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Furacão ou Furacadela

Quando voltar a casar, quero ir para o altar com esta música do Neil Young: Like a hurricane. Nem mais, nem menos. Acordei prazenteiro. Por acréscimo, o Francisco, da banda Onysus, concertou a aparelhagem Hi-Fi favorita (enquanto não mandar reparar o amplificador da Pioneer com 4 colunas adquirida em Andorra há 40 anos). Lá vai uma do Neil Young, lá vão duas, lá vão três dos Onysus!

Neil Young – Like A Hurricane (Unplugged 1993). Original: American Stars ‘n Bars, 1977
Onysus – Special Stranger. Dyosun: Between Two Worlds. 2018. Vídeo oficial
Onysus – Bloody Tears. Dyosun: Between Two Worlds. 2018
Onysus – Blind Men. Dyosun: Between Two Words. 2018

Neil Young. Old Man

Mais música, outro “dinossauro”: Neil Young. Resulta estimulante vê-lo a interpretar “Ohio”, com 73 anos, no concerto Farm Aid de 2018. Não menos impressionante a performance a solo, sem qualquer acompanhamento, oito anos antes, no Farm Aid de 2010. Para concluir, um recuo a 1971: “Old man”, ao vivo na BBC, com 26 anos.

Neil Young. Ohio. 1984. Solo Trans. Ao vivo no Farm Aid 2018
Neil Young. Ohio. Solo Trans. 1984. Ao vivo no Farm Aid 2010
Neil Young. Old man. Harvest. 1972. Ao vivo na BBC, em 1971

O Velho com um Coração de Ouro

Neil Young. Harvest.Nas ciências sociais, quando se diz Erving Goffman diz-se Marshall McLuhan. Na música, quando se diz Leonard Cohen diz-se Neil Young. São todos canadianos. Leonard Cohen e Neil Young são dois resistentes, activos desde os anos 1950 e 1960, respectivamente. O último álbum de Leonard Cohen data de 2014 (Popular Problems); o último álbum a solo de Neil Young data de 2014 (Storystone). São músicos resistentes. Mas não são os únicos. Por exemplo, Iggy Pop acaba de lançar Post Pop Depression (2016) e David Bowie persistiu até ao fim (Black Star, 2015).

Escolher duas músicas de Neil Young é tarefa ingrata. Daí, a opção pelo óbvio: duas canções do álbum Harvest (1972), interpretadas ao vivo: uma, Old Man, em 1971, a outra, Heart of Gold, em 1985.

Neil Young. Old Man. BBC. 1971.

Neil Young. Heart of Gold. Live at Farm Aid 1985.

Gerontofobia

Giotto, Juízo Final , Capela Arena, Pádua, c. 1305.

Giotto, Juízo Final, Pádua, 1305

Neste anúncio da prevenção rodoviária belga, o paraíso parece saído de um filme do Fellini. Nada a ver com a placidez dos eleitos celestes enfileirados nos paraísos das pinturas medievais do Juízo Final. No novo “paraíso”, há luxúria, gula e depravação. E velhos, só velhos! “Le paradis est super. Quand on est vieux”.
A minha sensibilidade é mesquinha. Uma vez que o Paraíso está pejado de velhos, o melhor é esperar. Esperar o quê? A velhice? Eis uma forma bem humorada de discriminar e segregar. Não há lugar para jovens no “paraíso dos velhos”? É repulsivo? Este anúncio tem laivos de gerontofobia. Se, em vez da idade, estivesse em causa o género, e em vez de velhos, tivéssemos homossexuais, já se teriam ouvido os sinos em Marte. Apetece-me ouvir Neil Young.

Anunciante: IBSR (Institut Belge pour la Sécurité Routière). Título: Le paradis c’est super. Quand on est vieux. Agência: Saatchi & Saatchi. Direcção: Pavel Dundas. Bélgica, 2010.

Neil Young. Old Man.

 

Primeiros socorros

St John Ambulance. HelplessHelpless é um anúncio de sensibilização, da St John Ambulance, que colheu vários prémios. É duro. Abala tanto a razão como o coração. Um homem que sobreviveu ao cancro sufoca ao engasgar-se com um pedaço de comida. Houvesse alguém presente que lhe tivesse prestado os primeiros socorros e ter-se-ia salvo. Pelos vistos, morrem tantas pessoas por falta de primeiros socorros como vítimas do cancro.

Marca: St John Ambulance. Título: Helpless. AgênQFs]cia: BBH. Direção: Benito Montorio. Reino Unido, 2012.

Difícil não recordar, mesmo que a despropósito, a canção homónima de Crosby, Stills, Nash & Young, do álbum Déjà Vu, de 1970. Segue uma interpretação de Neil Young com os The Band, de 1976. Para aceder carregar no seguinte endereço ou na imagem: Neil Young Helpless w/ The Band – Video Dailymotion. Igorem a publicidade inicial.

Crosby, Stills, Nash & Young. Helpless. Déjà Vu. 1970.