Tag Archive | Dead Can Dance

As costas também andam

Segue uma mão cheia de artigos publicados no dia 31 de agosto. Com músicas para todos os gostos, muito distintas, no duplo sentido da palavra: The Strypes; Oh Laura; Pink Floyd; The Moody Blues; Dead Can Dance; Astor Piazzola; Mercedes Sosa; Gilbert Bécaud; Sergei Rachmaninov; e Eric Carmen.

A Publicidade e a Música. Tendências do Imaginário, 31.08.2013
Primeiro single dos Pink Floyd. Tendências do Imaginário, 31.08.2014
Dead Can DAnce e Pina Bausch. Tendências do Imaginário, 31.08.2016
Turismo mágico e radical. Tendências do Imaginário, 31.08.2018
Querido mês de Agosto. As costas também andam. Tendências do Imaginário, 31.08.2019

O beijo da lua ao sol

Fase inicial de um eclipse solar

Nos artigos O Beijo e Voz extrema, ambos de 12 de agosto de 2013, encontra uma imagem do “Beijo” (1888-89) de Rodin e o anúncio “Kiss” (2009) da Topline, que pode acompanhar com as canções “Sanvean” (1994) de Lisa Gerrard e “Der Nussbaum” (1983) de Klaus Nomi.

O Beijo. Tendências do Imaginário, 12.08.2013
Voz extrema. Tendências do Imaginário, 12.8.2013

O Fio de Ariadne e o Portal de Perséfone

Ariadne Adormecida. Cópia romana da obra criada no período helenístico médio (III e II século a.C.)

“Este impactante filme da MullenLowe London ilustra (…)como, desde cedo em sua educação, as crianças já definem as oportunidades de carreira como masculinas e femininas. Quando solicitadas a desenhar um bombeiro, um cirurgião e um piloto de caça, 61 desenhos retratam homens e apenas 5 mulheres.”

“Os estereótipos de géneros são definidos entre os 5 e os 7 anos de idade”. Muitos outros, também!

Imagem: Estátua Perséfone. Mármore. Séc. II

Existirá um fio de Ariadne ou um portal de Perséfone que permita aceder a uma nova visão?

Inspiring the Futur – Redraw the Balance. Agência: MullenLowe London. UK, junho 2016

Ariadne e Perséfone recordam-me Lisa Gerrard, em particular as canções “Ariadne” e “Persephone (The Gathering of Flowers). O Tendências do Imaginário já contempla 13 canções de Lisa Gerrard. Segue mais meia dúzia.

Dead Can Dance / Lisa Gerrard – Ariadne. Into The Labyrinth, 1993.
Dead Can Dance / Lisa Gerrard – Indus. Spiritchaser, 1996
Lisa Gerrard – Now We Are Free. Hans Zimmer & Lisa Gerrard. From the 2000 Ridley Scott film “Gladiator”
Dead Can Dance / Lisa Gerrard – Persephone (The Gathering of Flowers). Within the Realm of a Dying Sun, 1987
Dead Can Dance / Lisa Gerrard – The Host of Seraphim. The Serpent’s Egg, 1988. Live in Bulgaria, Sofia, National Palace of Culture, 14.03.2018
 Gavin Greenaway · The Lyndhurst Orchestra · Lisa Gerrard – The Wheat (From “Gladiator” Soundtrack), 2000

Viagem ao Interior do Coração

Para quem se deita às tantas da madrugada, hoje levantei-me cedo. Das nove em ponta às catorze bem badaladas, o meu desempenho cardíaco foi examinado. Jejuado, cateterizado, injetado, radioativo, sensorizado, tomografado, esforçado e eletrogramado, regressei vigiado, sem saber, contudo, em que estado.

Imagem. Dead Can Dance. Aion, 1990

Bem atendido, mas repassado, em casa, apeteceu-me entorpecer com música soprada com uma ponta de ironia. Os Doors? Léo Ferré? Não, os Dead Can Dance…

Dead Can Dance – Anabasis. Anabasis, 2012
Dead Can Dance – “Saffron”. Ao vivo em 2005
Dead Can Dance – How Fortunate The Man With None. Into the Labyrinth, 1993

O vento e o barro

O vento tudo leva, mas endurece o barro (frase obtusa)

“Em Novembro de 2022, Lisa Gerrard e Jules Maxwell (…) irão apresentar ao vivo, pela primeira vez, o seu aclamado álbum Burn. Os sete espetáculos terão todos lugar em Portugal”. No Porto, dia 23, às 21 horas, na Casa da Música. Em Braga, dia 29, às 21:30, no Theatro Circo. Neste dia, à tarde, tenho outro evento a que não posso faltar. Seguem as duas últimas faixas do álbum Burn.

Lisa Gerrard & Jules Maxwell. Keson (Until My Streght Returns). Burn. 2021. Vídeo oficial
Lisa Gerrard & Jules Maxwell. Do You Sol (Gather The Wind). Burn. 2021. Vídeo oficial

A dança das máscaras

Bugiada e Mouriscada. São João de Sobrado. Valongo

Conversa parva:

No mês de Agosto, há trinta anos, estava a banhos numa praia a sul da Zambujeira. Obrigava-me a uma boa caminhada. Um dia, um velhote, com um garrafão de água, ultrapassa-nos numa descida. Na subida, é a nossa vez de o ultrapassar. Digo-lhe: “a subir custa mais”. “Ná senhor ná! Fui atleta”, e desata a correr rampa acima. Não é fácil prever quando se despoleta a mola humana! Numa máscara cabe o infinito.

As máscaras gostam de música e de dança. Com música dos Dead Can Dance, os vídeos seguintes conjugam máscaras, música e dança.

Sugiro uma visita à fotogaleria “Como as sociedades se reinventam para a distância social da covid-19” do jornal Público: https://www.publico.pt/2020/08/07/fotogaleria/sociedades-reinventam-pandemia-covid19-402133

Dead Can Dance. ACT II: The Invocation. Dionysus, 2018.
Dead Can Dance. Kiko. Anastasis. 2012. Imagens do filme Samsara (2011), realizado por Ron Fricke

Dead Can Dance e Pina Bausch

Pina Bausch

Pina Bausch

A Isabel enviou-me este vídeo: Song of the Stars, com Dead Can Dance e Pina Bausch. Um cocktail fantástico para o início de Setembro, o mês onde tudo começa verdadeiramente (“c’est em Septembre que tout commence pour de vrai”, Gilbert Bécaud, C’est en Septembre, 1978).

Dead Can Dance / Pina Bausch. Song of the stars.

A dança dos carneiros

O anúncio Commence Operation Boomerang, para o Australia Day Lamb 2016, é uma paródia descomedida de filmes e séries de aventuras. Os australianos radicados no estrangeiro são “ajudados” a regressar à Pátria para comemorar o dia do carneiro. Até a princesa da Dinamarca, australiana, não escapa ao apelo. Várias vedetas integram o elenco do anúncio: Lee Lin Chin, Stephen Moore, Mitch Johnson, Sam Kekovich e, naturalmente, o MasterChef George Calombaris. Tanto espalhafato suscitou polémica, sendo a iniciativa contestada pelos aborígenes, pelos vegetarianos e pelos defensores dos animais.

Marca: Meat & Livestock Australia. Título: Commence Operation Boomerang. Agência: The Monkeys (Sydney). Direcção: Lachlan Dickie. Austrália, Janeiro 2006.

Tudo me serve de pretexto para dizer um disparate. Conhece a expressão “carneiros de Panurge”? É internacionalmente proverbial. No Quart Livre, de François Rabelais, Panurge, companheiro de Pantagruel, desentende-se, a bordo de um barco, com o dono do rebanho de carneiros em carga. Diplomático, Panurge presta-se a comprar um carneiro. Após um interminável regateio, mal adquire o carneiro, atira-o ao mar. Todos os carneiros, sem excepção, seguem. Na tentativa de segurar o rebanho, o dono e os pastores também caíram à água. Em suma, estamos perante carneiros de Panurge quando, enquanto seguidores compulsivos, para onde vai um, vão todos.

Na Austrália, não há só carneiros. O país foi o berço dos Dead Can Dance, formação marcada por uma sonoridade própria e pela voz de Lisa Gerrard. O grupo tem, entre outras, uma costela medieval e renascentista. Yulunga é uma canção do álbum Into the Labyrinth, editado em 1993.

Dead Can Dance. Yulunga. Into the Labyrinth. 1993.

Voz extrema

Klaus Nomi. PosthumousHá vozes que impressionam. Tendem para o limite. Lisa Gerrard, australiana, contralto, membro dos Dead Can Dance. Klaus Nomi, contra-tenor alemão, vítima da sida em 1983, exímio a combinar o trágico e o grotesco. Ambos tendem para o limite, mas em sentido contrário. Fantásticos!

Lisa Gerrard / Dead Can Dance. Sanvean. Toward the Within. 1994. Live in Bulgaria, Sofia, National Palace of Culture, 14.03.2018

Klaus Nomi. Der Nussbaum. Ses 20 plus belles chansons.1994.