Poção mágica
Todos sonhamos com a fonte da juventude, com os cabelos de Sansão, com os espinafres e com a poção mágica. Miraculous empowerment! Num artigo recente, um homem pegava fogo às pedras e carregava baterias com o próprio corpo graças a um iogurte energético. Neste anúncio tailandês, o fertilizante Yara transforma os seringueiros em superlativos do Hulk e do Obélix.
Marca: Yara. Título: Muscles. Agência: Y&R Thailand. Direção: panusard tanashindawong. Tailândia, Maio 2013.
Supernova laranja
Imagens fantásticas de uma dinâmica cósmica e radical que tudo envolve e agita.
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Marca: Rani Float. Título: Supernova. Agência: Face to Face. Direção: Eric Will. Reino Unido, Outubro 2012. Versão longa.
Isabela Adormecida
O humor canadiano recomenda-se. Nomeadamente, na especialidade da paródia. Isabela, a princesa, não acorda. Quem a irá salvar? O médico? A bruxa? O príncipe? Nem pensar. O beijo é mecânico: na era da técnica, quem acorda os dorminhocos é o despertador. Excelente filme de animação.
Realizador: Claude Cloutier. Título: Sleeping Betty / Isabelle au Bois Dormant, Produção: National Film Board of Canada. Canadá, 2007.
Se o meu carro parasse!
Os homens são crianças que gostam de feiras populares e os carros são brinquedos grandes de mais para crianças. Não há como Noam Murro, um dos maiores directores de anúncios, para fazer uma conciliação.
Produto: Chevrolet Chevy. Título: Stunt Anthem. Agência: Good, Silverstein & Partners. Direcção: Noam Murro. EUA, Fevereiro 2012.
O carro é um sonho que não deixa dormir. Noam Murro mostra como (carregar na imagem para aceder ao vídeo).
Chevrolet Chevy. Aliens, come on. Good, Silverstein & Partners. Noam Murro. EUA, Fevereiro 2012.
Nem o fim do mundo pára um carro. Perguntem a Noam Murro.
Marca: Chevrolet. Chevy Silverado. Título: 2012. Agência: Goodby Silverstein & Partners, USA. Direção: Noam Murro. USA, 2012.
Publicidade monumental
Já lá vai o tempo destes anúncios monumentais, excessivos, exigentes em recursos e altas autorizações: porta-aviões e submarino disponibilizados pelo governo francês, utilização da muralha da China tolerada pelo governo chinês. Hoje, com tanta recomendação superior e contenção deontológica, este tipo de anúncios é muito improvável. Estes dois anúncios clássicos da Citröen são património da história da comunicação audiovisual. Pf, carregar na imagem.
Citroen. Muraille de Chine / Révolutionnaire. França, 1987.
Prada Candy: A Dança do Excesso
Deu-me para esgaravatar na publicidade de perfumes. Um mundo fabuloso. Um cheiro a Primavera cujo negócio se concentra na quadra natalícia. À semelhança do Baiser, de Jean Paul Gaultier, este anúncio ao perfume Prada Candy reincide na confusão dos papéis de género. Ela, a actriz Léa Seydoux, “é uma menina mimada, impulsiva. Esteve a estudar piano, de forma submissa, durante horas, sentindo-se atraída pelo professor. De repente, solta os cabelos, perde o controlo, atira-se a ele e deita-o ao chão (…). É uma história que fala de sedução, é um jogo amoroso. Normalmente, são os homens que têm a voz de comando (“llevan la voz cantante”), nunca as mulheres. Pois, neste caso, ocorre o contrário” (do Making of). A dança, a dança Apache, que inspirou o anúncio era a dança dos rufias parisienses dos anos 30. Uma dança tão brutal quanto bela, que, neste caso, se presta a que os papéis do homem e da mulher se baralhem e invertam.
Produto: Prada Candy. Direção: Jean-Paul Goude. França, 2011.
Adição
A Nike costuma ter bons anúncios. Este, brasileiro, é muito bom. Sobretudo pela qualidade e pelo ritmo, minuciosamente cuidado e alucinante, das imagens. Corremos sempre num limiar a ultrapassar. Pura adição.
Marca: Nike. Título: Addiction. Agência: F/naxca Saatchi & Saatchi. Direção: Jones + Tino. Brasil, Julho 2011.
Ideias sobreviventes
Quando os publicitários se auto-promovem, o resultado é mais ou menos este. Uma espécie de provocação. E a demonstração inequívoca de que os meios não precisam de ser proporcionais aos fins. O que importa é criar impacto. Seja pela ressurreição das figuras do Professor Pardal e do seu companheiro Lampadinha, seja pelo massacre da criatividade e da originalidade. Uma alegoria? É, pelo menos, deste jeito que a American Advertising Federation (AAF) divulga o apelo a inscrições no ADDY Awards 2010. “Advertising students and professionals – we want your creative work! Submit your entry for the 2012 Miami ADDY®Awards – If your Idea is Still Alive.”
Anunciante: AAF ADDY Awards. Título: Deadline. Agência: DKP Miami. Direção: Marcelo Paez. EUA, Dezembro 2011.
Libertação
Este anúncio da Levi’s é um assombro. Tem tudo como deve ser: a criatividade, a imagem, o ritmo, o som, o menino e a menina… Vê-los assim correr até lembra uns 400 metros barreiras com salto à vara final num episódio de Matrix. Só um reparo: atentem como o imaginário nos tende a pintar: os heróis do cinema, dos videojogos e da publicidade adquirem uma sobrecapacitação corporal que não tem correspondente mental.
Não resisto a acrescentar uma paródia deste anúncio, feita no mesmo ano, pela Lift.
Vídeos:
Levi’s. Título: Odyssey. Agência: Bartle Bogle Hegarty. Direcção: Jonathan Glazer. Reino Unido, Jan. 2002.
Lift. Título: Odyssey. Agênia: Mother. Direcção: Daniel Kleinman. Reino Unido, Set. 2002.



