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As costas também andam

Segue uma mão cheia de artigos publicados no dia 31 de agosto. Com músicas para todos os gostos, muito distintas, no duplo sentido da palavra: The Strypes; Oh Laura; Pink Floyd; The Moody Blues; Dead Can Dance; Astor Piazzola; Mercedes Sosa; Gilbert Bécaud; Sergei Rachmaninov; e Eric Carmen.

A Publicidade e a Música. Tendências do Imaginário, 31.08.2013
Primeiro single dos Pink Floyd. Tendências do Imaginário, 31.08.2014
Dead Can DAnce e Pina Bausch. Tendências do Imaginário, 31.08.2016
Turismo mágico e radical. Tendências do Imaginário, 31.08.2018
Querido mês de Agosto. As costas também andam. Tendências do Imaginário, 31.08.2019

Querido mês de Agosto. As costas também andam.

Moledo do Minho. Fotografia de Fernando Gonçalves.

Escrever como quem brinca.

Agosto está a acabar. Não é verdade que “é em Setembro que se pode viver a sério” (Gilbert Bécaud, C’est en septembre, 1978). Em Setembro, a vida torna-se séria, sisuda.

Gilbert Bécaud. C’est septembre. C’est en septembre. 1978.

Agosto, mês dos banhos; ninho dos deslocados; aceleração dos atrelados. Em Agosto, queima a areia, o fogo, o ar, o corpo; as romarias escaldam. Nos corredores de Setembro, não há portas para o sagrado (se se proporcionar: Gonçalves, Albertino & Gonçalves Conceição, “Uma vida entre parênteses: tempos e ritmos dos emigrantes portugueses em Paris”).

Despeço-me de Agosto com Rachmaninov. Logicamente, não sei a razão da escolha. Se fosse místico, diria que foi Rachmaninov que me escolheu. Um êxtase ou uma aparição. Quando algo assenta bem não costumo fazer muitas perguntas. Basta o milagre!

Sergei Rachmaninov piano concerto No.2 in C minor, op.18. [ II – Adagio sostenuto]. Hélène Grimaud (solist), Claudio Abbado (conductor). Lucerne 2008.

All by myself, um sucesso dos anos setenta, de Eric Carmen, inspira-se no Piano concerto nº2, de Rachmaninov. Dar as mãos é uma bênção. Bem como admitir que quando andamos, as costas também andam. All by myself. Nunca me pressenti tão só como no mês de Setembro. Mea culpa!

Eric Carmen. All by myself. Eric Carmen. 1975. Ao vivo: 1976.