Abrir a porta

Fotografia de Álvaro Domingues (Volta a Portugal, 2017)

Não sei porque escrevo, nem para quem! Não escrevo para convencer, nem sequer para seduzir. Não sou um almocreve de ideias e sentimentos. Escrevo porque me dá prazer! Com ironia e uma pitada de poesia. Gosto de dar ao mundo letras que dançam desequilibradas. Escrevo enquanto me dá prazer. Já me preocupei com as coisas e as pessoas. E pouco aprendi. As pessoas, as pessoas são fantásticas. Andam tão ocupadas. E eu a ruminar à sombra como uma vaca grávida! A ponte une mundos; a porta separa-os, mas liga e desliga. Já não estou onde estou. A porta é uma tentação. Acontece cair em melancolia, mas esta melancolia não presta, não vem de dentro mas de fora. Não aprecio a melancolia azeda, esgrimida, mas a melancolia destilada, que pinga gota a gota, depois de muito penar no alambique.

Hoje, o meu amigo faz anos, os mesmos que eu. Creio que ainda gosta destas músicas. As duas primeiras remontam aos tempos de estudante. A terceira é especial. Acompanhou-nos numa viagem entre Monção e os Arcos de Valdevez, pela estrada de Sistelo. A música é amiga da memória.

Brigada Victor Jara. Marião. Eito Fora. 1977.
Sérgio Godinho. Paula. Os Sobreviventes. 1972.
Vivaldi Concerto in C major RV 443 (largo). Intérprete: Lucie Horsch.

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