Ausência
Le mal du pays est avant tout un mal de soi et on se sent dépaysé justement à l’endroit où l’on ne se retrouve plus (Bernard Arcand, Quinze lieux comuns, 1993)

A saudade fala português, mas o sentimento é poliglota.
Sabia que a música [“tango da alma”] Ausência, cantada por Cesária Évora e estreada em 1995 no filme Underground de Emir Kusturica, foi composta pelo sérvio-bósnio Goran Bregović e a letra pelo cabo-verdiano Teófilo Chantre? Sabia, não sabia?
Imagem: Goran Bregović
Dançar no inferno
Desperdiço tanto tempo com as minhas páginas que pouco sobra para seguir as alheias. Habituei-me, todavia, a espreitar dois blogues: o Azorean Torpor e o Peixinho de Prata , ambos criativos, bem escritos e com bom gosto musical.
Peixinho de Prata apresenta no último artigo a canção “Papaoutai”, do belga Stromae. Espicaçõu-me a curiosidade. No que respeita às interpretações ao vivo, o YouTube avançou com o concerto filmado no Bell Center de Montreal, em setembro de 2015. Espetacular! Lembrou-me o Jacques Brel, na dicção, na inteligência da letra e na força da energia, estática em Brel, dinâmica em Stromae.

Para aceder à canção “Papaoutai“, carregar na imagem precedente. Acrescento o vídeo oficial de “L’Enfer” e dois excertos do concerto de Montreal: “Alors on danse” e “Ave cesaria” [homenagem a Cesária Évora].
