do MDOC. A plataforma UM-Cidades concede, anualmente, por concurso, prémios aos municípios que se destacam pelas boas práticas. Este ano, “na Categoria Município Projeto da região Norte, com menos de 20 mil habitantes, o vencedor foi Melgaço, com o MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço” (Agência Lusa, 15 de Novembro de 2019).

Felicito a Associação Ao Norte e a Câmara Municipal de Melgaço. Para festejar, o Prelúdio do Te Deum (c. 1690) de Marc-Antoine Charpentier, que foi tema das emissões da Eurovisão. Condiz com a vocação internacional do Festival. Charpentier não constava entre os músicos favoritos de Louis XIV. Não obstante, o Te Deum era capaz de fazer marchar os cavalos de bronze das estátuas equestres do Rei Sol.

Marc-Antoine Charpentier. Te Deum – Prelude (c. 1690).

Moledo psicadélico

Está a decorrer em Moledo do Minho o festival Sonic Blast, dedicado ao rock psicadélico e ao “stoner rock”. Ontem choveu. As notas chegavam molhadas. Gosto dos nomes das bandas: Graveyard; Earthless; Lucifer. Até às tantas da madrugada, não consigo ouvir outra música. Os Camel são uma banda que a tribo tem em boa conta. Seguem duas músicas: Rhayader goes to town, do álbum The Snow Goose (1975), o maior sucesso da banda, e Mystic Queen, do primeiro álbum (Camel, 1973).

Camel. Rhayader goes to town. The Snow Goose. 1975.
Camel. Mystic Queen. Camel. 1973.