O sushi e a identidade líquida
Existe a ambivalência das máscaras, bem como o interminável strip-tease da pessoa, mas no caso do sushi a identidade tem que ser garantida.
Marca: Gin no Sara. Título: Dog. Agência: Dentsu (Tokyo). Japão, 2012.
Apelo
Desafiados a fazer a introdução a uma série de sete vídeos produzidos por realizadores consagrados, os NoBrain propõem este vídeo. Fenomenal. Já o publiquei algures, mas não me importo de repetir.
Título: 8. Diretor: NoBrain. Produção: LDM Production. Pós-produção: Mac Guff Ligne. França, 2009.
Idolatria
O totemismo e os totens existem? No desporto? No futebol e no rugby? Leões, águias e dragões… A publicidade sabe destas animalidades divinas? Este anúncio é esclarecedor.
Marca: Vodacom. Título: Super Rugby Supergees. Agência: Draftfcb. Direção: Terence Neale. República da África do Sul, Julho 2012.
Perfumes mágicos
Depois de Axe, depois de Old Spice, é a vez de Brut. A “essência do homem”.
Marca: Brut. Título: Late. Agência: Sigma. Direção: David Wild. EUA, Julho 2012.
Pachelbel por Pantene
Um belo dia. À beira mar. Em casa, a corrigir trabalhos. Vale a pena pedir trabalhos aos alunos. Este anúncio evidencia mais um amor livre, muito livre, entre a arte e a publicidade.
Marca: Pantene. Título: Crysalis. Agência: Grey Thailand. Direção: Thanonchai Sornsriwichai. Tailândia, Fevereiro 2009.
Camuflagens
A publicidade namora a arte. Já o sabemos. Este anúncio memorável da Sprite inspira-se nas esculturas vivas e nas fotografias do artista chinês Liu Bolin (ver galeria de fotografias). A publicidade convoca e promove cada vez mais artistas em vias de consagração.
Marca: Sprite. Título: Camouflage. Agência: Bbh. Direção: Peter Thwaites. EUA, Julho 2012.
Fotografias de Liu Bolin
- Liu Bolin 01
- Liu Bolin 02
- Liu Bolin 03
- Liu Bolin 04
- Liu Bolin 05
- Liu Bolin 06
- Liu Bolin 07
- Liu Bolin 08
- Liu Bolin 09
- Liu Bolin 10
- Liu Bolin 11
- Liu Bolin 12
Uma espécie de spoiler
Estética visual primorosa mais originalidade na forma e no conteúdo é o que se espera de um anúncio dirigido por Bruno Aveillan. Neste, estranha-se, porém, o desenlace. Não basta adivinhar o protagonista pelos seus efeitos? Torna-se imperioso destacá-lo entre iguais? Não é possível evocá-lo apenas com um nome, um símbolo ou um slogan? Ademais, o final parece um spoiler. O carro não é mais bonito enquanto ninguém o vê? A aparição banaliza-o. Sem a imagem do carro, as pessoas talvez não percebam… Pelo menos, assim, vê-se-lhe a pinta. Mas há tanta coisa que a gente não percebe mesmo quando a vê! Por exemplo, como é que um carro livre como o vento acaba engaiolado numa fila de trânsito? Em suma, não se pode dizer que é mais um anúncio, talvez mais um carro…
Marca: Acura. Título: Wilderness. Produção: Believe Media. Direção: Bruno Aveillan. EUA, 2004.
O negro e o sombrio – Goya
Na história da arte, não há negro mais negro do que as pinturas negras de Goya (1819-23). O sonho da razão insinua-se cedo na sua obra. Durante décadas, Goya desancorou a humanidade e pendurou-a no ar em noite de bruxedo, com tons obscuros, lúgubres e abismais.
Espremidela
Ao menos o emprego deste anúncio é no Japão; por cá sofria ainda um corte de 24% no vencimento.
Anunciante: Sanko kogyo : Employment agency. Título Sponge. Agência: Hakuhodo (tokyo). Japão, 2006
O caso dos cabelos sangrentos
Nesta paródia de filme de terror, os cabelos são vítima de um serial killer pavoroso: a concorrência.
Marca: Goldwell. Título: Don’t be a victim. Agência: Bashful (sydney). Direção: Nick Robertson. Austrália, 2012.













