O mesmo e o outro. Sujeitos e homjetos

De vez em quando, acontece-me inventar palavras. Na maioria dos casos, já alguém o tinha feito. Por exemplo, “ninguenização”, palavra freia já cunhada no Brasil. Homjeto não significa nada. Nem sequer virando o dicionário do avesso. Mas não dizendo nada, diz o que parece: um misto de homem e coisa. Com a devida sonoridade. Que conste, não existe na internet. Por enquanto, a aberração é minha. Para quê homjeto quando já se diz homem objeto? Porque a expressão “homem objeto” continua a cavar uma dicotomia e a dar primazia ao homem. Não interessa! Seja como for, andamos rodeados, pelo menos desde a Idade Média, de homjetos. (Homjetos, 23.09.2012)
Pela diferença
Há quem desdenhe, aristocraticamente, da publicidade. E há anúncios simplesmente fantásticos, que nos agarram pelas ideias e pelos sentidos, surpreendendo-nos. Nem tudo na vida nasceu para ser anestesiado pelo algodão etílico da homogeneização. Ainda caem folhas incómodas nas águas pasmadas do pântano simbólico. Por ironia, ou talvez não, cabe a um anúncio da Coca-Cola significá-lo com eloquência. “They make you feel different; it’s fantastic”. Acerca do tema da diferença na publicidade, recomendo o seguinte artigo de Fernando Peixoto: O Eu e o Outro no Culto da Performance. Caleidoscópio.

