Carregar baterias

Hoje, um post rápido. Estou a ultimar a conferência de amanhã, às 15:00, na Academia Sénior de Braga, sobre a Christine de Pizan; não são músicas disfóricas como “Mad World, do Gary Jules, ou “A Song For Europe”, dos Roxy Music, que me vão ajudar a carregar as baterias. Prefiro algo mais animador: a música da introdução do videojogo canadiano Sang-Froid: Tales of Werewolves (2013) ou a canção “The Great Song Of Indifference”, do Bob Geldof (1990).
Elogio da lentidão

Caracóis brincam às escondidas.
Sou apóstolo da lentidão. Nada como pescar memórias num lago pasmado. Mas há quem sulque as águas a remar sem barco rumo ao futuro. Com tanta velocidade que as memórias ficam para trás.
Indiferença, preguiça e entorpecimento, eis a trilogia da lentidão. Tem discípulos na música. Por exemplo, os Deep Purple (Lazy, 1972) ou Georges Moustaki (Le Droit à La Paresse, 1974). Escolho, porém, o irlandês Bob Geldof, promotor dos Band Aid, do Live Aid e do Live 8. Assumiu o papel de Pink, na canção Confortably Numb, no filme The Wall, dos Pink Floyd. Seguem três vídeos musicais: dois a solo (The Great Song of Indifference e I don’t like Mondays) e um terceiro com David Gilmour (Confortably Numb, ao vivo em 2002).
Bob Geldof.The Great Song of Indifference. The Vegetarians of Love. 1990.
Bob Geldof, com os Bootown Rats. I don’t like Mondays. The Fine Art of Surfing. 1979
David Gilmour feat Bob Geldof. Confortably Numb.The Meltdown Concert. 2002.
