Diga-o com robots!
Trauma, garra, amor, frustração, engano… diga-o com máquinas, de preferência com robots! Resulta mais eloquente.
Walking in the (b)rain

Volta e meia, a Apple promove anúncios que visam a prevenção contra ameaças totalitárias. Por exemplo, “Data Auction” (https://tendimag.com/2023/01/08/pela-translucidez/) ou “1984” (https://tendimag.com/2017/10/30/o-martelo-da-revolta/). A maçã da sapiência contra o Big Brother! Na verdade, somos observados, filtrados e manipulados a toda a hora em qualquer lugar. No anúncio “Flock”, câmeras de vigilância metálicas substituem os corvos do filme de Hitchcock. É motivo para acrescentar: They are walking in the (b)rain.
Brutal
Tenho um amigo que perante uma realidade invulgarmente impactante costuma classificá-la como “brutal”. Este anúncio de consciencialização da Change The Ref é deveras impressionante. O desfecho, criativo, é surpreendente.

Fundamentado em dados dos Centros de Controle de Doenças (CDC) que revelam que as armas de fogo são a principal causa de morte de crianças e adolescentes, o anúncio de sensibilização “American Cancer Story” confronta a violência armada e o câncer pediátrico a partir da experiência de uma jovem que tendo sobrevivido a um cancro se depara com um tiroteio no seu regresso à escola.
Muros e Marés
Acabei de escrever um artigo sobre o processo de democratização após o 25 de Abril. Uma oportunidade para recordar uma das primeiras medidas do MFA: a abolição da censura prévia, rebatizada como “exame prévio” por Marcello Caetano.
O controlo e a filtragem estão de vento em popa. Sempre, agora como dantes, para proteger eventualmente alguém de preferência com um elevado sentido de missão.
Em algumas universidades, os projetos de investigação começaram a ser submetidos numa fase inicial, antes de prosseguir, à aprovação, ou validação, por órgãos próprios, designados “comissões de ética”.
Seguem dois anúncios que, contra muros e marés, apostam na esperança: o primeiro, The Journey, da 84 Lumber, foi censurado no Super Bowl 2017 pela Fox; o segundo, Make Love Not Walls, da Diesel, quer-se um hino ao amor.
Outra música, outras danças

Outra música (ZZ Top, Gimme All Your Lovin, Eliminator, 1983), outros excertos (Who’s Been Sleeping in my Bed?, 1963; The Swinger, 1966; The Oscar, 1966; Flareup, 1969), outras dançarinas (Elizabeth Montgomery, Ann-Margret, Joey Heatherton, Jill St. John; Raquel Welch).
Horror de Verão

Onde não há imaginação não há horror (Arthur Conan Doyle)
Sorry for scaring you! Eis a escusa, uma cativante maldade, enunciada por alguns anúncios recentes. Encenam paródias de filmes, por sinal com muita conversa. Há poucos anos, a presença da palavra resultava escassa. Apostava-se mais na imagem. A palavra, escrita ou oral, tende a conquistar protagonismo. Fala-se bastante. Qual a razão? Reação pós-Covide? Efeito da facilitação técnica da comunicação interpessoal? Humanização, naturalização ou aproximação aos públicos? Não sei! Porventura outro motivo qualquer. Estes três anúncios proporcionam três tipos de terror: ”Maldição” (papel higiénico que transforma as sanitas em monstros); “Medusa” (telemóvel cuja visão é fatal); “Sobrenatural” (aparição de um avatar da Regan do filme O Exorcista).
O desporto e a imagem
Ao João e ao Fernando
O golfe é um jogo em que não há necessidade de se apressar. Importa deixar entrar a riqueza do desporto (Catherine Lacoste)
O desporto constitui um dos maiores bancos de imagens da atualidade. Aproxima-se frequentemente de uma coreografia mais ou menos espontânea. O anúncio The Greatest Show on Earth, do canal SKY Sports, e o trailer de lançamento, Match Day, do videojogo EA SPORTS FIFA 23, investem nessa vertente.
O exílio das palavras

Persiste um ar abafado, morno e enovoado. Não tarda alguém garantir que é efeito do fumo de tabaco, sugerir o aumento dissuasor do respetivo imposto e pedir a interdição de fumar nas varandas. Disfarce-se o mal com uma pitada de música um pouco original e digna de ser mais conhecida: a banda norte-americana My Morning Jacket.
O blog Tendências do Imaginário está a reduzir-se cada vez mais à música. Por que não? Se as palavras andam exiladas…
Músicas surrealizadas 02
Regina Spektor. Laughing With

Não há como bater o ferro enquanto está quente. Segue o segundo vídeo da série “músicas surrealizadas”: Laughing With, do álbum Far, editado em 2009, de Regina Spektor, cantora, compositora e pianista de origem russa radicada nos Estados Unidos. Convoca, sobretudo, obras do belga René Magritte (1898-1967) e do holandês Maurits C. Escher (1898-1972).
O mundo maluco e algo mais

Salto de assunto em assunto com a ligeireza de um comentador de caixinha mágica. Acabo uma conversa sobre surrealistas e maneiristas, logo inicio um capítulo, com prazo para o do Dia da Nação, sobre a implementação de zonas industriais no interior do País. Entretanto, relaxo: ontem, a Deriva, uma iniciativa do curso de mestrado em Comunicação, Arte e Cultura; hoje, passagem pelo blog e massagem musical. Procuro um CD adormecido há anos e encontro o Trading Snakeoil for Wolftickets, do Gary Jules, editado em 2001. Seguem “o mundo maluco”, “a janela quebrada” e “algo mais”.
