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Lições de ecologia

toolatergram. 2018

“Todo o nosso progresso tecnológico, que tanto se louva, o próprio cerne da nossa civilização, é como um machado na mão de um criminoso.” (Einstein).

A causa ecológica requer pedagogia (#toolatergram). Um pouco de absurdo também ajuda (anúncio Don’t Upset Mama Nature).

Anunciante: WWF. Título: #toolatergram. Agência: TBWA Paris. França, Março 2018.

Anunciante: Keep New Zealand Beautiful. Título: Don’t Upset Mama Nature. Agência: FCB (New Zealand). Direcção: Justin Harwood. Nova Zelândia, Abril 2018.

Reparação

biodiversity-sparrow

Afinal, a sociedade actual não é apenas de prevenção. Afirma-se, cada vez mais, como uma sociedade de reparação. Do que desaparece, do que já não existe, do que morre. Excelente anúncio.

Anunciante: European Commission. Título: Biodiversity / The Sparrow. Agência: Ogilvy Brussels. Direcção: Toon Loenders. Bélgica, 2010. Música: Garden, Winter Family.

O abismo

Incêndio em Caminha. 2015.

Incêndio em Caminha. 2015.

Em 2012, participei num documentário dedicado a uma árvore de Guimarães. Competia-me cuidar do simbolismo. A árvore é um ser cósmico vivo que acolhe a vida. Agarra-se à terra, bebe água, eleva-se no ar e consume-se no fogo. É uma ponte vertical entre as profundezas da terra e as alturas do céu. Há quem associe a árvore ao sagrado. E ao demoníaco, também. A árvore ergue-se como um marco da memória individual e colectiva. Quando regresso às origens, visito as árvores: a pereira e a tangerineira partiram sem avisar. Menos dois troncos de memória, menos dois anjos da guarda. Valem-me, para compensar, as rotundas e os semáforos. O anúncio Farewell to the forest, da Unilever, sublinha que, no mundo, a cada minuto, é desarborizado o equivalente a 36 estádios de futebol. Um abismo!

O antropólogo George Condominas publicou, em 1957, o livro Nous avons mangé la forêt (Comemos a floresta; Paris, Mercure de France). Estuda os Mnong-Gar dos planaltos do Vietname. Tinham o seguinte costume: num ano, desbastam uma parte da floresta onde semeiam, por exemplo, arroz; no ano seguinte, cortam outra parte da floresta. Ano a ano repetem a proeza. Até que, volvidos vários anos, regressam ao início onde os espera uma floresta recomposta. E recomeçam “a comer a floresta”… É possível explorar a floresta sem a destruir.

Marca: Unilever. Título: Farewell to the forest. Agência: David Buenos Aires/Ogilvy & Matter. Direcção: Nico Perez Veiga. Argentina, Agosto 2015.