Música da Mongólia

O mundo tem muitos lados. É poliédrico. Da Mongólia, caiu um pedacinho de música: A cantora Daiqing Tana e o grupo Haya. Duas músicas, Silent Sky e Ongmanibamai, do álbum Silent Sky (2009). A segunda música, Ogmanibamai, precedida por uma parte instrumental, é digna de especial atenção. É uma pena Daiqing Tana não pertencer ao lado mais global da globalização.
Os Indígenas do Paraíso Perdido
Uma bela natureza num belo filme. Todos ansiamos pelo paraíso perdido. Para os lados da Mongólia, existem dois indígenas munidos de instagram para salvaguarda ecológica. Lembram os “embaixadores” das colónias na Grande Exposição do Mundo Português, de 1940, o álbum Tintin no Gongo, o livro A Nação nas malhas da sua identidade, de Luís Cunha, e o filme Os Deuses Devem Estar Loucos. Águas passadas movem moinhos; a nossa atracção pelo genuíno, pelo outro idealizado, também. A figura do indígena guardião da natureza, que com ela quase se confunde, é recorrente na publicidade.
Marca: Crosscall. Título: Nature’s eyes. Agência: Leo Burnett. Direcção: Fabien Ecochard. França, Março 2017.
A Grande Exposição do Mundo Português (1940). Realizador: António Lopes Ribeiro.
Cantar com a garganta
Tu tens garganta, ele tem garganta, eu tenho garganta, mas não a garganta do mongol Batzorig Vaanchig. Foi o meu rapaz, o benjamim, quem desencantou este vídeo. Mas, para retomar a sabedoria do livro do Eclesiastes (“não há nada de novo debaixo do sol”), recorro a uma relíquia dos desenhos animados: nos Estados Unidos, em 1934, o genérico da série Popeye The Sailor já era cantado com a garganta (ou o diafragma ou o estômago). It’s the pioneering spirit, stupid!” O canto da garganta nem sempre é agradável: ver https://tendimag.com/2015/06/29/arcanjos-e-anjos-da-guarda/; it’s the disgusting spirit, stupid!
Mongolian Throat Singing. Batzorig Vaanchig.
Popeye The Sailor: Lets Sing with Popeye (1934).



