Exceção prodigiosa
Ser uma exceção prodigiosa, o reverso singular de um resto generalizado, representa uma forma de autoapresentação que se repete na publicidade. São exemplos o anúncio Manifesto, da operadora T-Mobile, e o synk spot do Banco CTT, com a música Charriots of Fire, de Vangelis. As poupanças não rendem ou o telemóvel resulta prejudicial, nada como experimentar o Banco CTT ou a operadora T-Mobile. Não é, aliás, só ao nível da publicidade que a T-Mobile pretende ser excecional. Também na organização e no funcionamento como empresa, como o ilustra o discurso do CEO John Legere na cerimónia do seu quinto aniversário na direção da empresa (Un-carrier is from the Inside out!, T-Mobile, 27/07/2017: https://www.t-mobile.com/news/blog/un-carrier-is-from-the-inside-out).
A exceção
É raro, mas hoje, depois de ontem, não resisto a escrever um texto politizado.
“Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se extraviar, não deixa as noventa e nove e vai aos montes procurar a que se extraviou? Se acontecer achá-la, em verdade vos digo que se regozija mais por causa desta, do que pelas noventa e nove que não se extraviaram” (Mateus 18:10-14).
“The world is full of rules, be the exception. Challenge all givens!”
Marca: Audi. Título: Swim. Agência: Venables Bell & Partners. Direcção: Matt Aselton. USA, Janeiro 2015.

