Aventura na Casa do Tempo

Ontem à noite, estive na Casa do Tempo, em Cabeceiras de Basto. A sala estava cheia. Conversei como quem confidencia, durante hora e meia, de pé e à vontade. Sem trejeitos académicos. À medida que envelheço apercebo-me quão castradores da inteligência e da sensibilidade podem revelar-se os academismos. Ressalvando alguma reação a uma picardia, o público manteve-se em profundo silêncio. É verdade que o recurso a ideias e imagens surpreendentes e estranhas ajuda! De qualquer modo, o silêncio prolongado resulta raro. Tanto pode ser bom como mau sinal, traduzir interesse e concentração como enfado e evasão. Fiquei, contudo, com a impressão de ter sido compreendido. Aliàs, uma mensagem pode ser desconcertante sem ser aberrante. Acarinhado, com a sexta-feira dia 13 a acabar, despedi-me com vontade de voltar.
Acordei bem-disposto. Procurei nos arquivos uma música ou um anúncio a condizer. Eventualmente festivos. Encontrei ambos num simples vídeo: o Play It Safe, da Sydney Opera House com Tim Minchin.
