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Declarações de amor pré-fabricadas

E viver sem amar não é realmente viver (Molière, La Princesse d’Élide, 1664).

Se quer arrastar a asa, mas, por qualquer motivo, prescinde da comunicação verbal ou gestual, diga-o não com flores, mas com letras. Existem declarações prontas a usar num minimercado perto de si. Haja desejo e inspiração! O anúncio “Lait drôle la vie”, do Monoprix, é lento como um caracol, mas ternurento como um coelho.

Imagem: Breviary of Renaud de Bar, Metz, 1302-1303. British Library

Acode-me a canção “Tu m’écris”, de Isabelle Mayereau, cuja letra parece um misto que sucede a Jacques Prévert e precede Mia Couto.

Marca: Monoprix. Título: Lait drôle la vie. Agência: Rosapark. Direção: Thirty Two. França, 2017
Isabelle Mayereau – Tu m’écris. Isabelle Mayereau, 1978. Ao Vivo. INA. 1979

Balada de amor e mortificação

Garth Brooks. If tomorrow never comes.1989.

De outra divisão da casa, chegam os ecos da canção If Tomorrow Never Comes, de Garth Brooks. Costumo arremedá-la. Não sei cantar, mas gosto de cantar. Também não sei dançar, e gosto de dançar. Gosto também de pesquisar… Pelos anos oitenta, interessei-me pela música country. Talvez me proponha a repescar uma ou outra canção de grata memória. If Tomorrow Never Comes é uma canção lamechas, ao jeito da música country. Não deixa de convocar um sentimento que não é insólito: amar e saber-se mortal. Resulta, contudo, pouco recomendável a um jejum de horas à espera de uma ecografia.

Garth Brooks. If Tomorrow Never Comes. 1989.