Postal de Natal 2024

No anúncio “Your spark can light up the world”, o Grupo Bancário Erste, com sede em Viena, conta-nos a origem austríaca do cântico Silent Night: “Em 1818, numa pequena cidade da Áustria, foi criada uma canção que desde então se espalhou pelo mundo. Inspire-se em Silent Night e deixe a sua centelha iluminar o mundo”. A todas e a todos, votos de um feliz Natal!
Com o Filho no Colo

Alguém se lembra da conversa “O olhar de Deus na cruz. O Cristo Estrábico”? Foi há quase dois anos, no dia 29 de novembro de 2022, no Auditório do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa. Convido-os, hoje, a observar os olhos da Virgem e do Menino neste relevo do primeiro quartel do século XV. A próxima conversa incidirá, precisamente, sobre Maria. O título será aproximadamente o seguinte: “Com o Filho no Colo. Naturalismo e Simbolismo nas Esculturas da Pietà”. Até breve!

O Microchip e a Parabólica. Ekaterina Shelehova 3
Com estas três parcerias de 2024, concluo este devaneio domingueiro acompanhado pela voz de Ekaterina. Desejo uma boa semana de trabalho, que, segundo alguns entendidos, o trabalho configura uma potencialidade do ser humano. Mudando de assunto, que este oferece-se resvaladiço, porventura mais consensual, a minha bisavó não se cansava de repetir: se perseguires o belo, talvez encontres o prazer!
Na canção e no vídeo “Stand Still”, vocacionada para uma conexão com a natureza, ela é o vento e ele a árvore.
Ekaterina Shelehova & Thom’Art Raidho – Stand Still. Stand Still, 2024
O Microchip e a Parabólica. Ekaterina Shelehova 2
A primeira é a preferida do Fernando; a segunda, minha; a terceira, não sei!
O Microchip e a Parabólica. Ekaterina Shelehova 1
À São, à Beatriz, à Minda,
à Paula e à Fátima,
estrelas deste deserto
Quando tudo é belo e sublime, a intérprete, a voz e a execução, convém sentir mais do que ser. Ekaterina Shelehova, canadiana, de origem russa, a viver em Itália, revelou-se durante o Got Talent de 2022 búlgaro. Desde então, de en-canto em en-canto, abraçou uma carreira de merecido, embora não ofuscante, sucesso.
Sur-preso por uma promessa incomensurável de prazer, que fazer? Tornar-se, como diria Pascal, infinitamente pequeno e infinitamente grande, microchip e parabólica, para sentir concentrado, intensamente, e aberto, extensamente. Depois, agradecer e partilhar alegre e humildemente.
Proponho-me dedicar três artigos a Ekaterina: o primeiro realça a qualidade da voz e da interpretação; o segundo retém algumas canções preferidas; o terceiro contempla parcerias.
A imigração das cegonhas

Pelos vistos, as cegonhas também imigram cada vez mais para Portugal. Para bem acordar depois da sesta, nada melhor que um anúncio do Xavier Mairesse.
Qual foi o contributo da imigração para a natalidade em Portugal?
Dito pelo ChatGPT:
ChatGPT
A imigração tem desempenhado um papel crucial para a natalidade em Portugal nas últimas décadas, ajudando a mitigar a queda da taxa de natalidade que o país vem enfrentando há anos. O país tem uma das mais baixas taxas de fertilidade da Europa, o que resulta num envelhecimento acelerado da população e num declínio demográfico. A imigração ajuda a atenuar este cenário em diversos aspetos:
- Rejuvenescimento da população
Os imigrantes tendem a ser mais jovens do que a população portuguesa, o que tem ajudado a rejuvenescê-la. Como resultado, muitos imigrantes estão em idade fértil e têm contribuído diretamente para o aumento do número de nascimentos no país. Embora a fertilidade das mulheres imigrantes tenda a convergir com as médias nacionais ao longo do tempo, num primeiro momento, a taxa de natalidade entre os imigrantes é geralmente mais alta. - Aumento da população ativa
A presença de imigrantes jovens ajuda a manter a população em idade ativa, o que é crucial para a sustentabilidade do sistema de segurança social, especialmente num contexto de população envelhecida. Essa faixa etária contribui não apenas para o aumento da natalidade, mas também para a estabilidade do mercado de trabalho. - Fecundidade mais alta entre os imigrantes
Os imigrantes que chegam a Portugal, especialmente vindos de países como o Brasil, Cabo Verde, Angola e outros países africanos, têm historicamente taxas de fecundidade mais elevadas do que as de famílias portuguesas. Isso tem um impacto direto no número de nascimentos no país. Dados do INE (Instituto Nacional de Estatística) revelam que uma proporção significativa dos nascimentos em Portugal nos últimos anos é atribuída a mães estrangeiras. - Dinamização das regiões despovoadas
Em muitas regiões do interior de Portugal, onde a população envelhece mais rapidamente e o despovoamento é um problema grave, a chegada de imigrantes tem trazido novas famílias e revitalizado comunidades. Nestas zonas, os imigrantes podem ser a principal fonte de novos nascimentos e de dinamismo social. - Políticas de imigração e sua ligação à natalidade
Nos últimos anos, Portugal adotou políticas de imigração mais abertas, favorecendo a entrada de trabalhadores estrangeiros e estudantes internacionais. Estas políticas, além de preencherem lacunas no mercado de trabalho, têm como efeito secundário a melhoria do panorama demográfico e a promoção da natalidade. - Estudos e números
Segundo dados do INE, em 2021, cerca de 12% dos nascimentos em Portugal foram de mães estrangeiras, uma percentagem que tem vindo a aumentar nos últimos anos. Este crescimento reflete a importância crescente da imigração para a natalidade e o crescimento demográfico do país. Em alguns anos, mais de 25% dos novos nascimentos na Área Metropolitana de Lisboa já foram atribuídos a imigrantes ou descendentes de imigrantes. - Casamento e formação de famílias
Os imigrantes muitas vezes formam novas famílias em Portugal, casando-se com cidadãos portugueses ou com outros imigrantes. Isso contribui para a diversidade cultural e demográfica, ao mesmo tempo que apoia os números da natalidade.
Conclusão
Em resumo, a imigração tem um papel fundamental para contrabalançar o declínio da natalidade em Portugal, através do aumento dos nascimentos, rejuvenescimento da população e mitigação do envelhecimento demográfico. Embora a imigração não seja a solução única para o problema da baixa natalidade, sem ela o declínio populacional seria ainda mais acentuado.
(https://chatgpt.com/?temporary-chat=true; consultado 05.10.2024 às 17:44)
O Cântico das Criaturas

Em tempos conturbados de obscurantismos e cegueiras mil, nada como se compenetrar e contemplar com olhos enxutos a imensa mas vulnerável dádiva da natureza. Pequenos, simples e humildes, como franciscos! Seguem duas músicas de Angelo Branduardi: “Il Cantico delle Creature” e, com Teresa Salgueiro, “Nelle Palludi di Venezia”, ambas publicadas originalmente no álbum L’Infinitamente Piccolo (2000).
Imagem: Noite estrelada do Principezinho (poster)
Sonho de Virgem
“A verdadeira intimidade é aquela que nos permite sonhar em conjunto sonhos diferentes” (Jacques Salomé, Et si nous inventions notre vie?, 2006).
Uma amiga tem o dom de adivinhar os meus gostos. Envia-me pérolas a fio num colar sem fim. Compensa a parcimónia dos demais amigos. A cada pérola recebida, o reflexo é tentar retribuir. Nem sempre é fácil. É o caso da canção “Nossa Senhora”, composta por Roberto Carlos, na interpretação de Marina Elali.
Ando obcecado com a iconografia da Virgem Maria. Vai ser o tema da próxima conversa, lá para o início do outono. Quem vê imagens, ouve músicas. A canção “Il sogno di Maria”, do Fabrizio De André, não desmerece. Pode propiciar um belo diálogo com a “Minha Senhora”, do Roberto Carlos.
A cor do vento

Estou ocupado a escrever um artigo por encomenda. Para não variar, adiei a tarefa até terminar o prazo. Para este post, recorro, assim, à ajuda de uma amiga, fonte inesgotável de partilhas originais e cativantes. Hoje, calha a sorte ao cantautor “histórico” italiano: Fabrizio de André. Nascido em 1940, faleceu em 1999, com 59 anos, vítima de um cancro do pulmão. Seguem três canções interpretadas ao vivo um ano antes da sua morte.















































