Por uns fios. A importância dos laços sociais
Brilhante, comovedora e cortante curta-metragem (anúncio de sensibilização) acerca do papel das empresas na luta contra o cancro.
Pink Floyd e a Guerra na Ucrânia
No último artigo do Tendências do Imaginário, aludi ao último concerto dos Pink Floyd durante o Live 8, em 2005. Cumpre-me precisar: o último concerto ao vivo com todos membros do grupo: Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright. O desentendimento de longa data entre Waters e Gilmour a morte de Wright em 2008 impediram qualquer reunião ulterior. Mas a marca Pink Floyd, de facto, não desapareceu. Os Pink Floyd editaram, por exemplo, em 2014, o álbum Endless River. David Gilmour, com 76 anos, e Nick Mason, com 78 anos, reativaram o grupo este ano para uma intervenção de protesto contra a guerra na Ucrânia e de apoio ao povo ucraniano. O resultado é a canção e o vídeo Hey Hey Rise Up.
O milagre da queda

Simone Martini. The Miracle of the child falling from the balcony. Church of St. Augustine Novello, Siena, Italy. ca 1328.
Hoje, deu-me, por razão insuspeita, para me fixar no tema da queda. Num quadro do séc. XIV, Simone Martini celebra o milagre em que Santo Agostinho salva uma criança da queda de uma varanda. À esquerda, o santo em levitação, ao centro, a criança em queda e, à direita, a criança salva, de pé, rodeada por testemunhas estupefactas. Este milagre tem mais de mil anos. Mudam-se os tempos, mudam-se os milagres. Há comunidades em queda prolongada e não há quem que lhes deite a mão! Só sermões. O miraculoso assume novas artes. A quem cai, tira-se-lhe o chão. Cai sem acabar de cair. A levitação é substituída pela palavra, de preferência, bendita pelos media. No tempo de Simone Martini, a queda era aos infernos; agora, é ao infinito, com coro fininho.
Born in USA
As saias da mãe são largas. E as costas, também. Custa sair das saias da mãe, sobretudo quando se é rapaz. O último anúncio da Old Spice, Mom Song, insiste nessa tecla. Em Portugal, sair das saias da mãe é obra. Longe, no estrangeiro, na reforma, ainda há quem continue debaixo das saias da mãe. Mas quando as mães descobrem, desde os primeiros passos, uma vocação para os filhos, o caso torna-se mais complicado. A crer no anúncio da P&G, com o empenho das mães e a abnegação dos filhos, cada família conta, no mínimo, com um campeão ou uma campeã em casa. As mães protegem, apoiam e estimulam. Esta perseverança obstinada destoa dos acordes de um povo cujo fado canta uma língua ortografada por decreto. Mais do que acreditar em si, desenha-se, por vezes, a tendência para acreditar em meia dúzia de ídolos. “For teaching us that falling only make us stronger, thank you Mom”. O anúncio é norte-americano. Não engana! Born in USA.
Marca: Procter & Gamble. Título: Thank You Mom – Pick Them Back Up. Agência: Wieden + Kennedy, Portland. Direção: Lance Acord. USA, Janeiro 2014.
