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Se o meu carro parasse!

Os homens são crianças que gostam de feiras populares e os carros são brinquedos grandes de mais para crianças. Não há como Noam Murro, um dos maiores directores de anúncios, para fazer uma conciliação.

Produto: Chevrolet Chevy. Título: Stunt Anthem. Agência: Good, Silverstein & Partners. Direcção: Noam Murro. EUA, Fevereiro 2012.

O carro é um sonho que não deixa dormir. Noam Murro mostra como (carregar na imagem para aceder ao vídeo).

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Chevrolet Chevy. Aliens, come on. Good, Silverstein & Partners. Noam Murro. EUA, Fevereiro 2012.

Nem o fim do mundo pára um carro. Perguntem a Noam Murro.

Marca: Chevrolet. Chevy Silverado. Título: 2012. Agência: Goodby Silverstein & Partners, USA. Direção: Noam Murro. USA, 2012.

Publicidade monumental

Já lá vai o tempo destes anúncios monumentais, excessivos,  exigentes em recursos e altas autorizações: porta-aviões e submarino disponibilizados pelo governo francês, utilização da muralha da China tolerada pelo governo chinês. Hoje, com tanta recomendação superior e contenção deontológica, este tipo de anúncios é muito improvável. Estes dois anúncios clássicos da Citröen são património da história da comunicação audiovisual. Pf, carregar na imagem.

Citroen Visa Gti. Le porte-avion Clémenceau. RSCG. Jean Becker. França, 1985

Citroen. Muraille de Chine / Révolutionnaire. França, 1987.

Prada Candy: A Dança do Excesso

Deu-me para esgaravatar na publicidade de perfumes. Um mundo fabuloso. Um cheiro a Primavera cujo negócio se concentra na quadra natalícia. À semelhança do Baiser, de Jean Paul Gaultier, este anúncio ao perfume Prada Candy reincide na confusão dos papéis de género. Ela, a actriz Léa Seydoux, “é uma menina mimada, impulsiva. Esteve a estudar piano, de forma submissa, durante horas, sentindo-se atraída pelo professor. De repente, solta os cabelos, perde o controlo, atira-se a ele e deita-o ao chão (…). É uma história que fala de sedução, é um jogo amoroso. Normalmente, são os homens que têm a voz de comando (“llevan la voz cantante”), nunca as mulheres. Pois, neste caso, ocorre o contrário” (do Making of). A dança, a dança Apache, que inspirou o anúncio era a dança dos rufias parisienses dos anos 30. Uma dança tão brutal quanto bela, que, neste caso, se presta a que os papéis do homem e da mulher se baralhem e invertam.

Produto: Prada Candy. Direção: Jean-Paul Goude. França, 2011.

Adição

A Nike costuma ter bons anúncios. Este, brasileiro, é muito bom. Sobretudo pela qualidade e pelo ritmo, minuciosamente cuidado e alucinante, das imagens. Corremos sempre num limiar a ultrapassar. Pura adição.

Marca: Nike. Título: Addiction. Agência: F/naxca Saatchi & Saatchi. Direção: Jones + Tino. Brasil, Julho 2011.

Ideias sobreviventes

Quando os publicitários se auto-promovem, o resultado é mais ou menos este. Uma espécie de provocação. E a demonstração inequívoca de que os meios não precisam de ser proporcionais aos fins. O que importa é criar impacto. Seja pela ressurreição das figuras do Professor Pardal e do seu companheiro Lampadinha, seja pelo massacre da criatividade e da originalidade. Uma alegoria? É, pelo menos, deste jeito que a American Advertising Federation (AAF) divulga o apelo a inscrições no ADDY Awards 2010. “Advertising students and professionals – we want your creative work! Submit your entry for the 2012 Miami ADDY®Awards – If your Idea is Still Alive.”

Anunciante: AAF ADDY Awards. Título: Deadline. Agência: DKP Miami. Direção: Marcelo Paez. EUA, Dezembro 2011.

Libertação

Este anúncio da Levi’s é um assombro. Tem tudo como deve ser: a criatividade, a imagem, o ritmo, o som, o menino e a menina… Vê-los assim correr até lembra uns 400 metros barreiras com salto à vara final num episódio de Matrix. Só um reparo: atentem como o imaginário nos tende a pintar: os heróis do cinema, dos videojogos e da publicidade adquirem uma sobrecapacitação corporal que não tem correspondente mental.

Não resisto a acrescentar uma paródia deste anúncio, feita no mesmo ano, pela Lift.

 

Vídeos:

Levi’s. Título: Odyssey. Agência:  Bartle Bogle Hegarty. Direcção: Jonathan Glazer. Reino Unido, Jan. 2002.

Lift. Título: Odyssey. Agênia: Mother. Direcção: Daniel Kleinman. Reino Unido, Set. 2002.