Resultados da Pesquisa por tabaco

Doenças raras

Dompé

Costumo ser céptico face à publicidade de consciencialização que se dá ares de apostolado do bem. Este anúncio da empresa farmacêutica Dompé é um caso à parte. Nem grandes causas, nem grandes públicos, nos antípodas dos exorcismos do tabaco, da droga ou do álcool, dos horrores dos acidentes rodoviários, das comiserações da exclusão social, das virtudes da contracepção ou das cruzadas para a salvação do planeta. Este anúncio alerta para uma realidade ínfima: doenças raras descuidadas, eventualmente, sem cura. Mas o anúncio é magnífico. Um hino à vida. Um corpo masculino, despojado, verdadeiro traço-de-união cósmico, relembra as potencialidades do nu masculino na comunicação estética. O anúncio despede-se de um modo notável. Estamos mais que habituados a inversões finais. Mas esta, para além de inesperada, é abrupta. Uma dobra suspensa no abismo da indiferença. “Ser um animal, e raro, é importante. Mas eu sou apenas um homem, com uma doença rara e ser raro como eu significa ser ignorado”.

Marca: Dompé. Título: The Rarest Ones. Agência: Saatchi & Saatchi Italia – Roma. Direção: Roberto Saku Cinardi. Itália, Fevereiro 2015.

O enterro do Super-Homem

superman-hd-wallpaper-and-desktop-backgroundOs super-heróis são os semideuses da actualidade. Graças a esses sobre-humanos, acontece-nos reconhecer o humano, com traços grossos e excessivos. Somos feitos deste barro. Desconfiamos do espelho e do outro, mas rendemo-nos à refracção que retoca uma humanidade desbotada. Trata-se de um desencontro que consola. Comigo funciona: a minha barriga é o peito do Super-Homem e o tabaco, a kriptonita. Mas, desenganemo-nos, os super-heróis são, afinal, caducos. Até ao próximo episódio, o Super-Homem morre ingloriamente por uma causa ilustre: revelar que até os super-heróis carecem dos serviços de uma seguradora.

Marca: Banorte. Título: Enterro de Superman. Agência: DDBO. México, 2001.

A obesidade do Pai Natal

Pai Natal

Pai Natal

O Alexandre Basto partilhou um anúncio da Fundação Portuguesa de Cardiologia, Focas, que, como muitos, me escapou. O anúncio adopta a forma de uma reportagem ao estilo da National Geographic. Os barrigudos aparecem como seres vivos que, atendendo ao local e à disposição, se assemelham a focas, senão a elefantes marinhos. “Não praticam actividade física e não têm cuidado com o que comem”. “A nossa missão é salvar os barrigudos”.

Achile Talon

Achille Talon

Obélix

Obélix

A sociedade actual é acometida por sobressaltos mais ou menos apocalípticos: a exposição solar, o tabaco, a poluição urbana, o álcool, a camada de ozono, a Coca-cola, a gripe das aves, os acidentes rodoviários, a toxicodependência, a imigração, o vírus de Ébola, a pedofilia, o terrorismo, a corrupção, a obesidade… Consoante os ventos, ora se foca nuns, ora se foca noutros. Obsessivamente. Há ciclos, com duração e intensidade variáveis. O ciclo do tabaco parece já ter conhecido o auge, o da obesidade está em plena pujança.

Na maioria dos riscos sociais, a mão da ciência e da medicina tem-se revelado decisiva. O que a ciência e a medicina sabem, o Estado pode. Os argumentos da ciência e da medicina sustentam os dispositivos de poder. Não é novidade. Há tempos, não muito distantes, era o emagrecimento que justificava apreensão; agora, é a obesidade, com sólida certificação técnica e científica. A gordura faz mal às veias, ao coração, ao pâncreas… Faz mal a tudo! Morre-se por tudo quanto é corpo. Sem margem para dúvidas! As estatísticas e as probabilidades não enganam, falam por si.

A profilaxia e a terapia, além de médicas, têm uma ancoragem social. A própria cura também é social. A obesidade configura um desvio cujo controlo é sistémico. Tudo e todos, a qualquer momento, podem assumir-se agentes da luta contra a obesidade. O gordo está permanentemente exposto à “salvação”. É uma “espécie em risco. Estamos perante um fenómeno totalitário. Para bem do obeso, não há insignificância que escape.

Homer Simpson

Homer Simpson

Expande-se, entretanto, o mercado do emagrecimento e a estética do fio de azeite: produtos dietéticos, nutricionistas, ginásios, caminhadas… Em todo este arrebatamento, estranho que a obesidade ainda não pague impostos. Os consumidores de tabaco e de álcool contribuem como reis magos. O imposto aos obesos até podia ser progressivo, variar consoante o “perímetro abdominal”. Estranho, também, que o Pai Natal continue, ano após ano, avantajado. Precisamos de um Pai Natal magrinho, para dar o exemplo. Se o Luke Lucky perdeu o cigarro, o Pai Natal também pode perder peso.

Anunciante: Fundação Portuguesa de Cardiologia. Título: Focas. Agência: Partner. Portugal, Maio de 2006.

Riso fumado

The devil of tobacco From William Hornby's The Scourge of Drunkennes, an anti-smoking pamphlet printed by G. Eld for Thomas Baylie, London, 1618

Figura 1. The devil of tobacco From William Hornby’s The Scourge of Drunkennes, an anti-smoking pamphlet printed by G. Eld for Thomas Baylie, London, 1618

Fumar mata! Prejudica a saúde! É um estorvo nas relações humanas e um desperdício de tempo. Gostar de fumar é amar o inimigo. É um fumeiro da inteligência! Antes da censura, o tabaco constituía um segmento apreciável da actividade publicitária. Produziram-se muitos anúncios ao tabaco, alguns brilhantes, como estes dois da Hamlet, com humor expedito e raro sentido do detalhe. Para além do risus paschalis, existe o risus natalis, precedido, aliás, pelas saturnais romanas, que decorriam do dia 17 ao dia 25 de Dezembro. Enfim, como se pode comprovar na figura 1, no tempo de Shakespeare, e do Hamlet, já existiam panfletos anti-tabaco.

Marca: Hamlet Cigars. Título: Teacher. Agência: CDP. Direcção: Steve Eliot. UK, 1966.

Marca: Hamlet Cigars. Título: Snowman. Agência: CDP. UK, 1972.

Recusa

O-I glass is lifeRecusar não é propriamente o prato forte da publicidade. Recusa-se o tabaco, o álcool, a violência… Exceptuando estas recusas de eleição, pouco se recusa. Aceder, numa semana, a duas campanhas originais assentes na recusa é acontecimento digno de registo.

Os cinco spots da Opportunity International Colômbia não são completamente contra, um vez que advogam o recurso ao vidro. É difícil ser contra alguma coisa sem ser a favor de outra(s), e vice-versa. Mas estes cinco spots são frontalmente contra as embalagens em plástico e em metal. Seleccionamos dois anúncios.

Marca: O-I. Título: Glass is life. El día que el océano habló. Agência: DDB. Colômbia, Outubro 2014.

Marca: O-I. Título: Glass is life. La naturalez está tratando de decirte algo. Agência: DDB. Colômbia, Outubro 2014.

A segunda campanha merece especial apreço. São os primeiros anúncios do Cazaquistão no Tendências do Imaginário. O humor é simultaneamente lógico e absurdo. As ofertas de três pretendentes a uma mesma mulher são liminarmente recusadas por ausência de chocolate. Lembra a princesa do conto  Rei Bico de Tordo, dos irmãos Grimm.

Marca: Nestlé. Títulos: Bear / Heart / Kitten. Agência: PopKultura (Kazakhstan). Direção: Dave Merhar. Cazaquistão, Outubro 2014.

 

Antitabagismos. Uma nota histórica parcelar

Não é você que acaba com ele… Ele acaba com você.

01. Campanha anti-tabaco nazi: “Não é você que acaba com ele… Ele acaba com você”. 1941.

O blogue Tendências do Imaginário tem dedicado alguma atenção às campanhas antitabagistas. Por que não alargar os horizontes no espaço e no tempo. Existiram campanhas contra o tabagismo no passado? Com que contornos? As primeiras pesquisas proporcionaram duas surpresas.

A primeira surpresa prende-se com a antiguidade das medidas contra o tabagismo. O tabaco foi introduzido na Europa no séc. XVI. Em 1642, o Papa Urbano VIII emite uma bula segundo a qual “qualquer pessoa que use tabaco pela boca ou nariz, tanto em peças inteiras, desfiado, em pó, quanto fumado em um cachimbo, nas igrejas da Diocese de Sevilha, recebe a pena de excomunhão latae sententiae(http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/idade-media/moral/640-a-igreja-catolica-e-o-tabagismo-uma-revisao-historica).

O Par Capital Tabaco. 1941

02. Campanha anti-tabaco nazi: O Par Capital Tabaco. 1941

Em  1650, o Papa Inocêncio X estende a pena às igrejas de São João de Latrão e de São Pedro, em Roma. A razão revela-se prosaica: evitar que a decoração das igrejas fosse manchada com suco de tabaco e fumaça. Há santos e papas consumidores de tabaco. À luz da Igreja Católica, fumar pode ser nocivo e inconveniente e até condicionado, mas não é pecado. “Um jesuíta foi questionado se era lícito fumar um charuto enquanto orava, e sua resposta foi um inequívoco “não”. No entanto, o jesuíta sutil rapidamente acrescentou que, embora não fosse lícito fumar um charuto enquanto orava, era perfeitamente lícito rezar enquanto fumava um charuto” (http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/idade-media/moral/640-a-igreja-catolica-e-o-tabagismo-uma-revisao-historica).

2 milhões de carochas reduzidos a cinzas

03. Campanha anti-tabaco nazi: 2 milhões de carochas reduzidos a cinzas

No centro e no norte da Europa, sob influência do protestantismo, as reacções contra o tabaco são mais duras: várias cidades da Alemanha e da Áustria tomaram medidas drásticas contra o tabaco: “No final de 1600, a proibição do fumo foi instituída na Baviera, em Kursachsen e em certas partes da Áustria. O tabagismo foi proibido em Berlim, em 1723, em Königsberg, em 1742, e em Stettin, em 1744. As penalidades por violar tais proibições podiam ser severas. Em Luneberg, em 1691, a pessoa que fumasse o tabaco dentro dos muros da cidade poderia ser condenada à morte. Em outras regiões, a violação das leis do tabaco podia levar a multas (50 moedas de ouro ou “guldens” em Colônia, por exemplo), espancamentos, expulsão, recrutamento para trabalho forçado ou marcação do corpo com ferro em brasa” (http://estomatologista.blogspot.pt/2012/03/guerra-nazista-contra-o-tabaco-primeira.html).

O terreno já estava preparado quando eclodiu a campanha nazi contra o tabagismo no início dos anos trinta. Esta é a segunda surpresa! Foi a primeira campanha nacional contra o tabagismo promovida pelo Estado, de forma consistente e sustentada.

Germany had the world’s strongest antismoking movement in the 1930s and early 1940s, supported by Nazi medical and military leaders worried that tobacco might prove a hazard to the race“ (Proctor, Robert N., The anti-tobacco campaign of the Nazis: a little known aspect of public health in Germany, 1933–45; http://www.bmj.com/content/313/7070/1450).

Cartaz nazi de 1941

04. Cartaz nazi de 1941

O governo alemão fundou organizações específicas dedicadas à luta contra o tabagismo, tais como o Gabinete contra os Perigos do Álcool e do Tabaco e o Instituto para a Pesquisa dos Perigos do Tabaco.

Os cientistas alemães reconheceram a associação entre o consumo de tabaco e o cancro dos pulmões (ver figura 5). A história corrente diz que a descoberta foi feita por cientistas norte-americanos e britânicos nos anos cinquenta! Os cientistas alemães identificaram o impacto do tabaco nas doenças cardíacas, incluindo o enfarte do miocárdio. Assinalaram o risco de redução da fertilidade e a presença de nicotina na lactação. Foi avançada, nessa altura, a noção de fumo passivo (Passivrauchen).

Cartaz nazi comparando a incidência do cancro do pulmão no homem e na mulher

05. Cartaz nazi comparando a incidência do cancro do pulmão no homem e na mulher

Quais foram as principais medidas antitabaco adoptadas pelo governo nazi?

– Educação sanitária, relações públicas e propaganda;
– Imposição de restrições à publicidade do tabaco: foram proibidos os anúncios que advogassem o carácter inofensivo do tabaco ou que associassem o tabaco à virilidade.
– Proibição de fumar em transportes, escolas e instituições de saúde. Esta proibição estende-se, progressivamente, a vários organismos e espaços públicos;
– Proibição de fumar em público a menores de 18 anos;
– Focalização nas mulheres. Nos anos quarenta, as mulheres grávidas, bem como as mulheres com menos de 25 anos e mais de 55, não tinham direito a cartões de ração para tabaco. As mulheres assumiam um papel chave na reprodução da raça. Frigidez, infertilidade, quebra da fecundidade, poluição na amamentação e a exposição durante a gravidez representavam pontos sensíveis. A fixação na pureza da raça explica o leitmotiv do Presidente da Associação Médica da Alemanha: “as mulheres alemãs não fumam!”

“Mães, deveis evitar absolutamente o álcool e a nicotina durante a gravidez e a lactância de vossos filhos. Estes elementos dificultam, danificam e destroem o curso normal da gravidez. Beber suco de frutas”. 1942.

06. Campanha anti-tabaco nazi: “Mães, deveis evitar absolutamente o álcool e a nicotina durante a gravidez e a lactância de vossos filhos. Estes elementos dificultam, danificam e destroem o curso normal da gravidez. Beber suco de frutas”. 1942.

A campanha contra o tabagismo ganha em ser encarada à luz da ideologia e da política de raça. O tabaco é considerado como uma ameaça à pureza e à continuidade da raça. Um obstáculo à perfeição. Segundo a propaganda nazi, o vício do tabaco remonta aos africanos. Foi introduzido e é comercializado pelos judeus. Tem mão do capital internacional e do estilo de vida liberal decadente. O tabaco é um intruso que urge combater.

As campanhas contra o tabagismo não têm cor política cativa. Existem, naturalmente, diferenças, principalmente de foro civilizacional.

Imagem nazi. Cada cigarro é um tiro no coração.

07. Imagem nazi. Cada cigarro é um tiro no coração.

Para concluir, duas provocações desmioladas.

As campanhas contra o tabagismo convergem no que respeita aos resultados: costumam ser modestos. Meios e argumentos parecem bater em ventre mole. Na Alemanha nazi, o consumo subiu durante a década de 1930. Sem campanha comparável, os resultados foram melhores em França.

Segundo disparate, de cariz anedótico. Durante a Segunda Grande Guerra, dos três líderes da extrema-direita, Hitler, Mussolini e Franco, nenhum era fumador. Do outro lado, Churchill, Roosevelt, Estaline e Charles de Gaulle, todos fumavam.

Assexia

Paula Rego. Pregnant rabbit telling her Parents. 1982.

Paula Rego. Pregnant rabbit telling her Parents. 1982.

Gosto da publicidade argentina. Os anúncios são impudicamente sexuados. Nada a ver com a “assexia” europeia. Quem acompanha a publicidade argentina e a publicidade europeia fica impressionado com o contraste. Curiosamente, a taxa de natalidade também é distinta: 17,3‰, em 2011, na Argentina; 8,5‰, ou seja metade, em 2012, em Portugal, 10,3‰, em 2012, na União Europeia. Permito-me um apelo aos nossos zelosos cuidadores empoleirados: acabem com o tabaco e com o arroz de cabidela, mas deixem o sexo!

Marca: PepsiCo Argentina. Título: Patinaje. Agência: BBDO Argentina. Direção: Luciano Podcaminsky. Argentina, 2012.

A Balada do Cigarro Estéril

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Este anúncio indiano contra o tabaco é um desafio. Um volte face bem gizado. O que acontece não é aquilo que pensamos. Lori, na Índia, significa uma canção de embalar. A figura da mulher obcecada por uma boneca é estranha. Não há outra solução para a esterilidade? A boa sensibilização contra o consumo de tabaco torna-se uma má sensibilização no que respeita à esterilidade. Convém atender ao “currículo oculto”. O anúncio sustenta, com criatividade, que o tabaco provoca a esterilidade, que é um dos pontos mais sensíveis da armadura psicológica do fumador masculino. Como se lê nas embalagens: “Fumar pode prejudicar o esperma e reduz a fertilidade”. Permito-me contar uma anedota. Um homem pretende comprar um maço de tabaco. Pega numa embalagem e lê: “Fumar mata”. Afasta-a. Pega noutra e lê: “Fumar pode reduzir o fluxo de sangue e provoca impotência”. Diz imediatamente para o vendedor: “Prefiro aqueles, que matam”. Termina, por hoje, a balada do cigarro estéril. Com direito a hipálage queirosiana.

Anunciante: Publi Service. Título: Lori (The Lullaby). Agência: self produced. Índia, Maio 2014.

A técnica e a ciência como ideologia

Cigarro mata

Van Gogh. Caveira com cigarro aceso. 1885.

Van Gogh. Caveira com cigarro aceso. 1885.

Técnica e ciência como “ideologia” (1968) é uma das primeiras obras de Jürgen Habermas. Se bem me lembro, sustenta que, nas sociedades modernas, a ciência e a técnica funcionam como uma forma que disciplina o olhar. A ciência e a técnica compõem, de algum modo, a nova grande linguagem do poder. Neste anúncio da L&M, de 1949, os atributos da ciência (a medicina, as sondagens e as estatísticas) são mobilizados para promover o consumo do tabaco, nomeadamente da marca L&M. Ontem, como hoje, a tendência aponta para o abuso das capacidades da ciência e da técnica e para a ultrapassagem dos seus limites.

Marca: L&M. Título: Doctor’s day. USA, 1949.

Aqui há gato!

Mainzer & Kunzli. Dressed Cats Postcards. Smoking Cats. Início anos 1950.

No tempo em que os gatos fumavam. Mainzer & Kunzli. Dressed Cats Postcards. Smoking Cats. Início anos 1950.

Há anúncios de sensibilização contra o consumo do tabaco que  não são contra os fumadores. Pretendem ajudá-los. Há anúncios de sensibilização que têm sentido de humor, com ou sem gatos. Há anúncios de sensibilização em que as palavras, embora resumidas, não são cortantes. Este anúncio, Only cats have nine lives, é um exemplo. Uma paródia das compilações vídeo que circulam na Internet que lembra que nove vidas, só os gatos. Nove ou sete? Sete, na maior parte do continente europeu, nove, nos países anglo-saxónicos. E os gatos portugueses, quantas vidas têm? Os fumadores, esses, só têm uma vida! E os outros? Ambos têm uma vida e nenhuma eterna.

Anunciante: Quit. Título: Only cats have nine lives. Agência: Iris. UK, Dezembro 2013.