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Folk-metal mongol

Quem vai à China pode dar um salto até à Mongólia, para assistir à banda metal e folk tradicional Uuhai.

No próximo ano, em janeiro e fevereiro, está prevista uma tournée europeia dos Uuhai. Por enquanto, não está agendado nenhum espetáculo em Portugal.

Recordo, graças aos Uuhai, a leitura de infância de um livro das edições Europa-América dedicado aos hunos: “Átila Flagelo de Deus”.

Com sede na Mongólia, o UUHAI combina com maestria o som do metal moderno com seus próprios instrumentos e vocais tradicionais. O nome da banda, UUHAI, vem de profundas tradições culturais, já que “gritar ‘uuhai’ em uníssono tem raízes como um mantra espiritual como um sinal de boa vontade que leva à boa sorte e era usado como uma forma de liberar energia, encorajando o espírito e estimulando os elementos do corpo”. Em cada um dos videoclipes da banda, os cinco membros estão vestidos com trajes tradicionais mongóis, enquanto alguns tocam instrumentos tradicionais como o Morin khuur (violino de cabeça de cavalo) e o tambor Zhangu. Por mais incríveis que os riffs de guitarra soem quando combinados com esses instrumentos, a verdadeira magia começa quando os vocalistas entram, usando técnicas de canto gutural e Urtiin Duu (canção longa) no lugar dos rosnados fatais comumente ouvidos no metal ocidental. (https://mymodernmet.com/uuhai-mongolian-metal-band/)

Segue uma amostra com cinco canções dos Uuhai.

Uuhai – Khun Sureg [Official Video]. Khun Sureg, 2021
Uuhai ft. HURD – Uuhai. Single, 2022
Uuhai – Beginning. Beginning, 2024
Uuhai – Khar Khulz. HUMAN HERDS, 2025. Live Birmingham Castle and Falcon 2nd June 24
Uuhai – Ancient Land. HUMAN HERDS, 2025

Heavy metal mongol

The Hu é uma banda mongol de heavy metal folclórico. “Hu” de hunos, que que Átila comandou e a raiz da palavra humanidade, em mongol. O grupo combina instrumentos musicais actuais e tradicionais. Como é típico dos povos mongóis, cantam directamente a partir da garganta.

Fernando e Albertino

The Hu. Wolf Totem. The Gereg (Deluxe Edition). 2018.

Música da Mongólia

Daiqing Tana.

O mundo tem muitos lados. É poliédrico. Da Mongólia, caiu um pedacinho de música: A cantora Daiqing Tana e o grupo Haya. Duas músicas, Silent Sky e Ongmanibamai, do álbum Silent Sky (2009). A segunda música, Ogmanibamai, precedida por uma parte instrumental, é digna de especial atenção. É uma pena Daiqing Tana não pertencer ao lado mais global da globalização.

Daiqing Tana. Silent Sky. Silent Sky. 2009.
Daiqing Tana & Haya Band. Ongmanibamai. Silent Sky. 2009.

Os Indígenas do Paraíso Perdido

Mongólia

Uma bela natureza num belo filme. Todos ansiamos pelo paraíso perdido. Para os lados da Mongólia, existem dois indígenas munidos de instagram para salvaguarda ecológica. Lembram os “embaixadores” das colónias na Grande Exposição do Mundo Português, de 1940, o álbum Tintin no Gongo, o livro A Nação nas malhas da sua identidade, de Luís Cunha, e o filme Os Deuses Devem Estar Loucos. Águas passadas movem moinhos; a nossa atracção pelo genuíno, pelo outro idealizado, também. A figura do indígena guardião da natureza, que com ela quase se confunde, é recorrente na publicidade.

Marca: Crosscall. Título: Nature’s eyes. Agência: Leo Burnett. Direcção: Fabien Ecochard. França, Março 2017.

A Grande Exposição do Mundo Português (1940). Realizador: António Lopes Ribeiro.

Cantar com a garganta

popeye 1934Tu tens garganta, ele tem garganta, eu tenho garganta, mas não a garganta do mongol Batzorig Vaanchig. Foi o meu rapaz, o benjamim, quem desencantou este vídeo. Mas, para retomar a sabedoria do livro do Eclesiastes (“não há nada de novo debaixo do sol”), recorro a uma relíquia dos desenhos animados: nos Estados Unidos, em 1934, o genérico da série Popeye The Sailor já era cantado com a garganta (ou o diafragma ou o estômago). It’s the pioneering spirit, stupid!” O canto da garganta nem sempre é agradável: ver https://tendimag.com/2015/06/29/arcanjos-e-anjos-da-guarda/; it’s the disgusting spirit, stupid!

Mongolian Throat Singing. Batzorig Vaanchig.

Popeye The Sailor: Lets Sing with Popeye (1934).