Negro que te quero negro
Sempre que ouço os Aguaviva, convenço-me que são tetranetos do Francisco de Goya: um tom negro de sofrimento revoltado. Segue duas canções dos Aguaviva: Pon tu cuerpo a tierra (Poetas Andaluces de Ahora, 1975) e No nos dejan cantar (Apocalipsis (1971). Acresce uma selecção de gravuras da série Los Desastres de la Guerra (1810-1815), de Francisco de Goya.
Aguaviva. Pon tu cuerpo a tierra. Poetas Andaluces de Ahora. 1975.
Aguaviva. No nos dejan cantar. Apocalipsis. 1971.
Galeria: Francisco de Goya. Los Desastres de la Guerra. 1810-1815.
O negro e o sombrio – Goya
Na história da arte, não há negro mais negro do que as pinturas negras de Goya (1819-23). O sonho da razão insinua-se cedo na sua obra. Durante décadas, Goya desancorou a humanidade e pendurou-a no ar em noite de bruxedo, com tons obscuros, lúgubres e abismais.
