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Irmãos de armas

Existem interpretações que propiciam um suplemento de alma a músicas que outrora nos tocaram. É o caso da canção Brothers In Arms, por Mark Knopfler, magistralmente filmada pelo canal alemão de televisão RBB ao vivo no Meistersaal, sala histórica de concertos de Berlim, no dia 10 de setembro de 2007. Perfeita para preceder a sesta.

Mark Knopfler – Brother In Arms. Brother In Arms. 1985. Ao vivo no Maistersaal, em Berlim. RBB, 10.09.2007.  

Descanso

Hoje não fiz nada! Como é costume, mas hoje empreendi um nada ainda maior. Escorreguei no pecado da negligência. Pasmei a ver documentários:  sobre as campanhas do MFA, em que, para surpresa, um tio intervém, ou sobre a festa de Nossa Senhora da Peneda, com mulheres a subir o escadório de joelhos. Entretive-me a fazer um post dedicado a um anúncio com mulheres sobre melões. Fazer um post resulta pior do que não fazer nada. Trata-se de um desperdício de alguma vontade à partida com nenhuma consequência à chegada. Alinhavei um projeto de atividade para Agosto em Melgaço. Deixei descarregar a bateria do telemóvel e fui umas dezenas de vezes à varanda para fumar e saudar os melros. E, recostado, ouvi música, rebatida, sem adormecer: David Bowie, Vivaldi e Dire Straits. O álbum de estreia dos Dire Straits foi uma autêntica pedrada no charco dos arrastados anos setenta. No CD, ainda consta o “preço de amigo”: 1995$00. Então, uma fortuna. Pior só o álbum em francos. Acabo o dia com um derradeiro nada irrelevante e inconsequente: mais um post. Seguem três canções:

Dire Straits. Down to the Waterline. Dire Straits. 1978. Ao vivo em 1979.
Dire Straits. Sultans of Swing. Dire Straits. 1978.
Dire Straits. Wild West End. Dire Straits. 1978.

Fastio civilizacional

Arena de Verona. Itália

Os anfiteatros romanos preservam, passados dois milénios, a sua função: acolher espectáculos. Os músicos pop/rock têm uma predilecção por estes espaços históricos monumentais: os Pink Floyd tocaram, sem público, no anfiteatro de Pompeia em 1971; os Dire Straits no anfiteatro de Nîmes em 1992; Paul McCartney no Coliseu de Roma em 2003; Leonard Cohen no anfiteatro de Pula em 2013; os Deep Purple no anfiteatro de Verona em 2014…

Retenho três interpretações ao vivo em que predominam os instrumentos acústicos.

  • Private Investigations (Love over gold, 1982) pelos Dire Straits, no anfiteatro de Nîmes em 1992. Sobressaem os sopros e as cordas. Mark Knofler toca guitarra clássica. Private investigations adequa-se ao cantar falado de Mark Knofler.
  • So Long, Marianne (Songs of Leonard Cohen, 1967) por Leonard Cohen, com 79 anos de idade, no anfiteatro de Pula em 2013.
  • Walk This Way (Aerosmith, Toys in the Attic, 1975) por Steven Tyler, no Coliseu de Roma, num espectáculo de Andrea Bocelli em 2017. Destaque para os violoncelos.

Música em anfiteatros do Império Romano

Três canções é muita música. Hoje, sobra o gosto e falta o apetite. O século XX inventou uma máquina para preservar os alimentos e adiar o consumo: a arca congeladora. Revolucionou a pesca e a agricultura. Estas canções ouvem-se ou não. Mais uma ou menos uma múmia na Internet. Os arquivos cobrem-se com uma espécie de tédio electrónico.

Dire Straits. Private Investigations. Love over gold. 1982. Ao vivo no anfiteatro de Nîmes em 1992.
Leonard Cohen. So Long, Marianne. Songs of Leonard Cohen. 1967. Ao vivo no anfiteatro de Pula em 2013.
Steven Tyler. Walk This Way (Aerosmith, Toys in the Attic, 1975). Ao vivo no espectáculo de Andrea Micelli no Coliseu de Roma em 2017.