Boas festas

Com um conjunto escultórico do século XVI, um coro de embalar e uma canção ao Pai Natal, desejo-vos Bom Natal e Feliz Ano Novo.
Entre o Céu e a Terra. Capítulo de livro

O convite para intervir na Casa do Tempo, em Cabeceiras de Basto, foi motivado pela autoria de um capítulo do livro Cabeceiras de Basto. História e Património, escrito com o João há mais de uma década, mais precisamente, em 2013. Gigantesco, o livro mede 34 por 25 cm e, com capa grossa e 423 páginas, pesa vários quilos; ademais, a letra é deveras pequena. Não se presta, portanto, a digitalização, pelo menos, com os recursos domésticos disponíveis.
Segue um pdf de um texto prévio à edição, sem imagens, acompanhado pela Bibliografia Geral do livro, com as referências bibliográficas das obras citadas. Ressalve-se que a conversa não repetiu o conteúdo do capítulo. Convocou, tomando-o como ponto de partida, outros assuntos.
Entre o céu e a terra: festas e romarias de Cabeceiras de Basto. Tertúlia com Albertino Gonçalves
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A tertúlia terá como orador convidado o Doutor Albertino Gonçalves, professor aposentado da Universidade do Minho.
“As festas de Cabeceiras de Basto evidenciam um profundo enraizamento geográfico, histórico, religioso e estético. São Bartolomeu é inseparável da ponte, da fonte e da capela, tal como S. Tiago, do ribeiro das bichas. A feira de S. Miguel é um mar agitado de gente e a Festa das Papas um banquete comunitário com reminiscências pagãs, sob proteção de S. Sebastião. A festa de Santa Senhorinha remonta à fundação de Portugal e ocorre no mesmo local onde a Santa viveu e repousa. A estética, a arte de sentir em conjunto, acompanha, passo a passo, a procissão de velas da Senhora dos Remédios.”
Gonçalves, Albertino; Gonçalves, João. “Entre o céu e a terra: festas e romarias de Cabeceiras de Basto”. In Cabeceiras de Basto. História e património, 188-201. Cabeceiras de Basto, Portugal: Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, 2013
Canteiros do prazer: pleasuredomes
Dizem os sábios que Portugal é um anfiteatro virado para o mar. Quem der uma volta ao país fica impressionado com a profusão de palcos e cenografias. Não há modo de ignorar a multiplicação de toldos, estrados, pistas, equipamentos, decorações, iluminações, letreiros e cartazes, tudo pronto a servir. Não há vila que não aspire ser uma Meca do espectáculo. Os eventos parecem cogumelos. Circulam de terra em terra, como os circos. Repetem-se, copiam-se e vingam. Em alguns casos, promovem-se produtos e recursos locais. Noutros, os palcos são ninhos para cucos forasteiros. Alguns revitalizam, por um tempo, sociedades envelhecidas, com atracções para os jovens. Portugal abraçou uma vocação: jardinar prazeres nos canteiros do rectângulo. Tanta “arte efémera”! Tanta « busca de excitação » ! Tanto “orgiasmo colectivo” (Beauchard, Jacques, 1985, La Puissance des Foules, Paris, Presses Universitaires de France). Welcome to the Pleasuredome!
Frankie Goes To Hollywood. Welcome to the Pleasuredome. Wellcome to the Pleasuredome. 1984.

