Multidão Solitária e Morte Social


Nos artigos que seguem, nem a morte ri, nem a velhice pressagia. A massa e a indiferença conduzem a um abismo sem fundo. Lúgubres e insustentáveis, engolem sem regurgitar. Relevo as fotografias de Misha Gordin no vídeo musical de La Solitudine, do Leo Ferré, colocado por TiresiaXX, em setembro de 2013.
Teleassistência
Um anúncio da Cruz Vermelha Portuguesa com bom senso, bom gosto e um slogan claro e oportuno: “Você é o primeiro a saber que precisa de ajuda. Seja o primeiro a pedir.” Barroco q.b., nada grotesco. Aguarda-se a divulgação na televisão portuguesa.
“Num país cada vez mais envelhecido — há 129 idosos para cada 100 jovens –, 400 mil idosos vivem sozinhos (CENSUS 2011). Este é um problema que é mais grave nas grandes cidades onde as redes de apoio familiar e de vizinhança são mais frágeis. As últimas notícias de idosos encontrados mortos em casa, dias ou mesmo semanas depois de terem morrido, retratam bem esta triste realidade. A dependência das pessoas, seja por idade, incapacidade, doença ou isolamento, bem como a sua segurança e saúde, são preocupação constante da Cruz Vermelha Portuguesa.
Neste âmbito, a Cruz Vermelha Portuguesa decidiu lançar uma campanha que chama a atenção para estas questões e dá a conhecer o seu serviço de Teleassistência.
Este filme, com o título “Água”, conta a história de alguém que precisa de ajuda e de algumas pessoas que estão próximas dela sem se aperceberem desse facto. O objectivo é mostrar que numa emergência, não se pode contar com a sorte, é preciso ser directo e pedir ajuda.
Com o desenvolvimento criativo da Leo Burnett Lisboa e a produção da Stopline como mecenato.” (Cruz Vermelha Portuguesa).
