The earth is my grave: Don McLean.
Estreado em 1971, o álbum American Pie, de Don McLean, conheceu um enorme sucesso. Don McLean não é fácil de esquecer. Filmes e covers não param de nos beliscar. Do álbum American Pie, é complicado destacar uma música. As audiências apontam para American Pie e Vincent. Vincent é incontornável, mas American Pie tem concorrentes. Por exemplo, The Grave e Empty Chairs.
Sherlock Holmes acreditava que o cérebro era como uma caixa. Depressa se enchia; cada coisa que nele colocássemos, outra tinha que sair. Era, por isso, avisado filtrar o que se coloca no cérebro. Não acredito nesta teoria do Sherlock Holmes, caso contrário teria mais cuidado com a publicação destas memórias fundidas. Só não está no cérebro o que lá não entra.
Don McLean. Vincent. American Pie. 1971.
He crouched ever lower, ever lower with fear.
“They can’t let me die! They can’t let me die here!
I’ll cover myself with the mud and the earth.
I’ll cover myself! I know I’m not brave!
The earth! the earth! the earth is my grave.”
Don Mclean. The Grave.
Don McLean. The Grave. American Pie. 1971.
And I wonder if you know
That I never understood
That although you said you’d go
Until you did I never thought you would
Don Mclean. Empty Chairs
Don McLean. Empty Chairs. American Pie. 1971. Ao vivo.
Génios da Apple
The Crazy Ones é um dos primeiros anúncios marcantes da Apple. Oferece-nos o desfile de dezassete “embaixadores”, génios ou ícones da humanidade. O anúncio fecha com o rosto de uma criança que abre os olhos como quem desperta para o mundo. Um bom anúncio. Acontece-me concentrar, por vício, a atenção em minudências, algo como um incontornável apelo da mesquinhez. Dos 17 génios da humanidade, 11 são norte-americanos; dos restantes seis, três radicaram-se nos Estados Unidos e aí faleceram; cinco nasceram na Europa, três dos quais no Reino Unido. Apenas Gandhi não nasceu no chamado “primeiro mundo”. Trata-se de uma geografia deveras curiosa da genialidade. O género dos génios também tem que se lhe diga: 14 homens e 3 mulheres! É certo que o anúncio se destinou essencialmente à população norte-americana. Importava beliscar-lhe o orgulho e assegurar o reconhecimento das figuras. Nem um nem outro argumento ajudam, no entanto, a explicar as diferenças de género. Nada como pensar no assunto.
Personagens: Albert Einstein, Bob Dylan, Martin Luther King, Jr., Richard Branson, John Lennon, R. Buckminster Fuller, Thomas Edison, Muhammad Ali, Ted Turner, Maria Callas, Mahatma Gandhi, Amelia Earhart, Alfred Hitchcock, Martha Graham, Jim Henson (with Kermit the Frog), Frank Lloyd Wright, e Picasso.
Texto: “Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. As peças redondas nos buracos quadrados. Os que vêem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E eles não têm nenhum respeito pelo status quo. Você pode citá-los, discorda-los, glorificá-los ou difamá-los. Sobre a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles empurram a raça humana para frente. Enquanto alguns os vêem como loucos, nós vemos génios. Porque as pessoas que são loucos o suficiente para achar que podem mudar o mundo, são as que de fato, mudam” (Apple).
Anunciante: Apple. Título: The Crazy Ones / Think Different. Agência: Tbwa/chiat/day. EUA, 2000.
