Crepúsculo e democracia totalitária


Este pôr-do-sol teve o condão de interromper um pensamento que me anda a perturbar. Como pode ser cativante o prelúdio da escuridão! Retomo a cogitação. Por paradoxal e estranha que se apresente a noção de democracia totalitária poderá tornar-se cada vez menos descabida e mais oportuna.
Há setenta anos, Jacob L. Talmon já cunhava a expressão no livro The Origins of Totalitarian Democracy (London: Secker & Warburg, vol. 1: 1952). Pouco antes, Bertrand de Jouvenel sustentava que a democracia encerra os germes do totalitarismo (Du pouvoir, Histoire naturelle de sa croissance, Paris, Hachette, 1972; 1ª ed. 1945). Propensão que Alexis de Tocqueville não tenha vislumbrado em meados do século XIX (L’Ancien et la Révolution, 1ª ed. 1856). Contentar-se, portanto, em aludir apenas à tentação “populista” talvez não seja suficiente.
A sombra da escuridão

Matt Elliott, compositor, guitarrista e cantor inglês, residente em França, atua, hoje, 12 de fevereiro, às 21:30, no Theatro Circo, em Braga. Segue uma amostra da música de Matt Elliott.
