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Embarcados

Ícaro. Recipiente de terracota. Grécia. Século V a. C. The Metropolitan Museum of Art.

Estás embarcado (Blaise Pascal). Por inteiro. Não pasmes! Ousa! Aposta! Perde-te! Renova! Sê trágico! Sê insensato! Arranha as asas! Rasga as fraldas do mundo! Somos pequenos, somos de uma pequenez infinita (Blaise Pascal).

Segue uma interpretação, original, despojada, das Bachianas nº5, de Heitor Villa-Lobos. Adiciono um vídeo da canção Hey You, dos Pink Floyd.

Heitor Villa-Lobos: Bachianas brasileiras No. 5, W. 389, 1. Aria (Cantilena). Ao vivo em Borchardt, Berlim. 2018. Intérprete: Nadine Sierra.
Pink Floyd. Hey You. The Wall. 1979. Ao vivo no Eart’s Court, em Agosto de 1980.

Nenúfares

Woodstock. 1969.

Dedilhei os cds da última gaveta. Passei pelo Bob Marley e comentei: “O reggae é que foi um apagão! É difícil encontrar memória mais esquecida”. Respondem-me: “Mudaram as drogas. Agora são ácidos”. Fiquei a ruminar. A imagem veiculada pelo Woodstock (1969) foi a de uma descontração desvelada. Até os nus que deslizavam na água pareciam nenúfares. O mesmo no festival da ilha de Wight, em 1970. A imagem de Bob Marley respirava paz e amor (ver vídeo 2). A tendência era apolínea (Friedrich Nietzsche, O nascimento da tragédia, 1872; Ruth Benedict, Padrões de cultura, 1934). A aura dos festivais atuais parece mais dionisíaca. O meu rapaz envia-me um vídeo ilustrativo com a nova versão do Gollum numa tribo efervescente a chapinhar em trajes mínimos (vídeo 1).

Fernando e Albertino

“Gollum na Woodstocku 2014”
Bob Marley & The Wailers. One Love. Exodus. 1977.