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A magia do skate

Apple Roll

Saiu um novo anúncio da Apple: Roll. A fórmula é: juventude + desporto + movimento + adrenalina + levitação = libertação. Um bom anúncio. Destaque para a música, o aproveitamento do skate e a levitação colectiva.

Marca: Apple. Título: Roll. Estados Unidos, Setembro 2017

Skate duplo

As modalidades de desporto de deslize distinguem-se consoante o grau de ecologização e de motorização. O ski náutico e o jetski são motorizados; o ski alpino ou o surf não o são e promovem uma postura mais ecológica. Não obstante, todos evoluem, com maior ou menor envolvência, na “natureza”. O skate é um parente, não motorizado, que se aparta dos demais pela sua costela urbana. As ondas são lombas e a “poudreuse”, calçada. De toda a família Skate & Surf, afirma-se como o rebento mais acessível e mais asfáltico. Na publicidade, o skate é vedeta. Neste belo anúncio, o skate é rei e o Smart um regalo real. Os dois skaters, Kilian Martin e Alfredo Urbon, são espanhóis, o anúncio é britânico e a música, “You Rascal You, do norte-americano Hanni el Khatib, que, por sinal, atuou este Julho no Super Bock Super Rock.

Marca: Smart. Título: Skate for two. Agência: Weapon7. Reino Unido, Setembro 2012.

“Light my Fire”

Anúncio Ride, da “Burn” (Coca Cola), com comentário de Carlos Nascimento:

Marca: The Coca-Cola Company, Burn. Título: Ride. Agência: PUBLICIS MOJO Sydney. Direção: Garth Davis. Austrália, Junho 2011.

“Se Maffesoli precisasse de um exemplo audiovisual para exemplificar as tribus, de que fala, bem como de todo o universo que estas implicam, este filme quase bastaria. O filme começa num espaço anónimo, enterrado, ignorado. Uma voz off, humaniza-o, lançando um desejo: “I have this crazy fantasy on my head… Energy trapped inside my body. The energy commes out. We can do whatever we want”. Enquanto se formula esse desejo, vai surgindo um grupo em movimento. Nenhum em particular é dono daquela voz, daquela ideia interior. Não é um líder que comanda o grupo. Não há dialogo sequer. Aquele pensamento podia ser exteriorizado por qualquer um e não foi por ninguém. O laço entre o grupo é tão forte que nem precisa de diálogo. Cada um pensa por si e sabe que os outros também pensando por si, pensam a mesma coisa que o outro. Não há ligação mais forte do que aquela que não precisa de sinais nem de rituais. Neste grupo de skaters, mais do que ligação é pura conexão. A seguir, é tempo de deixar a energia sair. Sai-lhes do corpo de uma forma sobrenatural, mas, nem por isso, lhes confere poderes assim. O corpo a arder é apenas uma identificação exterior do que os une interiormente. Um sentido que dá prazer maior ao prazer simples que os reúne, o skating. Volte-se ao “we can do whatever we want”. Neste filme esta afirmação tem tudo de sensível e nada de físico. É uma possibilidade que, mais do que implir à acção e à transformação, leva à transcendência. O espaço urbano é um recreio depois da noite cair. Os rastos de fogo na noite têm tanto de belo como de trágico. A música, cujo ritmo impele, também avisa: “Make your move now and try to win the game, but in the end always stays the same.” Nada podia ser mais inconsequente e sem desígnio. O raiar do dia chega e, com ele a normalidade, a dos outros, não a daquele grupo, que mantém presente, e à parte, o seu próprio sonho. “You have to keep that dream alive in your mind.” Só quem é assim é que se vê assim” (O Lugar da Estética na Publicidade Actual, Projecto de Investigação para Candidatura a Doutoramento em Ciências da Comunicação, Universidade do Minho, 2012).