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Peso nos ombros

Joy Division. Decades

Este vídeo, com a canção “Decades” (1980), dos Joy Division, não é oficial. Foi publicado décadas depois do suicídio do vocalista, Ian Curtis, e consequente desagregação do grupo (1980). Não deixa de ser um trabalho interessante. Insiste na alusão à história, convocando espaços, momentos e figuras marcantes. Uma história que não fizemos, mas que tão pouco impedimos: “Where have they been?” Várias passagens remetem para a arte. O vídeo termina com um morphing de quadros célebres. A inserção das fotografias de Eadweard Muybrdge (a quem já dedicámos um artigo: http://tendimag.com/2013/03/25/fotografar-o-movimento-do-corpo/) é uma opção de mestre. O autor do vídeo assina anemic silence.

Joy Division. Decades (Closer, 1980). Direção: Anemic Silence. 2008. [Recuperado e gravado em 30.08.2026]

Empurrãozinho

Byblos BankNeste anúncio libanês, bastante agradável, uma história de amores infantis é coroada com um cliché bem repescado. O produto, o banco, quase não aparece. O que, em publicidade, não é caso raro. Já no país dos empurrõezinhos, um empurrãozinho assim, amigável e eficaz, dava muito jeito.

Marca: Byblos Bank. Título: A Little Push Matters. Agência: FP7, Beirut. Direção: Wissam Smayra. Líbano, Janeiro 2013.

“Às vezes uma história bem contada vale tanto quanto uma oração”

A associação brasileira Viva e Deixe Viver assegura a formação de voluntários que se dedicam a contar histórias a crianças e adolescentes internados em hospitais. Uma das suas campanhas assume o seguinte lema: “Às vezes uma história bem contada vale tanto quanto uma oração”. Seguem dois cartazes, um com o Capuchinho Vermelho e o outro com Peter Pan.

Se a Associação Viva e Deixe Viver sugere que as histórias bem contadas tocam no céu, a editora brasileira de livros para crianças Sabugosa lançou uma campanha para mostrar que as grandes histórias são intemporais: “As grandes histórias vivem para sempre”. Os cartazes mostram o Capuchinho Vermelho, o lobo, o Pinóquio e o grilo falante envelhecidos. Como foi assinalado por vários comentadores, sobrevem nesta campanha um problema de interpretação: as grandes histórias vivem para sempre ou envelhecem, tendo o seu tempo passado?