Bang Bang Boom Boom. Beth Hart

Uma voz, três interpretações.
Devagar sem avanços

Ana Popović, de origem sérvia, a residir atualmente nos Estados Unidos, é uma autora, compositora, guitarrista e cantora de blues, que se afirmou, sobretudo, na Holanda e na Alemanha na primeira década do novo milénio.
A canção Slow Dance fala, como o título indica, de uma dança vagarosa sem qualquer promessa de avanço. Apenas uma dança, nada mais!
Imagem: Ana Popović
Antes cego que mal iluminado
Já agora, aproveitando o balanço, uma das interpretações preferidas de I’d Rather Go Blind.
Emoção vadia
Um pouco de boa guitarra nunca fez mal… B. B. King & Amigos. Eis uma boa música para depois da sesta.
Whiskey & blues

Aleluia! O Tendências do Imaginário interrompe hoje, dia de Páscoa, um jejum “quaresmal” de quarenta dias. Não contemplou, desde o 21 de fevereiro, uma única canção em língua inglesa. Entreteve-se com o(s) resto(s) do mundo. Não existe, todavia, “greve” que dure eternamente, nem “birra” que, ao exceder-se, não resulte contraproducente.
Imagem: Rafael Pordalo Pinheiro. John Bull e Zé Pereira. 19 de junho de 1890
Retoma-se, portanto, a música em inglês, mas, de preferência, com canções, não do mainstream global, mas de géneros caraterísticos da própria tradição anglo-saxónica, tais com o country e o blues. Seguem interpretações de três blues: “Tennessee Whiskey” e “I’d Rather Go Blind”, pelos Milk’n Blues; “Blues Forever”, por Larry Miller; e, de novo, “Tennessee Whiskey”, mas por Teddy Swims.
Small Smile Blue
Not selfie as Mona Lisa. Photography by Conceição Gonçalves.
Um esboço de sorriso azul! Estou quase recuperado. Quase. Seis meses após o internamento nos cuidados intensivos, debato-me com hérnias, contraturas e dores por todo o corpo. As pernas e o equilíbrio ainda não se dão ao luxo de uma dança, nem sequer um blues arrastado. Nos próximos dias, entre ecografia, análises e consultas, repartidas por cinco especialidades, acumulo sete atos médicos. Continuo a fazer fisioterapia três dias por semana. Quase não saio de casa. Não é um queixume. Sinto-me bem, muito bem! Após vários anos sempre a piorar, melhorar todos os dias representa um alívio abençoado, um incomensurável prazer. Uma regeneração! Sinto-me confiante. Trata-se apenas de um alerta, um testemunho, às pessoas medicadas com lítio: prestem a maior atenção aos respetivos efeitos, mesmo quando os resultados das análises se mantêm no intervalo dos valores terapêuticos, como foi sempre o meu caso. Contanto invulgar, a intoxicação por lítio não é um acidente meigo. O lítio não consta dos metais queimados pelos nascidos das brumas (Brandon Sanderson. O Império Final. 2006).
O luxo do subterrâneo

Uma realidade puxa outra, que entra sem pedir licença. A associação espontânea é um dos processos mentais que menos controlamos. Ana Popovic lembrou-me Janis Joplin. Por quê? À partida, não sei. Talvez o blues feminino. Talvez a raiva de cantar. Não sei! Lembrou, e isso é que interessa. Não se trata de uma comparação. É uma centelha na bonança. Um relâmpago de sentido. Tudo me lembra alguma coisa. O luxo do subterrâneo.
Ana Popovic

De vez em quando, faz bem uma pessoa desviar-se. Para as margens do mainstream, dos estereótipos e do gosto sedentário. É reparador extraviar-se longe do centro. Ana Popovic nasceu em Belgrado, na Sérvia, fez carreira na Holanda e acabou por fixar residência nos Estados-Unidos. É vocalista e guitarrista, com muita garra. Segue a interpretação ao vivo de Blues for M.
Estrela azul

Blue is the colour of my feelings. Gosto de ouvir blues quando deslizo para o lado autómato da minha identidade. Hoje, colhi os Yardbirds (Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page), do álbum Blue Eyed Blues (1973). 23 hours too long tem participação de Sonny Boy Williamson. Segue uma interpretação ao vivo.
