Recolhimento

Frescura balnear contrariada pela urgência de um artigo para uma revista francesa e de um prefácio para o livro de uma amiga, ambos para este mês. Sair, só para compras ou, ao entardecer, para uma água tónica na esplanada do Mergulho com vista privilegiada para a praia. As canções do Gregory Alan Isakov têm-me acompanhado nos últimos dias. “Venham mais cinco!”
A Nova Arca de Noé
A nova Arca, com asas, ou o novo Noé, do Extremo Oriente?
Preguiças, flamingos, alpacas, pinguins e outras criaturas adoráveis são as estrelas da mais recente campanha da Cathay Cargo, que realça a atenção e a zelo meticulosos que cada animal desfruta ao viajar com os serviços de Animais Vivos da Cathay Cargo. Concebida com a ajuda da agência criativa Leo Hong Kong, a campanha reinventa uma “arca” moderna – só que com asas, sem velas – para mostrar a espetacular diversidade de animais que podem viajar com a companhia aérea, bem como o cuidado personalizado que recebem em cada voo. (https://www.bestadsontv.com/ad/179410/Cathay-Live-Animal-We-Carry-Them-All-Big-And-Small).
Verde que te quero verde

A morte de um jardineiro não lesa a árvore. Mas se ameaçares a árvore, então o jardineiro morre duas vezes (Antoine de Saint-Exupéry, Citadelle, 1948)
A presente onda de calor lembra-me três anúncios dedicados aos riscos de desflorestação. O primeiro, “Refugee Tree”, brasileiro, é promovido por organismos estatais (The Climate Reality Project Brasil, GT.INFRA e ENGAJAMUNDO), o segundo, “Weird Search Requests”, internacional, pela plataforma privada Ecosia, e o terceiro, “EcoAlarm”, pela parceria público privada entre a fundação argentina Banco de Bostes e a Spotify.

Segundo a FAO, entre 2010 e 2020, o planeta sofreu uma perda líquida cerca de 4,7 milhões de hectares de floresta por ano. Em contrapartida, no mesmo período, a Europa, incluindo a Rússia, conheceu um aumento líquido da área florestal de cerca de 0,3 milhões de hectares por ano. Em Portugal, a cobertura não está a diminuir significativamente, mas a qualidade e a resiliência dos ecossistemas florestais estão a degradar-se, devido, sobretudo, aos incêndios e à expansão da monocultura, designadamente, do eucalipto.
Orientação

Como são diferentes as campanhas de saúde pública no “Oriente” e no “Ocidente”! Nas primeiras, os anúncios apostam no humor e no envolvimento, como na seguinte paródia contra o excesso de consumo de açúcar; as segundas, na severidade e na estigmatização, como, por exemplo, contra o consumo de tabaco e de álcool. Talvez seja de considerar um pouco de “orientação”.
Os Valores da UNESCO no Contexto Local

Na próxima sexta-feira, 4 de julho, participo no painel “Histórias Contadas. Memórias Guardadas” do encontro Os Valores da UNESCO no Contexto Local (Uma década de Clube para a UNESCO), na Casa do Tempo, em Cabeceiras de Basto.
Procurarei ilustrar, mais do que teorizar, com excertos de entrevistas filmadas, a importância dos testemunhos de vida para as ciências sociais e para a sociedade.
Programa do Encontro Os Valores da UNESCO no Contexto Local. Casa do Tempo. Cabeceiras de Basto, 4 julho 2025
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O tempo e a amizade que restam

Seis e seis… Mais jovem do que há seis anos. Pelo menos, parece que assim pareço. Que o diga Bérénice! Mas o que conta são as sobras e os restos. Sobretudo, o tempo que resta. Agradeço a todos a gentil lembrança. É “uma pequena ajuda amiga”!
