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Chorar veneno

Zeca Baleiro. Vô Imbola. 1999.

Zeca Baleiro, nascido em 1966, é um compositor e cantor brasileiro. Desde 1997, editou 14 álbuns. O último, Canções d’Além-mar, de 2020, contempla, exclusivamente, músicas de cantores portugueses, de Sérgio Godinho e Pedro Abrunhosa a Jorge Palma e José Cid, passando, por exemplo, por José Afonso, António Variações e Rui Veloso. Seguem quatro canções de Zeca Baleiro: Bandeira; Lenha; Meu amor meu bem me ame; e Tem que acontecer. A primeira do álbum Por Onde Andará Stephen Fry? (1997) e as três restantes do álbum Vô Imbola (1999). Todas interpretadas ao vivo (álbum Líricas Ao Vivo, 2020).

Zeca Baleiro. Bandeira. Por Onde Andará Stephen Fry?. 1997 / Líricas Ao Vivo. 2020.
Zeca Baleiro. Lenha. Vô Imbola. 1999. / Líricas Ao Vivo. 2020.
Zeca Baleiro. Meu amor meu bem me ame. Vô Imbola. 1999. / Líricas Ao Vivo. 2020.
Zeca Baleiro. Tem que acontecer. Vô Imbola. 1999. / Líricas Ao Vivo. 2020.

Gosto de gostar. A sinfonia da Audi

bauhouse

No enfiamento da apresentação de alguns anúncios publicitários com conteúdos que geram “efeitos musicais”, acrescento a Audi Sinfonie, criada pelos bauhouse, uma obra ousada e extraordinária. Das oito partes que compõem o concerto, selecionei a primeira e a terceira. Pode assistir ao conjunto da sinfonia no seguinte endereço: https://bauhouse.de/audi-sinfonie/. O anúncio Big Entrance, também da Audi, oferece-se como uma espécie de prolongamento da Audi Sinfonie. Foi filmado em Odessa, na Ucrânia.

“‘Sinfonie’ teve a sua estreia no Le Grand Palais, em Paris. Seguiram-se mais concertos em Buenos Aires, Vilnius, Riga, São Paulo, Berlim, Xangai, Viena, Paris novamente, Estocolmo, Moscovo e Tóquio.

Colaborámos com diferentes orquestras, por exemplo, Orquesta Sinfónica Ciudad de Buenos Aires, Orquestra Sinfônica Nacional da Lituânia, Konzerthausorchester Berlin,  Orquestra da Ópera Nacional da Letônia, Orquestra Filarmônica da China, Orquestra Lamoureux, Orquestra Nacional Russa e Nova Filarmônica de Tóquio (…).

‘Sinfonie’ foi premiado com o Bronze na categoria ‘Melhor Composição Musical/Design de Som’ no Art Directors Club Awards 2009, Berlim” (da página dos bauhaus: https://bauhouse.de/audi-sinfonie/).

Os membros dos bauhouse são Fabian Grobe, Clemens Wittkowski, Arno Kraehahn, Max Renne.

bauhaus. Audi Sinfonie. 2012. Parte 1.
bauhaus. Audi Sinfonie. 2012. Part 3.
Marca: Audi Q8. Título: Big Entrance. Agência: BBH London. Direção: Sam Brown. Reino Unido, 2018.

A sombra da escuridão

Matt Elliott. Howling songs. 2008.

Matt Elliott, compositor, guitarrista e cantor inglês, residente em França, atua, hoje, 12 de fevereiro, às 21:30, no Theatro Circo, em Braga. Segue uma amostra da música de Matt Elliott.

Matt Elliott. Wings & Crown. The Calm Before. 2016. Live at Casasse1, 2018.
Matt Elliott. Farewell to All we Know. . Farewell to All we Know. 2020.
Matt Elliott. I Name This Ship The Tragedy, Bless Her & All Who Sail With Her. Howling Songs. 2008.

Perto do sol

À Zé Gomes

Se tiver tempo, descanse a ver este artigo! Pela companhia aérea Emirates, pelo Elias e, principalmente, pelos Antony and The Johnsons com Franco Battiato. Este blogue pode ser discreto, mas é rico em coisas raras. Se não puder parar, passe ao largo, e não olhe para trás, como em noites de bruxedo.

Emirates. We’re on top of the world. Making of. 2022.

Apetece-me ouvir a canção Fistful of love, dos Antony and The Johnsons. Procuro no Tendências do Imaginário e encontro um retângulo negro com o seguinte letreiro: “Este vídeo não está disponível devido a uma reivindicação de direitos autorais”. Paciência! Substituo o link por outro, por sinal, melhor: uma atuação ao vivo, de 2007 (https://www.youtube.com/watch?v=1-524bnuYdM). O Tendências do Imaginário está cheio de retângulos negros. Na maioria dos casos, por um motivo inocente: o link foi, entretanto, desativado. As pequenas contrariedades dão-me vontade de brincar, de me divertir com maneirismos. Por exemplo, criar um falso gémeo, Perto do sol, a partir do artigo amputado, o Voo dos sentidos (https://wordpress.com/post/tendimag.com/40706).

O impressionante anúncio da companhia aérea Turkish Airlines (5 senses With Dr. Oz) é substituído pelo faraónico, We ‘re on top of the world, da congénere Emirates: uma hospedeira de bordo dá as boas-vindas à Expo 2020 Dubai no topo do edifício mais alto do mundo. Lembra um novo Ícaro com trejeitos de Estátua da Liberdade. A canção Revolution permuta com Thinking of you, ambas de Elias. Por último, a canção Firstful of love, dos Antony and The Johnsons, dá lugar à canção Del suo veloce volo, também dos Antony & The Johnsons, interpretada com Franco Battiato, no concerto da Arena de Verona, em 2013. Uma raridade! Como quem conta um conto acrescenta um ponto, ainda sobra espaço para um link do álbum (áudio) completo deste espetáculo.

Marca: Emirates. Título: See you at Dubai Expo. Produção: Prime Productions AMG. Emirados Árabes Unidos, janeiro 2022.
Elias. Revolution. Entwined. 2018.
Franco Battiato, Antony and the Johnsons. Del Suo Veloce Volo. Ao vivo na Arena de Verona, em setembro de 2013. Republica TV.
Franco Battiato, Antony and the Johnsons. Del Suo Veloce Volo. Gravação do concerto ao vivo na Arena de Verona, em 2013. Álbum completo.

Demasiado velho para morrer

Jimmy Page & Robert Plant.

De bengala, recomeço, pouco a pouco, a andar. Não me sinto com disposição para música Indie. Apetece-me rock puro e duro, to old to die. Por exemplo, o Jimmy Page, com Robert Plant, ambos dos Led Zeppelin. Seguem três músicas ao vivo: No Quarter; Since I’ve Been Loving You; e Whole Lotta Love (com uma breve introdução).

Jimmy Page & Robert Plant. No Quarter. Ao vivo: London, England – Shepard’s Bush Empire, 1998.
Jimmy Page & Robert Plant. Since I’ve Been Loving You. Ao vivo: Jimmy Page and Robert Plant Unledded with the London Metropolitan Orchestra, 1994.
Jimmy Page & Robert Plant. Whole Lotta Love. Ao vivo: Butzweiler Hof – Cologne. 1998.

James Patrick Page OBE (Heston, 9 de janeiro de 1944) é um músico, produtor musical e compositor britânico que alcançou sucesso internacional como guitarrista da banda de rock Led Zeppelin.

Começou sua carreira como músico de estúdio em Londres e, em meados da década de 1960, tornou-se o guitarrista de sessão mais procurado na Inglaterra. Foi membro dos Yardbirds de 1966 até 1968, e posteriormente fundou o Led Zeppelin, em 1968.

Page é amplamente considerado como um dos maiores e mais influentes guitarristas de todos os tempos.[1][2][3] A revista Rolling Stone descreveu-o como o “pontífice do poder dos riffs”, sendo escolhido em enquete em terceiro lugar na lista dos “100 Maiores Guitarristas de Todos os Tempos”. Em 2010 foi classificado em segundo lugar na lista dos “50 Melhores Guitarristas de Todos os Tempos”. Ele foi introduzido duas vezes no Rock and Roll Hall of Fame: uma como um membro dos Yardbirds, em 1992, e uma segunda vez como um membro do Led Zeppelin, em 1995. Page foi uma inspiração para o estilo de guitarra descendente do guitarrista Johnny Ramone, dos Ramones.[4] Ramone descreveu Page como “provavelmente o maior guitarrista que já existiu”. Page foi descrito pela Uncut como “o maior e mais misterioso herói da guitarra no rock”. A revista Los Angeles Times considerou Jimmy Page como o segundo maior guitarrista de todos os tempos (Wikipedia – Jimmy Page: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jimmy_Page).

Caroline Dale, uma violoncelista versátil.

Man Ray. Le Violon d’Ingres. 1924.

Caroline Dale, “a masterly exponent of the cello” (Daily Mail), nascida em 1978, é uma compositora e violoncelista britânica com formação e repertório clássicos. Não desdenha, porém, participar em músicas e concertos rock. Colaborou com os Led Zepplin, os Oasis, Nigel Kennedy, Robert Wyatt, Sinéad O’Connor e os U2. Acrescem David Grey e David Gilmour. Aparece, por exemplo, no concerto ao vivo de David Grey em Dublin em 2011 (ver o primeiro vídeo do artigo David Grey: Alma e Coração). Atuou em vários concertos com David Gilmour (ver vídeo 4); a música Babbie’s Daughter (vídeo 3) foi composta por David Gilmour que a acompanha na guitarra. Seguem três músicas do álbum Such Sweet Thunder, publicado em 2002, e o vídeo de David Gilmour, Shine on Crazy Diamond, ao vivo em 2001.

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Caroline Dale. Elevazione. Composição de Domenico Zipoli (1688-1726). Such Sweet Thunder. 2002.
Caroline Dale. Vivaldi concerto in G minor for two cellos: Allegro Non Molto. Such Sweet Thunder. 2002.
Caroline Dale. Babbie’s Daughter. Composição de David Gilmour. Such Sweet Thunder. 2002.
David Gilmour. Shine on Crazy Diamond. Ao vivo: Meltdown Concert Royal Festival Hall, Londres, Junho 2001.

Exaltação coletiva

A Alemanha é país de boa música. Mesmo quando o pop britânico dominava os tops, a Alemanha patenteava músicos e bandas de vulto. Recordo o Klaus Schulze, os Tangerine Dream, os Kraftwerk, os Can, os Nektar ou os Triumvirat. Na atualidade, a música alemã atravessa um bom momento. Algumas bandas inspiram-se na música medieval ou na fantasia. Notável é a interação com o público. Nada de novo, mas sempre surpreendente. Todos juntos, todos mobilizados. Um corpo coletivo uníssono num espetáculo total. Retenho três bandas: os Schandmaul; os Corvus Corax; e os Blind Guardian.

Schandmaul. Dein Anblick. Narrenkönig. 2002. Live aus der Kölner Lanxess Arena, 2018.
Corvus Corax. Platerspiel. Tritonus. 1995. Live in Berlin 2008.
Blind Guardian. Mirror, Mirror. Nightfall in Middle-Earth. 1998. Official Live Video.

Frágil

Jorge Palma.

Põe-me o braço no ombro / Eu preciso de alguém / Dou-me com toda a gente / Não me dou a ninguém / Frágil / Sinto-me frágil (Jorge Palma, Frágil, Bairro do Amor, 1989).

A vida é como um cigarro, apaga-se devagar. Revejo-me em Jorge Palma. “Vemos sempre a preto e branco o programa / Que afinal é a cores” (Jorge Palma, À espera do fim, Só, 1991). Seguem três canções do Jorge Palma, todas do álbum Só (1991).

Jorge Palma. Só. Só. 1991. Ao vivo no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém a 29 de Novembro de 2016.
Jorge Palma. O meu amor existe. Só. 1991. Ao vivo. Coliseu de Lisboa. Outubro 2017.
Jorge Palma. A gente vai continuar. Só. 1991. Ao vivo: Quinta de Valbom, Évora, EA LIVE Évora, 25 de Agosto 2018.

A Bela e o Velho

Kersting, Der Geiger Nicolo Paganini. 1830-1831.

Músico velho: Victor Borge, 80 anos, mais célebre pelas peças de humor do que pelas teclas de piano. Música bela, Esther Abrami, francesa, uma promessa no domínio do violino.

Victor Borge. Octogésimo aniversário. Tivoli Concert Hall, Copenhaga, 1989. Com Michala Petri. Música: Czardas, de Vittorio Monti, 1904.
Esther Abrami interpreta Niccolò Paganini (Cantabile, 1822-24). Royal College of Music. 2017.

Arvo Pärt. A tentação do grotesco

Arvo Pärt

Regresso a Arvo Pärt, compositor estoniano. O Tendências do Imaginário dedica-lhe um artigo (Arvo Pärt. Sinos hipnóticos), com a seguinte apresentação:

“Hoje não é dia de publicidade, mas de Arvo Pärt, compositor contemporâneo estónio. As suas músicas aparecem em dezenas de filmes. Dizem que é minimalista, ele não acha; dizem que é místico, também não; alguns afiançam que é pós-moderno, não lhe diz nada. A sua música é hipnótica, principalmente por causa do seu método, a tintinabulação, que ele explica do seguinte modo: “Eu trabalho com bem poucos elementos – somente uma ou duas vozes. Construo a partir de um material primitivo – com o acorde perfeito, com uma tonalidade específica. As três notas de um acorde perfeito são como sinos. Por isso lhe chamei tintinabulação” (Arvo Pärt. Sinos hipnóticos: https://wordpress.com/post/tendimag.com/5655).

O artigo Arvo Pärt. Sinos hipnóticos inclui duas músicas: Spiegel im Spiegel (1978) e Summa for Strings (1977). Acrescento uma música mais antiga, Pro et Contra, Concerto para Violoncelo e Orquestra (1966), menos minimalista e sem sinos, um pouco mais grotesca.

Arvo Part. Pro et Contra, Concerto for Violoncello and Orchestra (1966). Belgorod State Symphony Orchestra. Violoncelo: Borislav Strulev. VI International BelgorodMusicFest. 2017.