Quebrando as regras ao meu jeito
So I’m taking the chance, walking away, breaking the rules
Nobody here can tell me what to do
I’m out on my own, making my way
Trying to be someone that I can be proud of one day
I’m out on my own, doing it my way
Doing it my own wa
Uma amiga enviou-me, lá do extremo norte do País (país que me lembra uma novela de Cervantes), entre outros, este vídeo musical. E pronto! Ganhei o dia, melhor, o mês.
As duas caras: A oliveira e o leão
Por António Amaro das Neves

“Tenho particular apreço pelos autores que ousam acrescentar novas camadas de sentido a realidades, designadamente do património histórico e cultural, cuja interpretação parece saturada ao nível do senso comum vulgar ou sábio. António Amaro das Neves consegue-o a propósito do Guimarães, o Homem das Duas Caras, estátua icónica dos vimaranenses, no texto surpreendente “As duas caras: A oliveira e o leão”, escrito para o livro Sociologia Indisciplinada. São obras como esta que costumo eleger como fonte de inspiração e me motivam, confesso, uma ponta de inveja.
Segue, em pdf, a versão a cores do capítulo “As duas caras: A oliveira e o leão”, da autoria de António Amaro das Neves, do livro Sociologia Indisciplinada (coordenado por Rita Ribeiro, Joaquim Costa e Alice Delerue Matos), Edições Húmus, 2022, pp. 55-68″ (Albertino Gonçalves).
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António Amaro das Neves, historiador, mestre em História das Populações, investigador do CITCEM. Foi presidente da direção da Sociedade Martins Sarmento e coordenador editorial da Revista de Guimarães. Autor, coautor e organizador de diversas publicações. Mantém ativo, desde 2007, o blogue Memórias de Araduca, dedicado à história, às tradições e à cultura de Guimarães e do Minho.
A importância dos notários
Sans blague! (Sem brincadeiras)!
Bons e Simpáticos
Ser bons e simpáticos não basta, pois não? No presente tal como no passado e, provavelmente, no futuro.
A dança das palavras com as imagens
As palavras e as imagens podem enlaçar-se numa espécie de valsa acelerada. No anúncio #YesOfCorsa, do Opel Corsa Electric, as perguntas marcam o compasso e as respostas ilustradas proporcionam o movimento.
Retorcidos
A ordem é o prazer da razão, mas a desordem é o deleite da imaginação (Paul Claudel. Le Soutier de satin, 1929)
Conhecemos a verdade, não somente pela razão, mas ainda pelo coração / Dois excessos: excluir a razão, e nada mais admitir do que a razão (Blaise Pascal. Pensamentos, XXII, 1 / V,1. 1670)
Mais vale tontos e tortos que desinfetados, engomados e arrumados pelo Homo Hygienicus. Receio que o Homo Hygienicus partilhe afinidades com o Homo Intolerans e o Homo Bellicus. Suspeito, também, que os ventos sociopolíticos sopram a favor destas três espécies purgativas.

Escutemos, a contracorrente, os Crooked Still (ainda tortos), banda de bluegrass progressivo com uma sonoridade peculiar que combina de um modo pouco habitual banjo, violoncelo e contrabaixo. Relativamente pouco conhecidos, junto uma mão cheia de canções, praticamente metade do álbum Shaken By a Low Sound, de 2006.
Filhos do Tempo: O Culto dos Mortos
Le temps passe et la mort vient (provérbio francês)

O Dia dos Fiéis Defuntos, dos Finados ou dos Mortos é amanhã, 2 de novembro, mas é hoje, Dia de Todos os Santos, que ocorre a maior afluência aos cemitérios. Provavelmente por virtude do feriado. A celebração é particularmente fervorosa no México, país onde a relação, a “comunhão”, com os familiares e amigos antepassados é experienciada, convivial, ao mesmo tempo, íntima e expressiva.

A origem dos Hermanos Gutiérrez, Alejandro e Estevan, não é mexicana: residentes em Zurique, a mãe é equatoriana e o pai suíço. Não obstante, assumem o México como referência. Uma viagem ao país, em fevereiro de 2020, “fue como ir a casa”. O álbum Hijos del Sol, estreado em setembro de 2020, inspira-se nos lugares e nas memórias do México. Foi precedido por uma curta-metragem de oito minutos realizada por Fernando Guisa… Incluindo quatro músicas, visa “desmitificar lo fatal de la muerte”.
Pelo tema, pela música, pela fotografia e, sobretudo, pela delicadeza, reservei o filme Hijos del Sol para comemorar este Dia no Tendências do Imaginário. Um gesto singelo em jeito de oração.
Sonhemos!

Sonhar ainda não é pecado, pois não? Creio que, por enquanto, não colide com as bem-aventuranças do homo Hygienicus. Sonhemos, pois, enquanto podemos!
Impuro



Não sou religioso, pelo menos na aceção corrente da palavra. Não significa que não seja crente. Acredito em tanta coisa tão pouco óbvia. Prezo, aliás, a fé e quem a possui, em particular aqueles que, perante um deus que não se manifesta nem é demonstrável pela razão (o “Deus Oculto” de Blaise Pascal), apostam e vivem apostados na sua verdade e existência..
Imagens: Capela Imaculada. Seminário de Nossa Senhora da Conceição. Braga
Sinto a falta desse sentimento inspirador de obras cuja aura demando e deixo ressoar dentro de mim. Estou convencido que não há vocação mais honesta do que abrir-se ao outro e relativizar-se a si mesmo.
