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Comoção

“E que comover vem do Latim commovere, “mobilizar, mover conjuntamente”, formado de com-, “junto”, mais movere, “mexer, deslocar, mover”. Uma pessoa comovida é alguém que foi retirada do seu estado natural pelo esforço de outros” (https://origemdapalavra.com.br/palavras/comover/).

Amigo desde a adolescência, John Ferreira, pianista e guitarrista, proprietário de um estúdio de gravação no Canadá, enviou-me dois vídeos de Lara Fabian. No primeiro, interpreta a canção Je Suis Malade [do coração], um cover de Serge Lama (ver ambos: https://tendimag.com/2020/08/30/serge-lama/). O segundo vídeo, com a canção Je t’aime, é um exemplo de comoção num concerto de música, de sensibilização e mobilização recíprocas por parte da artista e da audiência. Lamechice?

Lara Fabian. Je t’aime. DVD Nue 2002 Tour. Live, Paris, 2002.

Serge Lama. A quem não ama o suficiente

Le Petit Prince

A França é o meu segundo País. Proporcionou-se assim. Aprendi a gostar da “chanson française”: La vie en rose, Les feuilles mortes, Ne me quitte pas… A “canção francesa” distingue-se pela melodia e, sobretudo, pela qualidade poética. Quando as letras não são de Verlaine, Aragon ou Prévert, são os próprios cantores poetas (Léo Ferré, Georges Brassens, Serge Gainsbourg). Serge Lama pertence a esta tradição. Escolhi três canções: Je voudrais tant que tu sois là (1977); Les ballons rouges (1967); e Je suis malade (1973). A primeira é interpretada pelo próprio Serge Lama. Nas seguintes optei pelas versões de Daniel Guichard e Lara Fabian. Sem desprimor para Serge Lama, Daniel Guichard e Lara Fabian emprestam-lhes mais raiva e dor.

Serge Lama. Je voudrais tant que tu sois là. 1977. Ao vivo. Acompanhado pela Orchestre Symphonique de Québec. 1997.
Daniel Guichard. Les ballons rouges (original de Serge Lama, 1967). Ao vivo. Théâtre Sébastopol (Lille). 2015.
Lara Fabian. Je suis malade (original de Serge Lama, 1973). Ao vivo em 1999.