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Bang Bang Boom Boom. Beth Hart

Uma voz, três interpretações.

Beth Hart – Caught Out In The Rain. Bang Bang Boom Boom, 2012. Live at The Royal Albert Hall, 2018
Beth Hart – I’d Rather Go Blind. Bang Bang Boom Boom, 2012. Bluesfest Special on SBSONE HD June 23 2014
Beth Hart – Tell Her You Belong To Me. Better Than Home, 2015. Live From New York, 2018

Devagar sem avanços

Ana Popović, de origem sérvia, a residir atualmente nos Estados Unidos, é uma autora, compositora, guitarrista e cantora de blues, que se afirmou, sobretudo, na Holanda e na Alemanha na primeira década do novo milénio.

A canção Slow Dance fala, como o título indica, de uma dança vagarosa sem qualquer promessa de avanço. Apenas uma dança, nada mais!

Imagem: Ana Popović

Ana Popović – Slow Dance. Like It on Top. 2018

Antes cego que mal iluminado

Já agora, aproveitando o balanço, uma das interpretações preferidas de I’d Rather Go Blind.

Beth & Joe – I’d Rather Go Blind – Live in Amsterdam. Vídeo extraído do DVD “Beth Hart & Joe Bonamassa – Live In Amsterdam”, editado em 2014

Emoção vadia

Um pouco de boa guitarra nunca fez mal… B. B. King & Amigos. Eis uma boa música para depois da sesta.

B.B. King – The Thrill Is Gone (Official Live Video). Crossroads Guitar Festival. Chicago, 2010

Whiskey & blues

Aleluia! O Tendências do Imaginário interrompe hoje, dia de Páscoa, um jejum “quaresmal” de quarenta dias. Não contemplou, desde o 21 de fevereiro, uma única canção em língua inglesa. Entreteve-se com o(s) resto(s) do mundo. Não existe, todavia, “greve” que dure eternamente, nem “birra” que, ao exceder-se, não resulte contraproducente.

Imagem: Rafael Pordalo Pinheiro. John Bull e Zé Pereira. 19 de junho de 1890

Retoma-se, portanto, a música em inglês, mas, de preferência, com canções, não do mainstream global, mas de géneros caraterísticos da própria tradição anglo-saxónica, tais com o country e o blues. Seguem interpretações de três blues: “Tennessee Whiskey” e “I’d Rather Go Blind”, pelos Milk’n Blues; “Blues Forever”, por Larry Miller; e, de novo, “Tennessee Whiskey”, mas por Teddy Swims.

Milk’n Blues – Tennessee Whiskey + I’d Rather Go Blind. Posted 2023
Larry Miller – Blues Forever. Outlaw Blues. 2008
Teddy Swims – Tennessee Whiskey (Live From Our Basement). Posted 2019

Small Smile Blue

Not selfie as Mona Lisa. Photography by Conceição Gonçalves.

Um esboço de sorriso azul! Estou quase recuperado. Quase. Seis meses após o internamento nos cuidados intensivos, debato-me com hérnias, contraturas e dores por todo o corpo. As pernas e o equilíbrio ainda não se dão ao luxo de uma dança, nem sequer um blues arrastado. Nos próximos dias, entre ecografia, análises e consultas, repartidas por cinco especialidades, acumulo sete atos médicos. Continuo a fazer fisioterapia três dias por semana. Quase não saio de casa. Não é um queixume. Sinto-me bem, muito bem! Após vários anos sempre a piorar, melhorar todos os dias representa um alívio abençoado, um incomensurável prazer. Uma regeneração! Sinto-me confiante. Trata-se apenas de um alerta, um testemunho, às pessoas medicadas com lítio: prestem a maior atenção aos respetivos efeitos, mesmo quando os resultados das análises se mantêm no intervalo dos valores terapêuticos, como foi sempre o meu caso. Contanto invulgar, a intoxicação por lítio não é um acidente meigo. O lítio não consta dos metais queimados pelos nascidos das brumas (Brandon Sanderson. O Império Final. 2006).

Daniel Castro. I’ll Play The Blues For You. No Surrender. 1999.
Jessy Martens. That’s Why I’m Crying. That’s Why I’m Crying. 2007.

O luxo do subterrâneo

Janis Joplin.

Uma realidade puxa outra, que entra sem pedir licença. A associação espontânea é um dos processos mentais que menos controlamos. Ana Popovic lembrou-me Janis Joplin. Por quê? À partida, não sei. Talvez o blues feminino. Talvez a raiva de cantar. Não sei! Lembrou, e isso é que interessa. Não se trata de uma comparação. É uma centelha na bonança. Um relâmpago de sentido. Tudo me lembra alguma coisa. O luxo do subterrâneo.

Janis Joplin. Ball and Chain. Cheap Thrills. 1968. Ao vivo em Monterey (1968).

Ana Popovic

Ana Popovic.

De vez em quando, faz bem uma pessoa desviar-se. Para as margens do mainstream, dos estereótipos e do gosto sedentário. É reparador extraviar-se longe do centro. Ana Popovic nasceu em Belgrado, na Sérvia, fez carreira na Holanda e acabou por fixar residência nos Estados-Unidos. É vocalista e guitarrista, com muita garra. Segue a interpretação ao vivo de Blues for M.

Ana Popovic. Blues for M. Blind for Love. 2009. Ao vivo em Don Odells Legends studio.

Estrela azul

Joan Miró. Étoile Bleu. 1925

Blue is the colour of my feelings. Gosto de ouvir blues quando deslizo para o lado autómato da minha identidade. Hoje, colhi os Yardbirds (Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page), do álbum Blue Eyed Blues (1973). 23 hours too long tem participação de Sonny Boy Williamson. Segue uma interpretação ao vivo.

Yardbirds (Feat Sonny Boy Willianson). 23 hours too long. Blue Eyed Blues. 1973. Ao vivo.