A palavra como eixo da imagem

A palavra sempre foi importante na publicidade. Em alguns anúncios é, porém, muito importante. A França é um país que cultiva sobremaneira a palavra. Vê-se nestes dois excelentes anúncios produzidos pela mesma agência de publicidade, a Publicis Conseil (Paris)… A palavra como eixo da imagem.
À maneira do sociólogo. Os públicos da arte


No âmbito da avaliação de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, coordenei dezenas de inquéritos locais. Muitos dos resultados permanecem por explorar.
Segue uma breve reflexão caraterística do sociólogo que cada vez me esforço menos por parecer.
O futuro já começou


Os anúncios publicitários propendem a prometer felicidade. Pelo caminho, alguns dão-nos prazer. Por exemplo, os da Sony ou da rival Samsung.
A força do preconceito

O artigo Capital apostólico, de 27 de julho de 2016, contempla dois anúncios. “Remove Labels this Ramadan”, da Coca-Cola Middle East, é “Um simulacro de uma performance, de uma experiência ou de um ‘apanhado’. “Labels and designs are only for cans not for people’. Dado o mote, estamos confrontados com um novo tipo de capital: o capital apostólico.” O segundo, “The Other Side of the Medal”, da Amnistia Internacional, denuncia a violência policial no Rio de Janeiro por ocasião dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016. Trata-se de um vídeo deveras difícil de encontrar na Internet.
Males do Mundo

No Tendências do Imaginário, existem, na década de 2010, nove artigos de 16 de julho com interesse: Apelo (2012); Idolatria (2012); Chove na natalidade (2014); Sisifite (2015); Havemos de ir a Viana (2016); Sociedade de choque (2017); Umbilicados, narcisistas e egoístas (2018); e Simplesmente só (2019).
Pensei publicar hoje dois “pacotes”: 1) Miopia umbilical, com os artigos Umbilicados, narcisistas e egoistas(2018), a que acrescentava Avatar Narcisista (10.12.2017) e Nota de rodapé (26.11.2016); 2) Solidões, com os artigos Simplesmente só (2019), a que acrescentava A solidão como companheira (19.11.2016) e Aspirar a solidão (21.02.2021).
Desisto do pacote Solidões. Fica para o ano. Substituo-o por outro pacote, Males do mundo, com os artigos Apelo (16.07.2012) e Sociedade de choque (16.07.2017). Não só porque condiz mais com a “miopia umbilical”. mas, sobretudo, porque ao procurar uma versão com melhor resolução da sequência de abertura, com direção da NoBrain, do filme Huit, só o encontrei na minha própria página do YouTube. Precise-se que o filme Huit teve a participação de oito realizadores, entre os quais Jane Campion, Gus Van Sant e Wim Wenders. Nestas circunstâncias, descarreguei a referida sequência de abertura, salvaguardando-a em triplicado: no disco duro, na página do YouTube e no Tendências.
Segue o pacote Males do Mundo com dois artigos, Apelo (2012) e Sociedade de Choque, com dois vídeos veras impressionantes: “Huit“ (2009) e “Article 13 – L’horreur ne prend jamais de vacances” (2017).
Bontade de Biber

Continuo a revisitar, recuando aos primeiros anos do Tendências do Imaginário, designadamente aos artigos “Grotesco imparável” (2012) e “A estranha erótica do álcool” (2013), com dois anúncios memoráveis ao licor Southern Confort, ambos dirigidos por Tim Godsall. Uma conjugação ímpar de (ausência de) narrativa, imagem pasmada e som cadenciado, que logra uma estilização, senão sublimação, massajada, ver erotizada, de uma (in)vulgaridade: homens banais que aparentam saber o que querem: Biber, naturalmente!
Aproveito para acrescentar, por último, um anúncio semelhante, mas mais recente, de Tim Godsall: “It’s not Parkinson’s. It’s Swagger”, de 2024, para a Parkinson Canada.
Língua e visão do mundo

As palavras são decisivas. Segundo Ferdinand de Saussure (Cours de linguistique génerale, 1916), a língua organiza a perceção e a experiência humanas; fornece os quadros conceptuais, os sistemas de diferenças e valores, através dos quais pensamos e interpretamos. A existência ou falta de palavras distintivas para dizer uma dada realidade influencia o modo como a apreendemos e expressamos. O anúncio “Always”, no artigo “No princípio, era a palavra”, representa um bom exemplo.



