Do pintassilgo ao pio-pardo
Entre as ideias congeladas, perdidas pelo caminho, consta um dos meus trechos preferidos do Vivaldi: o largo do concerto para alaúde em ré maior, RV 93. Estranhei não o encontrar no Tendências do Imaginário. Provavelmente, represesnta mais uma intenção que des-esperou. Enquanto procurava, parecia andar à caça de um pio-pardo. Aceite como garantido, adquiriu uma presença fantasma. Não está, mas ocupa lugar. Arrisco, portanto, uma “repetição” que lhe dê corpo.
Abraços
Esgotam-se as fontes de carinho. De tanto correr, secam. Convertem-se em cruzes. Um gesto, um olhar, uma palavra… Um abraço. Como são imateriais os abraços da saudade! Solos de alaúde sem cordas… Na Idade Média também conheciam o prazer do abraço. Tanto corpo contra tanto corpo! Seguem um solo de alaúde com cordas e três abraços medievais. Um lembra o Beijo de Klimt. Todos davam belos postais ilustrados.
- Codex Manesse Herr Conrad von Altestetten. C. 1340.
- Master of Guillebert de Mets. Decoração marginal. 1425
- Giacomo Jaquerio (c. 1375-1453). A Fonte da Vida (detalhe).



