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Música para não ouvir na areia

Revisitemos Paris com a pianista franco-georgiana Khatia Buniatishvili. Há três semanas, no dia 14 de Julho, dia nacional da França, Khatia Buniatishvili toca Mozart, músico barroco, acompanhada pela Orchestre Nationale de France, no Champs de Mars, junto à Torre Eiffel (vídeo 1). O ambiente é excessivo, barroco. Até a torre Eiffel parece um anjo tocheiro… Mais artifício do que artefacto. Só faltou o Jean-Michel Jarre.

Paris é uma cidade barroca? Nem por isso. Nada a ver com cidades barrocas como Roma ou Braga. A relação histórica da França com o barroco é complicada. Existem vários exemplares barrocos em Paris. Por exemplo, a capela da Sorbonne ou a igreja dos Invalides. O insuficiente para fazer de Paris uma cidade barroca. Paris é gótico e neoclássico. Gótico, da Notre Dame, da Sainte Chapelle e da torre de Saint Jacques. Neoclássico, da Igreja da Madeleine, da praça da Concorde ou do Arco de Triunfo.

Paris não é barroco? Talvez. Menos ao nível do monumento e mais ao nível do acontecimento. Paris é uma das capitais mais destacadas do efémero, o efémero caro ao barroco dos séculos XVII e XVIII: triunfos, festas, festivais de água e luz, efemérides, concertos, bailes, paradas, desfiles e procissões… Paris é barroco, por exemplo, no que respeita à moda: roupas, joias, adereços, perfumes, protagonistas, desfiles, anúncios publicitários… Paris também é barroco na política: recordo a cerimónia da visita ao Panthéon por François Mitterrand, em 1981, recém-eleito Presidente da República (ver https://tendimag.com/2015/01/04/sociologia-sem-palavras-15-a-encenacao-do-poder/). Paris é ainda barroco pela cultura: recordo vários eventos, entre os quais a efémera Fête de la Musique, uma iniciativa do ministro da cultura Jacques Lang, no início dos anos oitenta: na noite de 21 de Junho, data de início da Primavera, qualquer pessoa ou grupo pode tocar música nas ruas de Paris.

Acrescento dois vídeos em que Khatia Buniatishvili toca Schubert (vídeo 2) e Beethoven (vídeo 3).

Khatia Buniatishvili – Mozart Piano Concerto no.23 (14 Juillet 2019).
Khatia Buniatishvili – Schubert: Impromptu No. 3 in G-Flat Major, Op. 90, D. 899.
Khatia Buniatishvili. Largo from Beethoven’s Piano Concerto No. 1 in C Major, Op. 15.

Castrati

Jacopo Amigoni. Portrait of Carlo Broschi, called Farinelli (1705-1782).

Regressando a Händel (ver https://tendimag.com/2018/03/14/musica-e-espectaculo/), a célebre ária Ombra Mai Fù, da ópera Xerxes (1738), foi escrita para ser cantada por um castrato. Não é a única composição de Händel destinada a ser cantada por castrati. As músicas para castrati costumam ser cantadas, nos nossos dias, por uma soprano ou por um contratenor. Segue a interpretação do contratenor francês Philippe Jaroussky.

Philippe Jaroussky – Ombra mai fù | Händel – Serse.

Os castrati atingiram o seu apogeu no período barroco (entre o final do século XVI e meados do século XVIII). Castrados durante a puberdade por cirurgiões e, até, por barbeiros, não lhes cresciam, ao contrário dos seios, nem os pelos nem a maçã de Adão. As consequências desejadas concentravam-se na laringe e nas cordas vocais, de modo a proporcionar características vocais únicas.

“Em 1588, o Papa Sisto V proibiu as mulheres de cantar no palco de qualquer teatro público ou lírico. Essa proibição foi reiterada pelo Papa Inocêncio XI cerca de 100 anos mais tarde (…) Ao tomar essa posição inflexível, a Igreja abriu caminho para um problema ainda mais sério: os castrati!” (https://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/101996088#h=21).

Os castrati acabaram por assumir o papel das mulheres, entretanto ausentes, na música e, sobretudo, na ópera. No auge da fama dos castrati, cerca de 5 mil meninos eram castrados todos os anos (“Você conhece a trágica história dos castrati italianos?”: https://www.megacurioso.com.br/historia-e-geografia/101327-voce-conhece-a-tragica-historia-dos-castrati-italianos.htm). Alguns castrati alcançaram fama, poder e riqueza. Constituíam, segundo consta, uma tentação para as nobres, bem como para os nobres. Farinelli (1705-1752) é um expoente que inspira o filme homónimo, realizado por Gérard Corbiau em 1994.

Farinelli il Castrato, de Gérard Corbiau. 1994. Excerto: “Opera Orgasm”.

Alessandro Moreschi (1858-1922), considerado o último castrato, aposentou-se em 1913 da Pontifícia Capela Musical Sistina. Segue uma gravação da sua interpretação da Ave Maria de Bach / Gounod.

Alessandro Moreschi, castrato, canta a Ave Maria, de Bach / Gounod. Início do século XX.

Em Portugal, também existiram castrati italianos e portugueses. Recomendo o artigo “Também houve castrati portugueses”, de Cristina Fernandes, no jornal O Público. (https://www.publico.pt/2012/07/03/jornal/tambem-houve-castrati-portugueses-24791971).

Regressando, mais uma vez, a Händel, o artigo do Tendências do Imaginário que lhe é consagrado (https://tendimag.com/2018/03/14/musica-e-espectaculo/) não inclui a Sarabanda, uma das muitas versões da folia portuguesa (https://tendimag.com/2013/08/02/folia-portuguesa/). Pois não é tarde!

Händel, Sarabande. Do filme Barry Lyndon.

Sobre rodas

Bertha Benz. Motorwagen.

Em 2018, por altura do Dia Internacional da Mulher, a Mercedes-Benz dos Estados-Unidos lançou um anúncio intitulado “First Driver” dedicado a Bertha Benz, mulher do inventor e empresário do primeiro automóvel (ver vídeo 1). Este ano, por altura do Dia Internacional da Mulher, a Mercedes-Benz alemã lança um anúncio intitulado “The journey that change everything” dedicado, também, a Bertha Benz. Para o próximo ano, por altura do Dia Internacional da Mulher, não estranhará se a Mercedez-Benz lançar um anúncio intitulado “Visita à família em quatro rodas”, dedicado, mais uma vez, a Bertha Benz. A consumar-se esta eventualidade, consolida-se uma saga internacional com Bertha Benz como protagonista.

Marca: Mercedes-Benz. Título: The First Driver. Agência: R/GA. Estados Unidos, Agosto 2018.

Os dois anúncios partilham a mesma protagonista e a mesma história: a viagem de cerca de 60Km em automóvel até à residência da mãe. Ela própria cuidou que o evento justificasse uma grande cobertura mediática e publicitária. Bertha Benz, uma mulher notável, é uma referência para a marca Mercedes-Benz, bem como para a emancipação da mulher. Nestes anúncios, Bertha Benz é uma dupla embaixadora.

Marca: Mercedes-Benz. Título: The Journey That Changed Everything. Agência: antoni garage. Direcção: Sebastian Strasser. Alemanha, Março 2019.

Os dois anúncios são semelhantes no conteúdo, mas bastante distintos no estilo. First Driver, a preto e branco, acusa um pendor clássico. The journey that change everything comporta, a começar pelo título, uma propensão barroca, por vezes, grotesca. A acção é exuberante e sobram as personagens feias, porcas e más. Esta diversidade no estilo intriga. Poucos anos atrás, a Mercedes-Benz primava por cultivar uma imagem robusta, ver previsível. Recentemente, a saída de um novo anúncio gera expectativa. Não se consegue adivinhar, à partida, qual é o estilo, o conteúdo e o público-alvo. A publicidade da Mercedes-Benz parece ter adoptado uma estratégia de comunicação poliédrica e polifónica.

Filhos do Apocalipse

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Zdzislaw Beksinski

Em Portugal, no 15 de Agosto, dia da Assunção de Nossa Senhora, ocorre uma espécie de inflamação da humanidade. Gente por todo o lado. Uma espécie de solstício de verão no calendário social. Um clímax da efervescência colectiva, votada ao esmorecimento dos próximos meses. É dia de festas; não é dia de trevas. Mas é de trevas que vou falar.

No último artigo, A Sereia Académica (https://tendimag.com/2018/08/13/a-sereia-academica/), figura uma pintura de HR Giger. Quem vê HR Giger, recorda Zdzislaw Beksinski (1929-2005), um dos principais, senão o principal, artista polaco contemporâneo. Classificou-se a si próprio, numa primeira fase, como barroco e, em seguida, como gótico. Não obstante, é um expoente da arte grotesca, o mais estranho e visceral que se pode conceber. As suas obras, além de desconcertantes, são tenebrosas. Na sua pintura, o morrer sobrepõe-se à morte, num mundo moribundo, sem remissão. Um mundo em que nem sequer a morte redime. As figuras, simultaneamente mortas e vivas, são amálgamas, fluídas e deformadas, de carne, ossos, ramificações e excrescências. O ser humano supera os objectos e as máquinas porque, para além da obsolescência, tem a sina de morrer, de ir morrendo. Passe a incongruência, está condenado a sobreviver, a penar, aquém e além, antes e depois da morte. A dilaceração estende-se aos animais e aos objectos: catedrais e prédios em ruínas; carcaças de carros, autocarros e tanques de guerra; cemitérios de objectos no calvário.

Zdzislaw Beksinski faleceu em 2005, esfaqueado até à morte por um vizinho a quem negou um empréstimo de cerca de 100 dólares. Foi um artista prolixo. A página da Wikiart inclui 707 obras. Beksinski fez questão em não dar título às suas obras, bem como resistiu ao mínimo contributo para a respectiva interpretação. A maior parte das suas obras não está datada. Segue meia centena de pinturas desordenadas e sem título. Um excesso de imagens arrepiantes, passíveis de gelar o riso do próprio diabo. Apesar do incómodo, vale a pena uma visita.

Triunfo

Dedico este pequeno texto ao José Viriato Capela e ao Henrique Barreto Nunes.

Denis van Alsloot. Ommeganck.  Bruxelas. 1615

Denis van Alsloot. Ommeganck em Bruxelas no dia 31 de maio de 1615. A imagem está em alta resolução. Pode carregar e aumentar.

Uma semana antes do Pentecostes, era costume celebrar, em Bruxelas, Notre-Dame du Sablon, protectora da cidade. A procissão (Ommegang, em flamengo) era imponente, uma extensa e variegada expiação colectiva. À semelhança da procissão do Corpo de Deus, convocava a participação, e o contributo, das principais instituições, cujos membros eram dispostos em meticulosa e ostensiva hierarquia. Cada corpo envergava o seu traje com a respectiva cor. Quanto mais poderosos, mais próximos da imagem da santa (ver quadro 1, de Denis van Alsloot).

Denis van Alsloot. The Ommeganck in Brussels on 31 May 1615. The Triumph of Archduchess Isabella

Denis van Alsloot. The Ommeganck in Brussels on 31 May 1615. The Triumph of Archduchess Isabella. A imagem está em alta resolução. Pode carregar e aumentar.

No seu clímax, a procissão serpenteava pela Grande Place de Bruxelas. À semelhança do Corpo de Deus, a procissão intercala cenários diversos, senão opostos: agora, o fausto religioso, político e corporativo; logo, a folia carnavalesca, grotesca e diabólica. A procissão incorpora, por exemplo, crianças fantasiadas de demónios. É neste cenário que espreita uma tarasque, ou seja, uma parente da Serpe da Bugiada de Sobrado e das cocas de Monção, de Amarante e de muitas procissões do Corpo de Deus.

Denis van Alsloot. The Ommeganck in Brussels on 31 May 1615. The Triumph of Archduchess Isabella. Detalhe

Denis van Alsloot. The Ommeganck in Brussels on 31 May 1615. The Triumph of Archduchess Isabella. Detalhe.

No segundo quadro, o olhar de Denys van Alsloot concentra-se no Triunfo da Arquiduquesa Isabel (1556-1633), integrado na procissão (Ommegang) de Notre-Dame du Sablon. Os carros alegóricos, os gigantes e os dragões ilustram o esplendor barroco. Pintores e escultores consagrados dedicavam-se a conceber estas artes efémeras. Giuseppe Arcimboldo despendia o seu tempo e a sua arte no esboço de figuras excêntricas para os triunfos e outras festividades da corte dos imperadores Habsburgos (ver imagens). Embora os carros alegóricos versem sobre a natividade ou sobre o anúncio a Maria, trata-se de uma demonstração de poder. Em nome dos deuses do céu, celebram-se os deuses da terra.

Em Portugal, havia celebrações parecidas. Por iniciativa da realeza, do clero ou da nobreza. Frequentemente, em conjunto. No livro Artes e Artistas em Portugal (1892, Lisboa, Livraria Ferreira), Sousa Viterbo entrega-se a uma espécie de inventário histórico das festas nacionais que oscilam entre o cerimonioso, o barroco e o grotesco (junto um excerto com o capítulo IV). Manuela Milheiro tem uma obra notável, bem documentada e meticulosa, sobre Braga: A Cidade e a Festa no Século XVIII (2003, Guimarães, Núcleo de Estudos de População e Sociedade). Está acessível no repositório da Universidade do Minho (https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/848 ).

Sousa Viterbo. Artes e Artistas em Portugal. Capa e Capítulo IV. 1892.

 

O Carnaval de Antuérpia no século XVII

Erasmus de Bie retratou, em 1670, o Carnaval de Antuérpia. Não fica atrás do Rio ou de Nice. Ontem, como hoje, as pessoas deleitam-se com as artes efémeras. Tempos barrocos.

Tenho descendência a viver em Antuérpia. Nunca o imaginei! Mas a desigualdade entre sociedades quanto ao valor que conseguem atribuir aos seus membros é decisiva. No meu País, a balança pende para o lado de fora. Lembra um montado: plantam-se sobreiros para exportar rolhas. Um corpo exangue com uma sanguessuga na cabeça.

Erasmus de Bie. Carnival Floats on the Meir Square in Antwerp. 1670

Erasmus de Bie. Carnival Floats on the Meir Square in Antwerp. 1670

Duas gotas

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“Duas gotas iguais como duas gotas de água. A gravidade empurra-as para o vazio. Uma escolhe ser uma linha reta para chegar primeiro. A outra desvia-se para desenhar a mais perfeita das linhas. Duas gotas que nunca foram iguais como uma gota de água”.

“Kinetic Design, a nova corrente de desenho da Ford, desenha a linha dos seus automóveis a partir do movimento.”

A curva e o movimento, o traço do barroco na publicidade automóvel

Marca: Ford. Título: Dos gotas. Agência: JWT Argentina. Direcção: Pucho Mentasti. Argentina, 2009.

Compra sacrificial

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“Vários estudos sustentam que a maior parte das compras não se destinam ao próprio mas a outros. Acresce que quando uma pessoa decide uma compra convoca, frequentemente, o olhar, o gosto e o interesse, de outrem. O ato de comprar encerra, assim, uma componente sacrificial. Quando alguém compra, entrega-se. A compra é uma dádiva de si, que se agudiza nos picos convencionais de generosidade como o Natal. Os anúncios prestam-se a dar uma mão!” (AG).

Dois anúncios da Dior no mesmo mês! Por sinal, bastante distintos. O primeiro diviniza uma mulher (https://tendimag.com/2014/11/19/mulher-sujeito/); o segundo promove a apoteose de um objeto. “The enchanted factory” é um triunfo do perfume e dos cosméticos, com embalagens a deslizar sobre carris oníricos (um pouco como as garrafas de Coca-Cola na “Fábrica da Felicidade”). Dois anúncios da Dior, dois conceitos diferentes. É certo que o primeiro é institucional e o segundo focalizado no segmento do perfume e dos cosméticos, candidatos habituais a prenda de Natal. Pelo sim, pelo não, tão cedo não vejo anúncios da Dior. Para não correr o risco de ficar estrábico.

Marca: Dior. Título: The Enchanted Factory. França, Novembro 2014.

Barroco por barroco, carril por carril, ao castanho dourado da Dior, prefiro o vermelho libidinoso dos Goldfrapp. É outra vertigem! Menos céu, menos geometria, menos séries, mais terra, mais entranhas e mais travessia.

Goldfrapp. Twist. Black Cherry. 2003.

Hino ao barroco

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É barroco! Mas não é o barroco da Basílica de S. Pedro, em Roma, nem o barroco da Catedral de S. Paulo, em Londres. É o barroco orquestrado pela BBC no ecrã digital. A glória da comunicação social. Vinte e sete artistas famosos para uma única canção: God only knows, um cover dos Beach Boys. Os movimentos, as figuras, os planos, os detalhes, tudo respira barroco. Cada celebridade empresta o seu brilho, mas, como convém ao barroco, o esplendor repousa no conjunto. À semelhança do fogo-de-artifício, o engenho não mora nas estrelas mas na constelação.

Marca: BBC Music. Título: God only knows. Agência: Karmarama. Direção: François Rousselet. UK, Outubro 2014.

Regresso às origens

Despedir-se dos anúncios da Guinness não é fácil. São fantásticos! Também me custa esquecer a exposição Vertigens do Barroco (Mosteiro de Tibães, 2007). Na Sala do Recibo do Mosteiro, a um canto, aconchegava-se uma sala de estar com móveis modernos extravagantes e um baú do séc. XVIII onde os anjos não se cansavam de dançar. No centro da sala, corriam, num  ecrã, para a altura faraónico, “cápsulas de emoções”, ou seja, dezenas de anúncios publicitários neobarrocos, entre os quais o Big Ad, da Carlton Draugh (https://tendimag.com/2012/09/08/o-grande-bebedor/), Marry Me, da Siemens (https://tendimag.com/2012/09/07/voo-pre-nupcial/), e o noitulovE, da Guinness, que, estranhamente, ainda não tinha colocado no blogue. É um dos meus anúncios preferidos. Também é dos mais conhecidos. E imitados. Recorrer ao rewind dos trajectos tornou-se moda. Num minuto, a evolução da vida recua, sob o nosso olhar perplexo, até às origens. O minuto que dura o anúncio não é muito, nem é pouco, é a duração suficiente para que o arroto de um peixe pré-histórico (um dipnóico?) complete o ciclo iniciado pelo gole inicial de cerveja numa taberna urbana, a alguns milhões de anos de distância.

Marca: Guinness. Título: noitulovE. Agência: Abbot Mead Vicker BBDO. Direção: Danny Kleinman. UK, 2005.

O catálogo da exposição Vertigens do Barroco está disponível na loja do Mosteiro de Tibães. Trata-se de uma obra colectiva. Junto apenas o texto que assino: Vertigens do Presente. A Dança do Barroco na Era do Jazz (in Gonçalves, Albertino, Mata, Aida, Ferreira, Ângela & Pereira, Luís da Silva, Vertigens do Barroco em Jerónimo Baía e na Actualidade, Braga, Mosteiro de São Martinho de Tibães, 2007). Para aceder ao pdf carregar aqui: Vertigens do Presente. A dança do barroco na era do jazz. ok

Vertigens do Barroco