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No limite: The Kills I

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“A morte não é acontecimento da vida. Não se vive a morte. / Se por eternidade não se entender a duração infinita do tempo mas a atemporalidade, vive eternamente quem vive no presente. / Nossa vida está privada de fim como nosso campo visual, de limite” (Ludwig Wittgenstein. Tractatus Logico-Philosophicus. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1968, p. 127).

Mudar de música ajuda a mudar de atitude. Tive São João em casa. Quatro em cada cinco jovens admitiram não ter ouvido falar dos The Kills. Este e o próximo posts ser-lhes-ão dedicados. Seguem, por enquanto, duas versões mais despojadas e mais raras, com menos punch e batida do que o duo nos habituou.

The Kills. The Last Goodbye. Blood Pressures. 2011. Live David Letterman chat show, 2012.
The Kills. Wait. Keep on Your Mean Side. 2003. ‘Echo Home – Non-Electric EP’ released 2017.

Como um bom cão

Paula Rego. The Good Dog, Anos noventa.

Quando gosto de uma pessoa, espero por ela. Pode vir, pode não vir, pode não vir nunca. Mas eu espero por ela. Like a good dog (AG).

Quando escrevo gosto de ouvir a música das letras. Agora estão a tocar uma folia. Estou a escrever um texto que me traz afastado do Tendências do Imaginário. Muito trabalhoso e pouco original. Não respira, engasga-se. Não vou conseguir vendê-lo nem pela metade o preço. Tem uma coisa boa: as letras tocam a música The Robots, dos kraftwerk (1978) interpretada pelos Balanescu Quartet (Possessed 1992).

Balanescu Quartet. The Robots. Possessed, 1992. Cover de Kraftwerk, The Robots, 1978.

Elogio da lentidão

Bulmers

Não apresses o momento! As coisas acontecem quando devem acontecer. Devagar. A espera tece o tempo e enreda o futuro. O tempo que dança. Pensa na tartaruga, no nascer do dia, no jogo de xadrez, na poeira do deserto… Quanto tempo precisa a maçã para ser cidra? O que for preciso. O tempo certo. “Not a Moment Too Soon”, da Bulmers, é um anúncio notável, esteticamente primoroso, com imagens em belos tons de cidra, bem compassadas pela música. Tempo que se vive, tempo que se bebe.

Marca: Bulmers. Título: Not a Moment Too Soon. Agência: Publicis, Dublin. Direcção: Aoife McArdle. Irlanda, Abril 2015.

À Espera dos Ícones

the-sunday-times-newspaper-icons-Quem espera nunca alcança. Quem muito espera, espera por si. Sê paciente, espera que aconteça até deixares de ser. Muito alcança quem não espera sentado. Espera pela cor das cerejas enquanto estão verdes porque depois comem-nas os pássaros. Muitas  vezes, quando chega quem se espera, não é de lamentar a espera, mas a chegada. Certo é que não vale a pena esperar pelo novo programa do The Sunday Times dedicado aos ícones porque já começou no início de Fevereiro. O anúncio da agência Grey é notável.

The Sunday Times ‘ICONS’ – This is all about those iconic cultural images that we pin to our walls and stick in our minds. We all have our favourites. Heisenberg, Kraftwerk, and Banksy’s kissing coppers all featured in early scripts, but we wanted to take a snapshot of what’s making the headlines in 2014. Daft Punk winning big at the Grammy’s, The final series of Mad Men, and Tarantino are all over the media right now. These people and their work have left an indelible mark and we’ll probably still be talking about them in ten, twenty maybe even a hundred years years time. The TV spot is a respectful nod to it all.

Marca: The Sunday Times. Título: Icons. Agência: Grey. Direcção: Us. UK, Fevereiro 2014.