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Retomemos a música proveniente da Alemanha. Anna Loos é uma cantora e atriz alemã. Apareceu, desde 1996, em mais de 50 filmes e é vocalista, desde os anos 2010, do grupo rock Silly, fundado em 1977. Digna de registo a diferença de visual entre os vídeos.
Ruínas de estimação
Sarah Connor, batizada Sarah Terenzi, é uma compositora e cantora nascida em 1980 na Alemanha. Considerada uma das melhores vocalistas germânicas, acumulou prémios, publicou uma dezena de álbuns e vendeu mais de 15 milhões de cópias. Canta em inglês e em alemão. Embora os 15 primeiros vídeos a aparecer no YouTube sejam de canções em inglês, selecionei 4 canções em alemão. O terceiro vídeo, da canção Bedingugslo, é uma delícia. Uma amiga francesa sustentava que a língua alemã proporcionava uma sonoridade muito própria à poesia e à música. Dá para perceber?
Canções frias

Gosto do Klaus Nomi, um cometa extraordinário que teve uma breve passagem pela música antes de ser vítima da sida em 1983. Quase todas as suas canções estão contempladas no Tendências do Imaginário. O que não me impede de continuar a procurar versões com melhor qualidade. Encontrei três respeitantes a outros tantos covers: The Cold Song, da ária What Power Art Thou?, da ópera King Arthur, de Henry Purcell (1691); Can’t Help Falling in Love, de Elvis Priesley; e Death, da ária Dido’s Lament, da ópera Dido and Aeneas, de Henry Purcell (1689). Com votos de frescos sentimentos!
Jovialidade, elegância e leveza

Como diria a Rita, apetece dar música neste início de ano novo. Haydn e Vivaldi, com direção de Lazar Gosman.
Mãos exiladas

Há mais de um ano que não dava um passeio. Hoje, visitei o Museu D. Diogo de Sousa, atraído pela valiosa Coleção Bühler-Brockhaus. Vale a pena! Creio que também vale a pena espreitar, pelo prazer visual, o vídeo Mãos Exiladas e a respetiva galeria de imagens, com desenhos de Albrecht Dürer e esculturas de Auguste Rodin.
Galeria de imagens: Mãos Exiladas – Dürer & Rodin

























Oportunismo simbólico
Se existem Big Ads, o anúncio Sustainability da Mercedes-Benz é candidato. Vento, quase só vento, visível pelos seus efeitos, sob múltiplas formas. O vento permanece um tópico forte do nosso imaginário. Existem três tendências que se afirmam na publicidade atual: a energia, a ecologia e a música “eletronizada”. Destacam-se as três no anúncio. Mas a marca principal reside no sentido de oportunidade: a sobreposição da estrela da Mercedes e da ventoinha da eólica. Ao anúncio, acrescento a interpretação da canção Come Together, dos Beatles, por Lauren O’Connell.
Memórias

Quarenta e cinco anos depois, voltei a ver o filme Mirror (O Espelho) de Andrei Tarkovski, estreado em 1975. Vi-o, então, em Paris, na companhia de um amigo, o jesuíta colombiano Marino Troncoso, que estava a fazer a tese de doutoramento com Claude Bremond sobre o escritor Mejía Vallejo. Na REDIB, Red Iberoamericana de innovación y Conocimiento Científico, pode ler-se este apontamento:
Enseñar literatura para Marino Troncoso fue siempre un compromiso con la vida, con el arte y con la expresión de lo “radicalmente humano”; compromiso de enseñar y/o afirmar una mirada sobre el hombre, sobre el mundo, sobre nosotros mismos, sobre nuestras oscuridades y sobre nuestras regiones luminosas (https://redib.org/Record/oai_articulo721388?lng=pt).
Faleceu, entretanto. Um dos principais auditórios da Pontificia Universidad Javeriana, em Bogotá, tem o seu nome. O filme Mirror termina com o coro de abertura Herr, unser Herrscher (Senhor, Senhor nosso), de A Paixão Segundo São João, de Bach. Segue a mesma interpretação do filme, dirigida por Karl Richter. Em memória do Marino Troncoso.
Reincidência. O híbrido e o ciclista

Sem descurar a pedalada belga, holandesa e chinesa, a França é, em termos míticos, o país do ciclismo. Retenha-se, por exemplo, o filme As Bicicletas de Belleville (ver anexo 2) ou o álbum Tour de France, dos Kraftwerk (anexo 3). O protagonista do anúncio Unstoppable, da Renault, é um veterano ciclista que regressa à estrada. Barroco, o argumento não é original (anexo 1). Um sucedâneo da lenda da fonte da juventude, neste caso, a prenda.. Empolgante, o anúncio é extenso, sinuoso, invertido e retorcido. Ironicamente, vejo e revejo este anúncio sentado numa cadeira de rodas.
Anexo 1: Anúncio Dream Rangers.
Anexo 2: Trailer do filme Les Triplettes de Belleville.
Anexo 3: Tour de France, dos Kraftwerk.
Ária
Existem músicas que resisto colocar no Tendências do Imaginário: as mais célebres. Mas nem sempre consigo. Segue a Ária de Bach.
Pilhas de salvação

Vi um gaio a atacar um melro, junto à cerejeira. A sete metros. A lei da vida. Há quem diga que, com a pandemia, a natureza se aproximou.
Há anúncios felizes. Revived, da Duracell, cativa a atenção durante cerca de cinco minutos. Conta a história, inspirada, sensível e bizarra, de uma criança que nasceu com um cordão nas costas, ficando dependente do único e inseparável amigo que lhe dá corda. Um dia o cordão solta-se. As pilhas Duracell são a salvação. Não há falha humana que a tecnologia não resolva.
