Libertação

O desejo de libertação não nasceu ontem. Tão pouco o ser humano. Mas tem vindo a multiplicar-se na publicidade, despoletando sensações e movimentos de sobressalto, sonho e prazer. O anúncio Do What You Want (2011) ergue-se como um manifesto do género, pontuado, metonimicamente, pela explosão dos sinais de sentido proibido.

Anunciante: Loterías y Apuestas del Estado. Título: Do What You Want. Agência: Shackleton Group. Espanha, Outubro 2011.

Mas não é o único. Existem sérios rivais, tais como o anúncio Viento (2007). Enxertados na aspiração ou na impotência dos públicos, estes “manifestos da libertação” costumam fazer apelo ao tópico do voo e da levitação. Assim acontece, ostensivamente, durante todo o anúncio Viento; e assim termina o anúncio Do What You Want.

Anunciante : Ford. Título : Viento. Agência : JWT Argentina. Direcção: Pucho Mentasti. Argentina, Julho 2007.

A gravidade e a levitação constituem assunto que me tem interessado; apresentei, em Junho, uma comunicação sobre “La suspension de la gravité dans l’enluminure médiévale et dans la publicité actuelle” (Socialité Postmoderne, Journées du CEAQ, Sorbonne, 20 e 21 de Junho de 2011).

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