Uma chuva de luto (Jacques Prévert)
Wolinski e Cabu constam entre as onze pessoas que foram mortas nas instalações do jornal Charlie Hebdo em Paris. Já eram cartoonistas reputados quando residi em Paris há mais de trinta anos. Teriam agora 80 e 76 anos, respectivamente. Gosto deste desenho de Cabu em homenagem a Charles Trenet. Não me apetecem palavras. Segue a canção de Trenet (em 1982, Cabu interpretou uma canção de Trenet na televisão, em directo).
Charles Trenet. Mon coeur s’envole vers toi.
Infinitamente nada
O argentino Guillerme Mordillo, “catedrático honorário do humor” pela universidade espanhola de Alcalá de Henares, é um cartoonista que se distingue pelos desenhos coloridos sem sombra de palavra. O seu humor terno está bem patente nestas duas imagens.
O elefante e a girafa dão à luz um híbrido desconsolado. Bauman diria que é fruto da liquidez das fronteiras. Ser funâmbulo no arco-íris não é para todos. É só para quem perde a razão, para “quem vê com o coração”. Os amantes são os principezinhos da pós-modernidade. Como diria Pascal, somos infinitamente pequenos pelas nossas capacidades, mas infinitamente grandes pelos nossos desejos. Não somos geómetras com a flecha apontada ao sonho. Não “inventámos a felicidade” (Max Weber), namorámo-la.
A comunicação e a cidadania moram ao lado
Lembram-se do Quino? E da Mafalda? Houve mais Quino para além da Mafalda…
- Quino 1
- Quino 2
- Quino 3. Abaixo a sociedade de consumo
- Quino 4
- Quino 5
- Quino 6

















